5 Ilusões que as pessoas têm sobre trabalhar fora do Brasil

Você acha que trabalhar fora do Brasil é fácil e que a vida é muito melhor no exterior? Veja as ilusões românticas que brasileiros têm sobre trabalhar no estrangeiro.

5 Ilusões que as pessoas têm sobre trabalhar fora do Brasil
As ilusões românticas que as pessoas têm sobre trabalhar fora do Brasil

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 Você soube que fulana se mudou para o exterior? Está trabalhando lá...  Que chique, não é? Eu iria adorar morar fora e ter qualidade de vida...”

Na realidade, não é bem assim. Muitas pessoas têm uma visão romântica sobre trabalhar fora do Brasil, como se ao pisar em território estrangeiro todos os problemas desaparecessem, você se tornasse rico e vivesse uma boa vida longe das confusões do nosso país. Quem saiu do Brasil para trabalhar e juntar dinheiro sabe que nem tudo são flores, há o lado amargo de trabalhar no exterior que não aparecem nas fotografias das redes sociais.

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Trabalhar fora do Brasil: Subempregos nem sempre são cools

Parece glamouroso trabalhar num café em Paris? Ou num pub em Londres? Na teoria, até parece. A vontade de se mudar para o exterior faz muitas pessoas largarem a carreira no Brasil para trabalhar fora de sua área em países estrangeiros. Ao se comparar os salários praticados na Europa ou nos EUA com os nossos, dá mesmo vontade de jogar tudo pro ar e ir lavar pratos. Muitas pessoas com formação universitária no Brasil ganham salários inferiores à faxineiros, funcionários de bares e restaurantes e outras profissões que não exigem muito estudo no exterior. Mas vale mesmo a pena? Quais são as ilusões que as pessoas têm desses empregos no exterior e que muitas vezes são falsas? A gente te mostra.

1. Eu consigo um subemprego por lá, estou disposto a trabalhar em qualquer coisa

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Não vá morar em outro país sem ter como se sustentar pensando: “Eu posso trabalhar em restaurante, fazer faxina, faço qualquer coisa!”. Não é bem assim que funciona, especialmente em um mundo que está em crise financeira. Primeiro: é rara a empresa ou instituição que contrata alguém sem experiência na área. Você pode ter diploma universitário em qualquer área, mas se quer trabalhar em restaurante, precisa ter experiência em restaurantes. Se pretender fazer faxina, precisa ter feito faxinas anteriormente. Não vá achando que as vagas estão sobrando e eles vão contratar qualquer pessoa, porque não é assim. Segundo: você precisa ser melhor do que os nativos na sua função. É natural que um empregador dê preferência a um trabalhador nativo a um estrangeiro. Não é preconceito, é simplesmente querer dar chance aos seus compatriotas que se encontram em situação de desemprego. É claro que há muitos estabelecimentos que contratam estrangeiros, mas prepare-se para ter essa ‘desvantagem’ frente aos nativos.

2. Vou trabalhar em algo fácil e ganhar mais do que ganho aqui no Brasil

Quem disse que trabalhar em subemprego é fácil? As profissões que exigem menos estudo não são nada fáceis e por isso mesmo não devem ser desvalorizadas. Se você acha que servir mesas o dia todo, lavar pratos, lavar banheiro é algo fácil, está iludido. Não tem nada de degradante nisso, mas a verdade é que é muito cansativo porque você trabalhar na maior parte do tempo em pé, constantemente em movimento e lidando com o público.

3. Vou ganhar R$ 2.500 reais em um part-time, vou ficar rico!

Errado de novo. É verdade que o salário mínimo de países do exterior são realmente bem elevados quando comparados com o nosso. E ganha-se o mínimo por um trabalho part-time (meio expediente), o que aqui no Brasil é impraticável. Mas é preciso lembrar que o salário é mais elevado e o custo de vida também. Ganha-se mais, porém gasta-se mais. Então tentar juntar dinheiro ganhando o salário mínimo de um país é algo realmente difícil.

4. Antes ganhar pouco em Paris do que ganhar pouco aqui, eu vou!

Viver com pouco dinheiro é complicado em qualquer lugar do mundo. Muita gente faz a opção de imigrar por causa da dita “qualidade de vida” elevada de países europeus e dos EUA, por exemplo. No entanto, qualidade de vida pode ser considerado um conceito relativo. É verdade que são analisados índices como segurança, saúde pública, empregabilidade, etc. Mas de que adianta morar em um lugar com uma qualidade de vida dita invejável se você não se adaptar ao clima? Você pode estar morando em um lugar de fazer inveja, mas lá não consegue fazer nenhum amigo e morre de saudade dos seus amigos de sempre que ficaram por aqui. Sente falta da comida e não se adapta à comida do país que vai viver. Sente falta da família, perde festinhas de aniversários, casamentos, celebrações, natal... E isso também é qualidade de vida! Então não se iluda, trabalhar fora do Brasil e viver com pouco dinheiro não é nada fácil.

5. Vou conseguir viajar para vários países com pouco dinheiro

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É verdade que é possível viajar gastando pouco dinheiro, principalmente porque fora do Brasil existem empresas aéreas low cost que cobram preços muito baratos pelo vôo, hospedagens em hostels bem em conta (e até opções gratuitas como couchsurfing ) e outras opções de viagens baratas que não são tão comuns aqui no Brasil. É mais fácil sim viajar gastando pouco fora do Brasil, mas... novamente nem tudo são flores.

  • Se você vai estar trabalhando, só consegue viajar nas férias e nem sempre o dinheiro sobra para isso
  • Nem sempre suas férias caem no verão ou na primavera e viajar em períodos chuvosos ou com muito frio não é pra qualquer um
  • Muita gente não consegue ficar muito tempo sem vir ao Brasil matar a saudade, e vir pro Brasil não é nada barato, as passagens são caras. Portanto, ao invés de conhecer outros países acabam juntando dinheiro para vir ao Brasil e acabam com as reservas de viagem.
  • Com nosso câmbio desvalorizado, pedir aquela forcinha de grana em casa para viajar fica mais complicado. Você faz um plano financeiro: “vou conseguir viajar uma semana gastando 600 euros/dólares, jóia”. Quando converte para reais, cai pra trás com o preço.

Muitas pessoas vão trabalhar fora do Brasil e conhecem muito pouco dos países que estão ao redor. Mesmo que a viagem não custe tanto dinheiro assim é difícil sobrar grana o suficiente para ir conhecê-los.
 

Atenção: não queremos com o nosso artigo desestimular pessoas que querem se arriscar e viver um período no exterior. Os ganhos e benefícios de viver um período no exterior são inumeráveis, aprende-se muito e cresce-se muito como pessoa e como profissional. Nossa intenção é desmistificar a ideia romântica de que trabalhar no exterior é algo fácil e lindo, sem problemas comuns ao dia a dia do Brasil. São muitas as vantagens mas muitas as dificuldades também. É preciso ponderar e ir vivenciar essa aventura com a consciência de que a vida é perfeita somente nos filmes e livros. A vida no exterior não é cor-de-rosa como muitos pensam.

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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