Fazer empréstimo para pagar dívidas vale a pena?

Tem dívidas e está pagando parcela mínima? Saiba como sair desse buraco ao fazer empréstimo para pagar dívidas. Veja quais são os créditos com menor taxa de juros.

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Um estudo do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) divulgado esse ano apontou que 54 milhões de brasileiros estão endividados.  Com o crédito fácil disponível no mercado e o descontrole no uso do cartão de crédito e do cheque especial, muita gente perdeu a noção dos gastos, fez compromissos que não puderam honrar e agora estão no vermelho. Uma solução para sair dessa situação é fazer empréstimo para pagar dívidas com melhores condições, como juros mais baixos e maior prazo para pagamento.

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Mas não é trocar uma dívida por outra? Sim, mas é trocar uma bola de neve que só vai aumentando, por outra que vai diminuindo com o tempo.  A maior parte das dívidas dos brasileiros é com cartão de crédito e cheque especial, que apresentam as taxas de juros mais altas do mercado. Para se ter uma ideia: em setembro de 2015, o Banco Central divulgou dados mostrando que o juro do cheque especial bateu recorde dos últimos 20 anos, o valor de acumulado foi de 263,7% ao ano. Enquanto isso, o do cartão de crédito, o mais alto de todos, apresentou taxa média cobrada pelos juros rotativos que supera a marca dos 410% ao ano, a maior desde 2011.

O que acontece é que muitos brasileiros, por não estarem em condições de quitar a dívida do cartão e do cheque especial, pagam apenas a parcela mínima da fatura. Essa é a pior decisão a se tomar, pois com juros tão altos o montante da dívida aumenta mês a mês. Ao invés de se ver livre da dívida pagando aos pouquinhos, os brasileiros estão engordando a conta dos bancos e ficando de bolsos vazios. As empresas fazem questão de não procurar o consumidor para sugerir medidas para quitar a dívida, pois para elas é mais interessante que o cliente continue pagando a parcela mínima e que a dívida continue a aumentar. 

Outro problema que colabora no endividamento dos brasileiros é que: os bancos colocam o valor do cheque especial somado ao nosso saldo bancário, o que nos dá a impressão de quem ainda temos mais dinheiro para gastar, como se fosse uma extensão do nosso salário. Mas não é, utilizar esse dinheiro e pagar os juros por ele todo mês sai caro, muito caro, e muita gente acaba se enrolando. Portanto, trocar uma dívida com juros altíssimos por outra com juros baixos é uma medida inteligente, mas que requer cautela.

Vale a pena fazer empréstimo para pagar dívidas?

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Vale, mas é preciso ter sabedoria financeira para não cair em um buraco maior ainda. Existem linhas de crédito com juros baixos que podem te ajudar a pagar as dívidas com parcelas menores por mais tempo.

1. Crédito Consignado

É a linha de crédito que oferece os menores juros do mercado. As parcelas da dívida são descontadas diretamente da folha de pagamento do devedor, portanto o banco pode oferecer taxas mais baixas pois tem maior garantia de recebimento do valor das parcelas. O crédito consignado só é concedido para: aposentados ou pensionistas do INSS, empregados de empresas privadas que possuem convênio com bancos para oferecer crédito consignado aos funcionários.

2. Refinanciamento do imóvel

Você pode fazer empréstimo para pagar dívidas dando o seu imóvel como garantia. Tendo a garantia do imóvel, os bancos podem pedir taxas de juros muito mais baixas, os valores emprestados podem passar dos milhões de reais e os prazos podem chegar a até 20 anos. Mas é preciso ter certeza que pode arcar com o empréstimo, pois se você não puder, pode perder o seu imóvel. E é um tipo de empréstimo que tem outros custos envolvidos, como: o registro do imóvel em cartório (que custa cerca de 0,6% do valor do imóvel), tarifas de avaliação do imóvel e análise jurídica (que podem chegar a até R$ 2.500) mais seguro. Esse tipo de empréstimo só é recomendado para quem precisa de um valor muito alto e tem segurança financeira suficiente para arcar com os juros do financiamento.

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3. Antecipação da restituição do Imposto de Renda

Todo trabalhador deve fazer a sua declaração de imposto de renda anualmente, e recebe portanto a restituição. Você pode fazer empréstimo para pagar dívida com o pagamento da restituição do imposto de renda. Como os bancos têm a garantia do recebimento do valor a partir da restituição, cobram juros mais baixos. O valor tem que ser pago até dezembro, que é quando vence o último lote da restituição do imposto pago pelo governo. O risco é: se você não fizer a declaração do imposto de renda de forma correta e cair na malha fina, o valor a receber de resituição pode ser menor do que o esperado, ou pode nem ser depositado. E ao chegar dezembro, o banco vai buscar o valor na sua conta de toda maneira. É um empréstimo indicado para quem faz a declaração do imposto de renda sem qualquer erro e que todo ano recebe direitinho o valor esperado pela sua restituição.

4. Antecipação do 13º salário

Todo trabalhador brasileiro com carteira assinada tem direito a receber o 13º salário no fim do ano. Os bancos oferecem tarifa de juros mais baixas se o cliente quiser que a cobrança do valor seja descontada do seu 13º salário. O devedor só deve fazer esse tipo de empréstimo a juros baixos se, e somente se: o pagamento do 13º salário for garantido – ou seja, se o seu empregador paga todo ano corretamente o valor que lhe é de direito, e se você não se sente ameaçado a ser despedido. Isso porque mesmo que você não receba o 13º, o banco vai buscar o dinheiro na sua conta do mesmo jeito.

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5. Crédito pessoal

Caso você não queira/possa dar nada em garantia do seu empréstimo, você pode pedir um crédito pessoal no banco. A taxa de juros do crédito pessoal é mais alta do que todas as opções citadas acima (já que o banco não tem nenhuma garantia que você vai quitar o empréstimo), mas mesmo assim é uma taxa de juros muito mais baixa do que a maioria das demais, especialmente do cheque especial e do cartão de crédito. Confira no site do Banco Central o valor da taxa de juros mensal e anual praticada por cada banco brasileiro atualmente e escolha aquela mais baixa e que te dá as melhores condições. Para fechar o melhor negócio, você precisa pesquisar.

Renegocie a dívida e planeje-se financeiramente

Antes de fazer empréstimo para pagar dívidas, renegocie-as. As empresas de cartão de crédito e cheque especial normalmente não gostam de renegociar porque preferem que você continue a pagar parcelas mínimas, mas se você de dispuser a pagar a dívida na totalidade, pode haver renegociação do valor e o tamanho do empréstimo que você vai pegar no banco para quitar essas dívidas pode ser menor.  Não faça nenhuma dessas transações sem antes se planejar financeiramente. Verifique as suas condições financeiras e veja se você irá conseguir, com a sua renda, honrar o compromisso com o novo empréstimo.

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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