Estudar fora: diferenças entre universidades no Brasil e exterior

Está pensando em estudar fora numa temporada de intercâmbio? Saiba que o período letivo é diferente, o sistema de notas também. Veja quais as principais diferenças entre as universidades brasileiras e estrangeiras

Estudar fora: diferenças entre universidades no Brasil e exterior
Saiba o que é preciso adaptar ao estudar fora

Você quer estudar fora? Já está preparado para as diferenças entre a experiência acadêmica aqui no Brasil da experiência no estrangeiro? Quem pensa que as diferenças se resumem à cultura e à língua está enganado. A formação estudantil difere de país para país e quem quer estudar fora do Brasil por um tempo precisa estar pronto para se adaptar a uma rotina de estudos diferente da nossa e não só.

Qual o início do ano letivo quando se vai estudar fora?

estudar fora do Brasil


Aqui no Brasil, normalmente o período letivo começa entre fevereiro e março. Temos férias curtas (normalmente de 15 dias) entre o primeiro e o segundo semestre, no mês de julho, e férias mais longas no fim do segundo semestre, que normalmente começam no fim de dezembro e temos folga durante todo o mês de janeiro.

Nos Estados Unidos e na Europa o período letivo é diferente, e isso acontece por causa do clima do hemisfério norte que é diferente do nosso. O período letivo normalmente começa entre agosto e setembro. Existe uma pausa nas aulas entre o natal e o ano novo (também de 15 dias), mas em janeiro os alunos voltam à escola.  As férias mais longas ocorrem durante o mês de julho, que é quando há o verão no hemisfério norte.

Se você vai estudar fora, é preciso se acostumar com essa diferença das férias. A adaptação costuma ser um pouco complicada no início, pois quando chega as festas de fim de ano, costumamos estar de folga, relaxados, e nos países do hemisfério norte os alunos costuam estar no meio do semestre e estudando para os exames.

O relacionamento com os professores

Aqui no Brasil, tanto nas escolas quanto nas faculdades e instituições de ensino superior, os alunos têm relacionamento muito amigável com os professores. Devido ao nosso temperamento mais caloroso, nós costumamos ter liberdade de conversar e questionar os nossos professores dentro e fora de sala de aula.

É comum nas faculdades brasileiras os alunos conseguirem negociar provas e trabalhos com professores, dias de folga, e até notas. Temos um relacionamento aberto e franco, podemos conversar de igual para igual e muitas vezes nos tornamos amigos dos nossos mestres, principalmente dos orientadores na faculdade e pós graduação.

No exterior, esse relacionamento é um pouco diferente. É sempre ruim generalizar pois cada país, cada instituição de ensino e cada professor tem suas características próprias, mas de uma forma geral o contato entre mestre e alunos é mais formal, menos caloroso. Não é tão comum convidar um mestre para tomar uma cerveja ao fim da aula, como é possível aqui no Brasil. A relação de respeito entre o mestre e os alunos é mais exaltada, as negociações sobre datas de trabalhos e notas de prova não são comuns e as desculpas para ter faltado a uma aula porque perdeu o ônibus ou porque estava viajando, por exemplo, não são encaradas como naturais.

Frequência às aulas

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É importante mencionar as faltas. Aqui no Brasil costumamos faltar às aulas – ou no linguajar dos estudantes matar aulas – de vez em quando sem muitos problemas, desde que estejam dentro do limite de faltas possíveis da disciplina. Se você vai estudar fora precisa ter consciência que faltar às aulas é mesmo uma exceção. Alunos que faltam muito sem justificativas plausíveis não são bem vistos e pegar o caderno do colega para copiar a matéria não é algo tão comum quanto aqui. As faltas devem ser evitadas se o aluno quer mesmo se dedicar e se destacar nos seus estudos.

Atrasos

Assim como as faltas, entrar na aula após meia hora do seu início não é algo tão natural no exterior. É óbvio que há exceções, professores compreensivos, principalmente com alunos que trabalham e chegam atrasados ou que moram longe e precisam sair uns minutinhos mais cedo, mas eles são exceção. Há casos de alunos brasileiros que se sentem destratados por professores que os fizeram “passar vergonha” em frente à toda a classe por causa de alguns minutos de atraso.

Por norma, as aulas costumam começar pontualmente e os alunos devem estar dentro da sala antes do professor. Algumas universidades são mais flexíveis, em outras, se você for chegar atrasado, melhor nem ir. Procure saber com os colegas como é esse funcionamento na universidade e com cada professor para não passar por momentos constrangedores caso se atrase. Pontualidade para eles é uma questão de respeito com o tempo das demais pessoas.

Notas

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A contagem de nota na maioria das instituições de ensino do Brasil é de 0 a 10, ou em porcentagem. As nossas médias variam de instituição para instituição, e até mesmo dentro dos departamentos de cada universidade. As médias costumam variar entre 50% e 70% de aproveitamento.

No exterior, as médias também variam, mas a contagem das notas costuma ser diferente das nossas. Na maioria das instituições europeias, as notas são contadas de 0 a 20. A média varia entre cursos, mas a maioria é em 50%, ou seja, precisa tirar pelo menos 10 para passar. Parece fácil? Não é. Os alunos que vão estudar no exterior, de qualquer área que seja, costumam voltar dizendo que a exigência de rendimento dos alunos para alcançar boas notas é bem maior do que no Brasil. “Fechar” uma prova, ou seja, tirar um 20 é muito raro, o aluno que tira um 18 ou 19 é considerado pelos colegas como um verdadeiro gênio. É comum os alunos se esforçarem para tirar um 15 ou 16, ou mesmo terem que “ralar” por um 10 ao estudar fora estando acostumado com o sistema de notas brasileiro.

Nos Estados Unidos, o grau de exigência é tão grande  e em algumas universidades ainda maior – como na Europa. O sistema de avaliação de notas varia muito de universidade para universidade, e algumas utilizam o sistema de letras que equivalem a notas. Na maioria das universidades é utilizado o Grade Point Average (G.P.A.) que significa média das notas.

As instituições costumam usar letras para classificar o desempenho dos estudantes em provas e trabalhos. As letras representam números, sendo 4.00 o melhor resultado e 0.00 o pior, e podem vir acompanhadas de um sinal de + ou -. Assim:

A = 4.00  / A- = 3.67  / B+ = 3.33  / B = 3.00  / B- = 2.67  / C+ = 2.33  / C = 2.00  / D = 1.00  /
E/F = 0.00

A média (G.P.A.) é calculada como aqui no Brasil, soma de todas as notas das disciplinas dividido pelo número de discipIinas.

O G.P.A. pode ter algumas diversificações em países diferentes, como em algumas instituições do Canadá ou da Austrália onde as letras são substituídas apenas por palavras, por exemplo:

A, A- e B+ = Excellent (excelente)
B, B + e C+ = Good (bom)
C = Satisfactory (satisfatório)
D = Poor (ruim)
E/F = Failure (insatisfatório)


Melhoria de Nota

Mais um diferencial quando o assunto é estudar fora é que em muitos países há a possibilidade de melhorar a nota do aluno, mesmo quando este já foi aprovado na matéria. Para tanto, normalmente é preciso fazer um requerimento, pagar a taxa definida pela instituição e fazer uma outra avaliação ou trabalho para que, caso se obtenha uma melhor nota, esta substitua a anterior.

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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