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Financiamento de veículos: como fugir dos juros abusivos

Muitas instituições financeiras aplicam juros abusivos no financiamento de veículos. Em época de juros altos no Brasil, cabe ao consumidor pesquisar para não pagar taxas ilegais e desnecessárias.

Alta dos juros exige atenção do consumidor que faz financiamento de veículos

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O financiamento de veículos neste ano vai sair mais caro do que no ano passado. Com a alta da taxa Selic anunciada em janeiro, os juros anuais para financiar veículos devem subir ficando 2,4% mais caros.

Já que é inevitável fugir desses juros, o E-konomista dá dicas de como fazer um financiamento de veículos fugindo dos juros abusivos praticados por instituições financeiras e também como conferir se você anda pagando a mais do que deve na parcela do financiamento do seu veículo.

Juros abusivos para financiamento

A primeira questão, fácil de ser verificada, é a cobrança de taxas embutidas no valor do financiamento. As financiadoras dão diversos nomes a elas, tais como serviços de terceiros, tarifa de registro do contrato, taxas de avaliação do bem, etc. A cobrança dessas taxas é prática ilegal, pois não significa, de fato, nenhum serviço prestado ao cliente.

Diversos tribunais entendem dessa forma, e por isso é possível pedir ao judiciário o dinheiro pago de volta. Se o seu financiamento de veículo contém taxas abusivas, procure o seu banco e peça revisão judicial do contrato.

Juros do financiamento de veículos

A questão mais polêmica refere-se à cobrança de juros abusivos. Quanto a isso, devemos analisar duas facetas diferentes:

1. A cobrança de juros em valor superior ao praticado no mercado:

As instituições financeiras têm liberdade de praticar o valor que considera ideal pois analisa as condições do cliente (se é correntista, tem renda fixa, etc.), ou seja o valor é aplicado de acordo com o risco de inadimplência que a instituição vê naquele consumidor. O que deve ser feito é analisar se os juros aplicados estão muito acima da média de mercado, computada pelo Banco Central. Se estiverem, o valor dos juros praticado é abusivo.

2. A cobrança de juros sobre juros, ou seja, juros compostos:

Quanto ao segundo aspecto, é preciso observar se a financiadora está utilizando a Tabela PRICE para o cálculo das parcelas do financiamento do veículo, o que implica na incidência de juros sobre juros. É possível verificar se seu financiamento utiliza a Tabela PRICE por meio de simuladores que são disponibilizados na internet.

Tabela PRICE:

De maneira simplificada, podemos afirmar que a Tabela PRICE de amortização implica em juros compostos pelo fato de que, ao longo dos pagamentos feitos pelo cliente, nunca será debitado do saldo devedor o valor dos juros, e somente o valor da amortização.

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Assim, os juros nunca são diminuídos do valor a ser pago, o que implica que na próxima parcela a ser paga incidirão juros sobre juros. Isso é comprovado matematicamente por meio da evolução do saldo devedor da dívida. Em contratos longos, a aplicação de juros sobre juros pode chegar a valores exorbitantes pagos indevidamente e ilegalmente.

Simulador financiamento de veículos

Veja abaixo uma simulação simples:

  • Um financiamento de R$ 11.255,08, a ser pago em 12 parcelas mensais e consecutivas, com juros de 1% ao mês de acordo com a tabela price, cujo resultado são parcelas de R$ 1.000,00.
  • Aplicando a tabela price (juros compostos) : ao fim de 12 meses os R$ 11.255,08 iniciais a ser pago transformaram-se em R$ 12.000,00. Pagou-se, assim, R$ 744,92 de juros.
  • Aplicando juros simples: ao fim de 12 meses, o valor de R$11.255,08 iniciais a ser pago transformaram-se em R$11.986,59. Pagou-se assim R$ R$ 731,55 de juros.
  • Portanto, ao aplicar a tabela price, ao invés de cobrar os juros de 1% contratados a priori, são cobrados do cliente juros de 1,2%.

Parece pouco, mas as diferenças são exacerbadas em razão de prazos e valores maiores, principalmente em razão do cálculo exponencial dos juros no sistema da tabela price. E imagine o valor que os bancos lucram onerando cada cliente com os juros compostos.

Como fazer um bom financiamento de veículo?

  • Só vale a pena se precisar do carro imediatamente. Pois os juros de financiamento de veículos no Brasil estão altos, portanto no final do pagamento das parcelas, você terá pago aproximadamente o valor de um carro e meio.
  • Em um financiamento de 36 meses, por exemplo, quando quitar o financiamento você terá pago o valor de um carro novo, quando seu carro já está com 3 anos de uso e desvalorizado no mercado.

O conselho do E-konomista para quem precisa adquirir o carro e não pode pagar a vista é:

1. Dê a maior entrada possível.

2. Não financie o IPVA nem o seguro. Não aumente a conta do valor do financiamento.

3. Não deixe que a parcela de todos os financiamentos que você tem que honrar (do carro, da casa, etc) comprometa mais do que 20% do seu orçamento.

4. Não estenda o financiamento por mais de 4 anos, devido à desvalorização do veículo. O ideal é até 3 anos.

5. Pesquise o financiamento com a melhor taxa de juros.

Mas, se você não tem urgência em adquirir o veículo, e pode investir o dinheiro que pagaria nas parcelas em uma poupança, essa seria a melhor saída. Pois irá pagar um valor muito menor à vista e poderá não arcará com juros tão altos como estão atualmente.

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.