Facebook e Google tomam medidas para combater notícias falsas

Gigantes da internet pretendem cortar a publicidade de sites que veiculam conteúdos enganosos.

Facebook e Google tomam medidas para combater notícias falsas
Algumas teorias dizem que a proliferação de falsas notícias favoreceu a eleição de Donald Trump

Google e Facebook decidiram entrar na briga contra as notícias falsas veiculadas na internet. Os dois gigantes da internet, que controlam grande parte da publicidade online, resolveram reagir contra os boatos, após uma onda de críticas recebidas sobre o papel que notícias equivocadas tiveram na eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Algumas teorias dizem que a proliferação de falsas notícias favoreceu o empresário eleito.

Corte na receita de publicidade de sites duvidosos

“Levamos a desinformação com total seriedade e nosso objetivo é conectar as pessoas com os assuntos que fazem mais sentido para elas, e sabemos que as pessoas querem informações precisas”, escreveu Mark Zuckerberg, em seu blog, no dia 19 de novembro. Para tentar barrar os boatos na rede, Google e Facebook vão adotar medidas para cortar a receita de publicidade de sites que publicam informações mentirosas.

Além disso, o Facebook vai melhorar a capacidade de identificar e classificar a desinformação, por meio de melhorias em sistemas técnicos; pretende facilitar o recebimento de denúncias sobre notícias falsas; utilizar a expertise de organizações respeitadas em checagem; etiquetar matérias que já tenham sido apontadas como falsas; elevar o nível das matérias que aparecem nos “artigos relacionados” e trabalhar com jornalistas e outros membros do setor da mídia para melhor entender seus sistemas de checagem.

Sundar Pichai, presidente do Google, revelou durante uma entrevista à BBC que vários incidentes já haviam sido registrados com sites denunciados por divulgar informações falsas e que a empresa não havia tomado as decisões corretas.

"Vamos começar a proibir a publicidade do Google em conteúdos enganosos, da mesma maneira como já proibimos a publicidade mentirosa. No futuro, vamos restringir a veiculação de anúncios em páginas que deturpam, distorcem ou escondem informações sobre seus editores, conteúdos ou o objetivo básico do proprietário do site. Então este é um momento de aprendizado para nós e vamos, definitivamente, trabalhar para consertar", disse Pichai.

Foto: Reprodução Pexels
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Michelle Monte Mor Michelle Monte Mor

Formada em Comunicação Social e em Mídias Digitais. Escreve sobre o setor automotivo desde 2004. Não larga o smartphone e vive conectada às redes sociais. Adora viajar e dirigir.

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