Fui viajar. Não sei quando volto.

Viajar sem data de volta marcada é ter a liberdade para decidir quando (e se) quer voltar. 

Fui viajar. Não sei quando volto.
Ousadia, vontade de saber mais e aprendizado impulsionam a decisão

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Viajar sem planos, com a cara, a coragem e a vontade de ter muita história pra viver e contar durante o tempo fora. A Pamela e o Gustavo começaram a planejar um mochilão pela Europa em novembro do ano passado. Pesquisaram as opções disponíveis para economizarem em estadia e, usando o site HelpX, trocaram estadia e refeições por ajudas com serviços da casa das famílias contatadas.

O primeiro destino foi Londres e, em seguida, receberam a resposta de outra família no interior da Inglaterra e partiram para lá. Compravam passagens à medida que recebiam as respostas das famílias. Assim, passaram três meses viajando pela Inglaterra, Bélgica, França, Itália, Noruega e conhecendo culturas e cidades peculiares. Nos 45 do segundo tempo, decidiram conhecer Portugal e vieram parar em Lisboa.

A decisão

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Quando a autorização de turismo estava prestes a completar os três meses, a Pamela resolveu dizer ao Gustavo que queria ficar: “Durante toda a viagem eu já tinha comigo que eu não queria morar mais no Brasil, cheguei a cogitar morar no Chile ou Uruguai porque são países do Mercosul e nos dão carta branca pra morar e trabalhar. ” Sem mais nem menos, ele aceitou. Em uma semana os dois já estavam empregados com contrato e tinham uma casa: “Precisamos de dinheiro do Brasil apenas no primeiro mês, no segundo já estávamos em empregos melhores e nos virando com o dinheiro daqui.”.

Hoje, quatro meses depois de começar a aventura em Lisboa, Pamela mudou de emprego e já foi promovida, numa startup portuguesa que abriu atividade no Brasil. Se o plano foi ousado? Foi. Sobre a loucura de ficar, ela diz não se arrepender do que fez e só sente muitas saudades dos sobrinhos de 3 e 10 anos e da cadela, Pepper.

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O que leva as pessoas a viajar sem data para voltar?

Realizar um sonho é o motivo. Quer seja o sonho de percorrer o mundo, quer seja a vontade de viver em outro país, a inclinação dos viajantes não passa pelo que o resto das pessoas espera delas, e sim pelas próprias expectativas. Muita gente acredita que viajar por muito tempo atrasa a carreira e a família quer sempre que nós estejamos por perto. Em primeiro lugar, viajar sem data para voltar é não sucumbir às vontades e pressões alheias sobre a concepção do que é ser feliz.

Se a vida é feita para sermos felizes e realizados, por que nós nos condicionamos às imposições, dogmas e expectativas do resto do mundo que não necessariamente nos trarão satisfação? Quem pensa em viajar sem data de volta deve ponderar quais são as suas expectativas com a experiência, não só em termos profissionais, mas como experiência de vida. Saber que a vida dá espaço para desistir e insistir quando necessário é o fator mais importante para enxergar a necessidade de mudança. Um ex-designer pode ser garçom em outra parte do mundo e estar muito mais satisfeito e feliz da vida do que fazendo o que fazia antes.

É uma questão de perspectiva. Numa época em que o que a reputação e a imagem virtuais são mais importantes do que o subjetivo e as vontades particulares, é difícil superar esse estigma e pensar, por conta própria, na concepção de felicidade e no que é preciso para realizar sonhos.

Escapar do lugar-comum

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Normalmente, os aventureiros que viajam sem volta marcada não fecham negócios com agências de turismo. O preço é alto e fechar pacotes limita os passageiros às datas e horários da agência. Durante uma viagem, o que menos se quer é ter horários para compromissos – ainda mais hora marcada para ir embora de um lugar que queremos conhecer melhor.

Diante disso, a alternativa de muitos é usar a internet para descobrir um pouco do que está por vir e marcar os pontos de interesse com antecedência. Como chegar? Como ir? Onde dormir? Isso é um assunto para decidir depois da chegada. O importante é saber para onde ir.

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Abrir mão dos luxos

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Apostar em uma viagem sem ter dinheiro vai requisitar uma certa dose de ousadia para abrir mão de confortos. Procurar opções de hostels baratos, couchsurfing e home stays e reduzir os gastos preparando as refeições em casa são algumas das experiências enfrentadas por quem viaja sem um roteiro definido. Mas abrir mão do luxo pode ser muito mais interessante para testar os nossos limites e capacidades, aprender a cozinhar, a ser mais forte, conhecer muita gente e colecionar amizades de diversas nacionalidades por onde passa.

Quem se hospeda em hotéis e faz os passeios típicos de um roteiro, raramente vai conhecer pequenas histórias da cidade, as histórias das pessoas que já vivem ali. O que vale numa viagem não é passar em frente aos monumentos e tirar selfies para postar nas redes sociais. Acima de tudo, viajar é conhecer uma cultura e tentar, no menor espaço de tempo possível, integrá-la para entendê-la e ver o que pode aprender de bom com a diferença.

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Aprender a viver com menos

Nós aprendemos que o dinheiro nunca acaba se nós não quisermos que isso aconteça. Sempre dá para tirar de um lado e economizar. Aprendemos a dar valor às conquistas e aos detalhes e nos desapegamos do que é fútil. Como uma pessoa que também viajou sem data de volta, eu mesma posso dizer que o fato de não poder comprar tudo o que quero me ensinou a viver feliz com menos e saber diferenciar necessidades de desejos.

A repetição desse comportamento de desapego uma hora me anestesiou das vitrines. Nunca deixei de comer o que quis, não deixo de comprar as minhas roupas nem de ter o lazer que mereço. Só cortei excessos. Além de aprender como e onde gastar, a chave de tudo é aprender a ser conveniente: quando e quanto gastar.

Para os mimados e imediatistas, a experiência é, com certeza, um choque. Mas é muito gratificante ver que, pouco a pouco, conquistamos a independência e nos tornamos mais resistentes ao choro e a tristezas sem fundamento, impostas às vezes pela carência de itens dispensáveis.

Conhecer gente

Às vezes é muito mais gratificante viver num local e se sentir inserido na cultura do que ter uma foto num ponto importante da cidade com 200 curtidas. De todas as experiências, as mais legais são as raízes que se criam por onde passamos, viajando ou vivendo num lugar diferente: conhecer o padeiro, o garçom, o motorista do ônibus, as pessoas que pegam o mesmo ônibus no mesmo horário... Tudo isso faz parte da microcultura e o fato de dizer um simples “bom dia” na rua para um desconhecido que revemos constantemente é surreal.

Cozinhar

Outro fator de quem faz uma viagem low cost é aprender a cozinhar, seja na marra ou por vontade própria. E o objetivo não é só juntar dinheiro. Conhecer a culinária local é dar mais espaço para sair da caixa e acostumar-se a outros sabores, até porque nem sempre vamos encontrar a nossa mandioquinha mundo afora. Mas isso não significa que a experiência vai ser menos saborosa. Muito pelo contrário: aprender a cozinhar é um dom que se desenvolve com o tempo. Aprender a cozinhar com ingredientes diferentes é um dom que se desenvolve com viagens.

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Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

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