Governo exclui espanhol, artes e educação física do ensino médio

Modelo proposto conta com mais horas, menos disciplinas e alunos poderão priorizar assuntos da sua área de interesse

 

Governo exclui espanhol, artes e educação física do ensino médio
Medida entrará em vigor já no ano letivo de 2017

Esta sexta-feira, 23, amanheceu com uma novidade no ramo do ensino em todo o país: Michel Temer (PMDB), atual presidente, pediu uma medida provisória para alterar o currículo do ensino médio. O peemedebista pediu a exclusão de disciplinas obrigatórias, como artes, educação física e espanhol. Na medida, ele propõe o incentivo às escolas de tempo integral, inclusive com repasses de recursos federais aos Estados e a ampliação "progressiva" de 800 para 1.400 horas anuais.

Nos últimos 20 anos, esta será a maior alteração da pauta no Brasil. O ensino médio ainda conta com 13 disciplinas obrigatórias. Com as mudanças, durante o primeiro ano, os alunos seguirão aprendendo o básico de cada matéria, com base nos pilares que já pertencem ao Exame Nacional de Ensino Médio (Enem): Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Matemática. 

É no segundo e terceiro ano que entra a medida. "O novo ensino médio tem como pressuposto principal o protagonismo do jovem", disse o ministro da Educação Mendonça Filho. Ele critica a educação brasileira atual e afirma que a questão é urgente. "Temos como propósito de um lado a ampliação da carga horária gradual e uma política de fomento à implantação de escolas em tempo integral", enfatizou.

A língua inglesa segue sendo obrigatória, entretanto as outros passam a ser optativas. Além disso, a ementa visa ter uma oferta maior de matérias que sejam do interesse pessoal do aluno, possibilitando aproximá-lo do seu objetivo profissional. Também estão previstos trabalhos voltados à formação "nos aspectos cognitivos e socioemocionais".

Financiamento

O governo federal divulgou ainda que, para fomentar a construção de escolas em tempo integral, haverá uma política de transferência de recursos, que será realizada pelo prazo máximo de 4 anos por escola. A transferência ocorrerá anualmente, a partir de valor único por aluno, "respeitada a disponibilidade orçamentária para atendimento".

Agora, apesar de já estar em vigor, a medida ainda precisa ser discutida e avaliada dentro de um prazo de até 120 dias pela Câmara e pelo Senado. Caso ultrapasse este período, perderá seu efeito. Ainda não se sabe se a MP permitirá aos estudantes validar o diploma do ensino médio no exterior.

MEC afirma que a exclusão das disciplinas não é bem assim

Na manhã de hoje, o Ministério da Educação divulgou uma nota repudiando o texto da MP e afirmando que este estava equivocado. Na versão encaminhada para publicação no Diário Oficial, que deve vir a público ainda hoje, o texto final aponta que não está decretado o fim de nenhuma disciplina, e as 13 que atualmente constam como obrigatórias para o Ensino Médio permanecerão obrigatórias.

Veja esclarecimento do MEC

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Redação E-konomista Redação E-konomista

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