Como o aumento dos juros do cartão de crédito afeta o seu bolso

Saiba como o recente anúncio do aumento dos juros do cartão de crédito pode afetar o consumidor e como fugir do endividamento neste período.

Como o aumento dos juros do cartão de crédito afeta o seu bolso
Os juros do cartão de crédito estão nas alturas, saiba como não se endividar

coloque o seu inglês à provafaça um teste online

Foi divulgado neste mês de outubro de 2015 que os juros do cartão de crédito atingiram, em setembro, a maior taxa desde 1996. Ao ouvir uma notícia como essa, a população entende que isso terá efeitos na economia do país. Mas como o aumento da taxa de juros das operações de crédito – entre elas a do cartão de crédito – influenciam no bolso do consumidor? Quer dizer que temos de parar de usar o cartão? Leia o artigo e entenda.


Entenda como funciona a taxa de juros do cartão de crédito

No Brasil, a taxa básica de juros é conhecida SELIC. Ela é definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central e determina quais serão os valores de juros aplicados à bancos e instituições financeiras na concessão de empréstimos.

A taxa SELIC é um instrumento do Banco Central utilizado para controlar a inflação e/ou estimular a economia. Ela funciona, de forma simplicada, dessa maneira:

  • Quando o Banco Central aumenta a taxa SELIC, ele desestimula o consumo da população ao elevar os juros cobrados nos cartões de crédito, financiamentos e empréstimos. Com os juros altos, os cidadãos pegam menos dinheiro emprestado. Dessa forma, o freio no consumo favorece a queda da inflação, mas, por outro lado, desacelara a economia, prejudica investimentos e aumenta o desemprego.

 

  • Quando o Banco Central diminuiI a taxa SELIC, ocorre o contrário. O consumo da população é incentivado pelas baixas taxas de juros e pela facilidade na obtenção de crédito – como financiamentos e empréstimos. Com a população gastando mais, a inflação tende a aumentar, mas os investimentos também.
 

Por que o Banco Central tem aumentado a taxa de juros do cartão de crédito?

Com o cenário de instabilidade econômica instalado no país desde o fim de 2014, existe um maior risco de inadimplência do consumidor. Isso porque os índices de desemprego estão altos, os aumentos de impostos estão se acumulando e portanto, a inflação vai às alturas. Como vimos aqui em cima, ao aumentar a taxa de juros ao crédito, o Banco Central favorece a queda da inflação.

Outro fator que favoreceu o clima de instabilidade na economia brasileira e o risco de inadimplência foi o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, promovida pela agência Standard and Poor’s (S&P). Isso faz com que  os investimentos fiquem cada vez mais escassos.

CONTROLE AS SUAS FINANÇAS
Com o cartão de crédito certo, você pode fazer compras programas e colocar as finanças em dia. 

Encontre o melhor cartão de crédito para você.

Os valores assustadores que as taxas de juros do cartão de crédito alcançaram

As taxas de juros das operações de crédito subiram pela 12ª vez consecutiva no mês passado e atingiram o maior valor em 19 anos, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Esse aumento influenciou principalmente os juros do financiamento de automóveis, que teve alta de 2,08% no mês de setembro e também os juros do cartão de crédito que teve aumento de 1,65%. A maior taxa de elevação dos juros crediários aconteceu no estado de São Paulo, o equivalente a um aumento de 0,39% ao mês. A média nacional foi de 0,38%.

Os juros do cartão de crédito que até agosto era de 13,37% ao mês (o equivalente a 350,79% ao ano), com o aumento em setembro foi para 13,59% ao mês (o equivalente a 361,40% ao ano).

Afinal, como isso afeta o consumidor?

A taxa Selic está alta, ou seja, os juros de crédito estão elevados. Se o consumidor continua com os gastos que tem costume no cartão de crédito e por ventura não consegue pagar – porque esqueceu da data limite de pagamento ou porque ficou desempregado e não teve dinheiro, etc – com os juros do cartão de crédito alto, fica mais caro ainda pagar e mais fácil de endividar-se.

Neste cenário de juros altos, o melhor é que empréstimos e financiamentos sejam tomados com muita cautela, e isso vale também para o uso do cartão de crédito e do cheque especial.

O que deve ser evitado a todo custo durante esse período é pagar somente a parcela mínima do cartão de crédito. Os juros do cartão de crédito estando altos podem levar à inadimplência e ao superendividamento dos cidadãos. Outro bom conselho que o E-konomista te dá é que o limite do cartão de crédito não ultrapasse 50% do valor do salário ou da quantia recebida mensalmente. 

No caso do cheque especial, ele deve ser utilizado somente em casos extremos. Quem está acostumado a utilizá-lo todos os meses como uma “extensão do salário” que se paga no mês seguinte, está perdendo dinheiro e corre o risco de envididar-se.

Enquanto as taxas de juros ao crédito estiverem elevadas como estão nesse momento, o melhor é que os cidadãos estejam com as finanças equilibradas, poupem dinheiro, façam compras à vista e peçam descontos sempre.

Cadastre-se grátis e concorra a vários prêmios!


Veja também:

Gostou? Compartilhe!
Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

Receba mais informações como esta!

Receba a nossa newsletter

Ao submeter os seus dados receberá a newsletter, ofertas e publicidade enviado por e-konomista.com.br e pelos nossos Parceiros e aceita os Termos e Condições e a Política de Privacidade. Os dados submetidos serão compartilhados com os nossos Parceiros.

Enviar