Os 5 erros mais encontrados em currículos, segundo o RH da Google

Responsável pelo departamento de RH da Google, Laszlo Bock já avaliou mais de 20 mil currículos e dá dicas valiosas para não cometer erros ao redigir o seu.

Os 5 erros mais encontrados em currículos, segundo o RH da Google
Conheça os erros mais comuns e questões frequentes para o departamento de RH.

Todo profissional sabe da importância de um bom currículo para ser aceito em determinada vaga de emprego, afinal, ele é o responsável por transmitir suas primeiras impressões a quem decide se será ou não contratado. Mesmo sabendo de sua importância, muitos profissionais ainda cometem erros graves e que são determinantes para sua eliminação durante as primeiras etapas de seleção.

Os 5 erros mais comuns em currículos

Recentemente, um dos responsáveis pelos processos seletivos no RH da gigante Google, Laszlo Bock, publicou um artigo bastante pertinente sobre os erros mais comuns presentes em currículos recebidos por ele dentro da empresa. Ele disserta ainda sobre como um volume, muitas vezes superior a 50 mil currículos por semana, possui mais da metade deles com erros nos mais diversos níveis de gravidade. A seguir, veremos quais são os equívocos observados por Bock.

1. Erros de digitação: óbvios, mas frequentes, os erros de digitação estão presentes nas mais diversas gravidades. Em uma pesquisa realizada pelo CareerBuilder em 2013, foi apontado que cerca de 58% dos currículos possuiam algum erro desta natureza, o que quer dizer que mais da metade dos documentos que chegam às mãos do RH contêm algum equívoco onde, mesmo os mais brandos podem causar más impressões, como descaso ou pressa.

2. Tamanho em demasia: o tamanho do currículo é algo extremamente importante, devendo o candidato lembrar-se que ele é um resumo de suas habilidades e experiências profissionais, e não uma autobiografia. Um currículo com muitas páginas vai certamente chamar a atenção do recrutador, mas não da forma positiva esperada; um motivo simples é o fato de o recrutador normalmente ter uma série de documentos em mãos para avaliar, e um muito extenso pode não receber a atenção correta em todos os campos.

Outro ponto é que um currículo com muitas informações demonstra ao recrutador uma baixa capacidade de sintetização no candidato. Para aqueles que já possuem grandes experiências no mercado de trabalho, uma boa dica é ter uma página para cada 10 anos de experiência.

3. Formatação: na tentativa de inovar, é comum que muitos candidatos se aventurem na formatação e até mesmo no uso de cores de papel diferentes na apresentação do currículo, a fim de se destacarem perante os demais. No entanto, é preciso ter cuidado pois na maioria dos casos isso o torna pouco limpo e legível.

A padronização do documento com regras básicas envolvendo pontuações, margens, papel branco e tinta preta existe por um motivo: tornar agradável e ágil a leitura do currículo. Outra dica importante é testar a apresentação em diferentes plataformas; um texto redigido no Word pode perder sua formatação ao ser transferido para um e-mail ou para o Google Docs, por exemplo.

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4. Informações confidenciais: a maioria das grandes empresas possui uma política muito restrita de confidencialidade de informações e, por esse motivo, um currículo contendo informações a respeito de antigos empregadores ou clientes pode ser extremamente mal recebido. Nestes casos, o recrutador pode – com razão – reunir certa dúvida acerca da segurança das informações de sua própria empresa.

5. Mentiras: esse é um dos erros mais graves que podem ocorrer em um currículo, podendo ainda acarretar em uma série de problemas. Colocar informações falsas sobre formação profissional como cursos que nunca fez, ou mais tempo de experiência em alguma empresa do que realmente tem pode eliminar definitivamente o candidato do processo de seleção, já que essas mentiras são em geral facilmente descobertas com uma pesquisa na internet ou em referências externas. Mesmo que consigam passar despercebidos por elas, as mentiras perseguirão o candidato para sempre, o qual deve ficar atento pois até mesmo um CEO da Google pode ser demitido por mentir em seu currículo.

Perguntas frequentes

Em uma outra publicação também recente, Laszlo Bock destaca algumas questões mais frequentes que lhe foram feitas a respeito dos 5 erros publicados por ele anteriormente, esclarecendo outros pontos sobre a construção correta de currículos e métodos de avaliação utilizados pelos departamentos de recursos humanos.

Devo colocar palavras-chaves em meu currículo? Existem dois grandes problemas nos processos de seleção: um deles é a incapacidade do candidato em transmitir de maneira adequada suas competências, o outro são processos de triagem falhos nas empresas, as quais podem não saber lidar com um grande número de candidatos, por exemplo. Por esse motivo, o uso de palavras chaves no currículo pode ser de grande ajuda para facilitar o entendimento e rápida identificação dos pontos mais importantes, destacando-o perante os demais.

Devo pagar uma pessoa para escrever meu currículo? Esse é um erro muito comum cometido por candidatos inexperientes ou inseguros, onde é preciso lembrar que ninguém sabe melhor a importância de cada experiência ou competência adquiridas que o próprio candidato. Ao delegar a construção do currículo para outra pessoa, é muito provável que ela não dê a devida ênfase a pontos que poderiam ser a chave de seu valor para uma empresa. Simplesmente não vale a pena pagar por algo que você faria melhor.

Devo incluir empresas nas quais trabalhei há mais de 20 anos atrás? Por mais que isso seja lembrado em diversos textos, ainda é bastante comum encontrar currículos descrevendo experiências com mais de 20 anos, por exemplo. Essas experiências realmente não são necessárias no currículo pois, por serem tão antigas não apresentam relevância para o recrutador, se tornando assim apenas mais um item para tirar o foco do que realmente importa.

Se existe uma fórmula mágica para fazer um currículo, é esta

Tive um filho e estou retornando ao mercado de trabalho após anos afastado por conta da criança. Como justifico esse tempo em hiato? É comum que, após o nascimento de um filho, alguns pais tiram um tempo de suas carreiras para cuidar dos pequenos. Dedicar tempo à sua família não deve ser motivo de embaraço e nem mesmo ser omitido no currículo; atualmente mais empresas percebem que há grandes oportunidades na contratação de talentos que até então estavam fora do mercado.

Um bom currículo significa bom desempenho? Realmente, os currículos são versões muito curtas e resumidas das competências de um candidato, mas devem servir apenas para uma triagem inicial. Um bom recrutador deve basear suas escolhas finais em situações que envolvam testes de amostra de trabalho e capacidade cognitiva, sendo esta a real importância do momento da entrevista.

Os melhores profissionais nem sempre têm os melhores currículos. É possível a exclusão de um bom candidato por causa de erros de digitação? Há quem questione e aponte como sendo um erro eliminar candidatos por erros simples, como o de digitação. Isso é, em partes, verdade e o próprio Laszlo Bock admite deixar passar um erro ou outro ocasionalmente no caso, por exemplo, de o candidato em questão não possuir o inglês como língua nativa. Entretanto, Bock aponta que, diante de dois currículos de igual valor profissional, provavelmente aquele que digitou a palavra corretamente é quem irá receber uma ligação.

O setor de RH talvez devesse se empenhar mais. Por que a culpa é sempre dos candidatos? Existem pessoas que questionam sobre uma necessidade de maior empenho dos setores de Recursos Humanos, devendo estes culparem menos os candidatos. O responsável da Google diz que o setor acredita que todos devem ter chances iguais e conquistem suas vagas, mas o RH possui o controle apenas do processo de aplicação; quem está sob o comando de todo o conteúdo e a qualidade de um currículo é o próprio candidato, sendo ele o responsável por determinar o que o RH irá ou não ver.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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