Escolas de programação para crianças valem a pena?

As escolas de programação têm chamado atenção pelo caráter pedagógico e lúdico que ensina crianças a criar seus próprios aplicativos e games. Saiba mais sobre esses cursos.

Escolas de programação para crianças valem a pena?
Cursos ensinam crianças a criar seus próprios aplicativos e games

O HTML é o novo verbo to be. Não poderia ser diferente, afinal, a geração atual aprende a usar smartphones, tablets e computadores assim que começa a engatinhar e cresce em meio a tecnologia. Os tempos de brincar na rua se foram e deram lugar aos jogos online, aplicativos e conversas via internet.

Esse é um dos motivos que fez com que as escolas de programação para crianças começassem a crescer no Brasil. Assim como o inglês, que viveu um boom no país há cerca de 30 anos, os cursos visam ensinar crianças a desenvolver seus próprios games e aplicativos usando a criatividade e raciocínio logico, além de potencializar o currículo e as oportunidades no mercado de trabalho.

As escolas de programação valem a pena?

Muito além dos joguinhos e de ficar “só no computador”, como dizem os mais velhos, as escolas de programação e robótica para crianças têm uma proposta pedagógica e lúdica de ensino. A maioria dos alunos chega motivada a criar seus próprios games, principalmente aqueles que jogam Minecraft, e aprende a fazer com que o computador ou dispositivos móveis executem funções e até controlem robôs.

Segundo Marco Giroto, proprietário da SuperGeeks, uma das franquias de escolas de programação mais conhecidas de São Paulo em entrevista à Exame.com, o aprendizado da ciência da computação é mais importante que o inglês.

“O pessoal que vai estar trabalhando daqui 10 anos terá dificuldade maior de arrumar emprego se não tiver esse conhecimento. A língua mais falada do mundo é o mandarim, mas poderíamos dizer que é o binário”, afirma Giroto à Exame.com.

Nas aulas, os alunos precisam por em prática conhecimentos em matemática e inglês, o que os motiva a estudar essas disciplinas na escola. A criatividade e o uso do conhecimento lógico e racional também são aperfeiçoados a cada etapa, beneficiando, assim, o futuro da criança.

A professora e pesquisadora Andrea Jotta, do Núcleo de Pesquisa de Psicologia e Informática (NPPI) da PUC de São Paulo, em entrevista à Folhinha, afirma que o fato das crianças terem a tecnologia como algo comum faz com que a curiosidade de saber como aquilo funciona seja normal e o aprendizado da disciplina natural, ao contrário dos adultos que enxergam nisso um bicho de sete cabeças.

“Os mais velhos estão muito acostumados a consumir o que grandes empresas estão fazendo para eles, sem nenhuma grande alteração. A tendência é que essas crianças queiram que o programa se encaixe nas necessidades delas. Por isso, as aulas de programação e aplicativos acabam sendo usadas como pedagogia”, afirma à Folhinha.

Na entrevista, ela aponta que uma das vantagens das escolas de programação é exatamente o curso com proposta pedagógica, que diminui a possibilidade de expor a criança a ambientes digitais inseguros. “A possibilidade de uma criança entrar em um beco escuro no mundo virtual dentro de um curso pedagogicamente estruturado é muito menor do que se estiver sozinha”.

Mas os pais devem se atentar a alguns cuidados, como supervalorizar demais e tratar o filho como um pequeno gênio e não deixar a criança 24 horas por dia na internet. Outra questão é o futuro. Não se deve insistir no ponto de que o curso pode trilhar o caminho profissional da criança, seu desenvolvimento deve ser integral. Se a criança tiver o habito de ficar muito tempo no computador vale negociar outras atividades, como natação ou jogar bola.

Escolas de programação em São Paulo

Algumas escolas passaram a oferecer a programação na grade de disciplinas. Um exemplo é o tradicional Colégio Elvira Brandão, com 112 anos e que se modernizou para atender demandas atuais. No ensino integral os alunos têm um currículo extra dedicado à tecnologia e no regular a programação é inclusa como ferramenta de ensino.

Uma das mais tradicionais é a já citada SuperGeeks, que teve inicio em 2013 após uma temporada de Giroto no Vale do Silício e hoje conta com mais de 30 unidades espalhadas pelo país. Os cursos duram de um mês a cinco anos e atendem alunos de sete a 16 anos. O módulo semestral custa R$ 1.500 e o sistema adotado é de plataformas de programação em blocos.

Já a Futura Code School, fundada por Jayme Nigri e Mário Menezes em 2015, ensina alunos de seis a 17 anos os conceitos de programação com base em um sistema de aprendizado simples e lúdico. A proposta é ensinar a lógica da programação e a mensalidade custa R$ 320. Um dos chamarizes da empresa é o popular jogo Minecraft.

A MadCode, fundada em 2014, mantém seis unidades próprias e investe em parcerias com colégios para ensino de programação. A mensalidade varia entre R$ 320 e R$ 380 com aulas semanais e os cursos trabalham o desenvolvimento das inteligências lógico-matemática, visual-espacial, musical e verbal-linguística.

O site programae.org.br tem como proposta aproximar a programação dos jovens de todo o país, e por isso oferece conhecimentos básicos de tecnologia e programação para quem deseja ingressar nesse mundo, além de projetos, dicas e suporte com pessoas da área.

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