O seu estilo pode prejudicar a sua carreira?

Piercings, tatuagens, alargadores, roupas e até mesmo o corte de cabelo. Em algumas profissões, o estilo pessoal pode sim prejudicar a carreira. Saiba como.

O seu estilo pode prejudicar a sua carreira?
Dependendo da área, tatuagens, alargadores e vestuário podem prejudicar sua carreira.

O mercado de trabalho é bem exigente. Em alguns casos, a demanda vai além da experiência, habilidades e resultados. O estilo pessoal também acaba por influenciar de certa forma e até prejudicar a carreira. Já na entrevista, um candidato pode encontrar resistências por parte do empregador, dependendo da área profissional. Para alguns setores, uma imagem idônea faz parte da identidade do negócio.

É certo que nos últimos anos as empresas mostram-se cada vez mais flexíveis. Mesmo em multinacionais é possível encontrar profissionais com estilos mais alternativos, não precisam abrir mão do piercing ou do alargador e são encarados com respeito. Em áreas como a Advocacia, pelo contrário, a realidade não é bem assim e ainda existem inflexibilidade nesse sentido.

Do recrutamento à promoção

Ainda na procurar por uma colocação, o profissional deve pesquisar e se questionar se o seu estilo pode vir a ser um problema na área em que pretende trabalhar. A entrevista é uma etapa muito importante e é crucial passar uma boa impressão em todos os sentidos, o visual também é um depois. Por isso, antes de se apresentar, investigue o histórico da empresa, por exemplo. É mais moderninha? Mais tradicional?

No caso de modificações corporais, uma boa saída é não deixá-los tão expostos. Dependendo da roupa e do tamanho, as tatuagens podem ser cobertas. Pode ainda tirar os piercings e, na entrevista, questionar o empregador sobre a política da empresa em relação a esse tipo de estilo. O melhor é ser franco e esperar o feedback, afinal, caso seja contratado, será praticamente impossível esconder sempre as suas modificações. 

Alargadores e brincos

Os alargadores são acessórios que também causam algum impacto. Os brincos que, como o nome suscita, alargam o lóbulo da orelha, podem ser mais ou menos tolerados de acordo com o tamanho também. Se forem pequenos, muitas vezes passam até despercebidos e são confundidos com brincos normais. Os maiores já costumam causar alguma estranheza e não são bem encarados por muitos empregadores. À custa disso, há quem tenha recorrido a cirurgias de reconstituição do lóbulo para não prejudicar a carreira. 

Roupas e acessórios

As roupas devem seguir preferencialmente a linha da descrição. Independente do estilo, é fundamental estarem limpas e passadas. Depois, o bom senso deve comandar. Nunca a forma como alguém se veste deve superar as competências profissionais, mas interferem na formação de conceitos pré-concebidos que podem não ser muito favoráveis. Na dúvida, opte por um look mais básico e perceba nesse primeiro contato oficial com a empresa como se vestem os outros trabalhadores. Confira aqui mais dicas de roupas para o ambiente corporativo.

Cabelo e maquiagem

Cabelo e maquiagem também se enquadram na mesma situação, até porque cada uma tem uma forma específica de usá-los. As cores extravagantes não costumam ser bem encaradas. Aliás, os exageros, em todos os sentidos, não combinam com o trabalho. O melhor é encontrar um equilíbrio entre o seu estilo próprio e a vivência no emprego.

No mercado de trabalho tradicional via de regra os candidatos são selecionados pelo conjunto da obra: competências, habilidades, impressões e imagem. Vale ressaltar que imagem não é beleza, e sim o trato com a aparência, a preocupação com o próprio aspecto. Afinal, o visual do trabalhador de uma empresa transmite também informações sobre a mesma. Ao longo da carreira, esse aspecto também é observado e pode contribuir diretamente para que o profissional receba uma maior valorização. Adequar-se esteticamente ao ambiente de trabalho, além de mostrar resultados, é, literalmente, vestir a camisa da empresa.

  

Para cada área, um look

Como já foi mencionado, existem áreas mais ou menos flexíveis nesses quesitos, mais ou menos tolerantes com o estilo pessoal dos profissionais. Normalmente, os setores mais ligados com relacionamento ao público e cargos de diretoria prezam pela imagem tradicional. O apelo estético é em um sentido mais formal, sem extravagâncias, as modificações corporais aceitas são as mais discretas ou que possam ser removidas. 

  • Direito, Administração, Setor Financeiro, Recursos Humanos e Saúde são dos mais conservadores nesse sentido.

Na outra ponta da tabela, existem aquelas áreas bem mais relax, que abraçam estilos alternativos e estão mais preocupadas com o desempenho no trabalho. De resto, o profissional tem liberdade para expressar o seu verdadeiro eu sem grandes problemas. 

  • Comunicação, Marketing, Publicidade, Programação e outros setores mais criativos são os que se encaixam nessa categoria.

Antes de investir em uma carreira, vale à pena avaliar se está disposto a abrir mão do seu estilo enquanto estiver a trabalho, se for o caso. Ter tatuagens e usar piercing, por exemplo, é uma questão identitária para muitas pessoas, vai muito além do aspecto. Sentir-se bem consigo e com a vida profissional é ter qualidade de vida.

 

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