7 erros financeiros que você comete aos 20 anos

Na juventude, controlar gastos é uma tarefa difícil e muitos jovens acabam se enrolando com a gestão do orçamento. Conheça os erros financeiros mais comuns na casa dos 20

7 erros financeiros que você comete aos 20 anos
Os erros financeiros mais cometidos pelos jovens e formas de evitá-los

Cometer erros financeiros é uma falha que não livra a quase ninguém. É muito comum fazermos compras que não precisamos – e que não cabem no nosso orçamento – gastar um dinheiro comprometido ou deixar as dívidas se acumularem até chegar ao cheque especial.  Se é por meio das nossas falhas que aprendemos, o importante é não repeti-las. Melhor ainda é ler o artigo do E-konomista e se prevenir de cometer erros financeiros que podem nos custar caro.

Erros financeiros da juventude

Na casa dos vinte anos, a tendência é que os jovens achem que a vida é longa, que tem que aproveitar a juventude e o dinheiro é feito para gastar – que atire a primeira pedra o jovem que nunca pensou dessa maneira. O desejo de curtir cada momento muitas vezes fala mais alto do que a responsabilidade financeira, e é por isso que hoje em dia há muitas pessoas que antes de fazer 30 anos já acumulam dívidas.

Os jovens estão conquistando cada vez mais cedo a sua independência financeira, no entanto a maturidade para gerir o seu orçamento não acompanhou o mesmo ritmo e eles costumam viver exatamente no limite do seu ordenado, ou no vermelho.

1. Não pensar no futuro

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“Vou juntar dinheiro pra que se eu posso morrer amanhã?”. Esse pensamento imediatista passa pela cabeça de muitos jovens na casa dos 20 anos, que preferem zerar a poupança a fim de fazer uma viagem ou trocar o guarda roupa mas não juntam um pouquinho por mês para garantir estabilidade na velhice.  Por mais que ainda faltem muitos anos para a aposentadoria, a decisão mais sábia é começar a juntar dinheiro desde cedo. Ter uma poupança fixa, sem “roubar” um pouquinho a cada mês para ter tranqüilidade no fim da vida é o mais indicado, por isso é importante pesquisar sobre a previdência privada e pública e se esforçar para contribuir com o futuro a cada mês da juventude.

2. Rico no início do mês, pobre no fim

O descontrole com os gastos é outra rotina na vida dos jovens adultos que começam a gerir o seu próprio orçamento. Ao receber o salário comem em lugares caros, vão às compras, gastam mais do que deviam. Quando conferem o saldo bancário, levam um susto e passam o restante do mês comendo miojo ou pede uma ajuda financeira para os pais. É um erro não conseguir controlar todo o orçamento, e deixá-lo acabar antes do fim do mês é ainda mais grave. É preciso saber o quanto gasta com cada necessidade para se ter controle, mas a maioria dos jovens não liga muito a isso – mas deveriam! A planilha de controle financeiro – incluindo uma porcentagem para a poupança – deve fazer parte da rotina dos jovens até que eles tenham controle natural de seus ganhos e gastos.

3. “Depois eu pago a dívida”

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Ignorar pequenas dívidas pode se tornar um problema enorme. Uma parcela no cartão de crédito que não foi quitada na data certa, que se pagou só o mínimo, depois virou uma bola de neve e chegou ao cheque especial – essa é história comum nos relatos financeiros de muitos jovens. Deixar pra lá e ignorar uma dívida é uma atitude irresponsável dos jovens, eles têm consciência disso, mas muitos seguem repetindo os mesmos erros.

Quando se trata de um financiamento estudantil, a história torna-se ainda mais grave. Muitos jovens já começam a vida adulta com uma dívida alta do financiamento da faculdade e têm dificuldade para quitá-la no prazo certo. É preciso ter cautela antes de adquirir qualquer dívida que for, em especial se ela for alta, e fazer os esforços necessários para quitá-las e não carregar essa pendência anos afio.

4. Optar pelo mais barato

Já ouviu aquele ditado “o barato sai caro”. Pois ele deve valer em muitas situações para os jovens, que muitas vezes resistem na hora de comprar certos bens mais caros mas que terão uma durabilidade maior do que comprar produtos mais baratos e estar sempre tendo que comprá-los de novo.  Não é preciso fazer isso em toda compra, é claro, pois o orçamento da maioria dos jovens é limitado, mas nas compras mais necessárias e indispensáveis – como um bom colchão, computador, um carro que não quebre todo dia, uns tênis que não durem só 6 meses. Muitas compras mais altas acabam ficando mais baratas pela sua durabilidade.

5. Eu preciso de um carro (a todo custo)

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Todo jovem quer ter um carro. A sensação de independência e liberdade em relação aos pais que um carro traz é o desejo da maioria daqueles que entram na vida adulta. Poder sair a hora que quiser, não depender da carona dos pais ou dos amigos, nem dos transportes públicos são as principais razões. Mas existem muitas outras secundárias: levar namorada(o) no cinema, ir pra balada com os amigos, fazer uma viagem de carro, andar por ai sentindo o vento nos cabelos. O problema é que um carro custa caro, e dá muitas despesas.

Financiamento do veículo, gasolina, impostos, manutenção, limpeza, estacionamento, multas – muito dinheiro é gasto para manter um carro e isso consome boa parte do orçamento de um jovem. Como depois de ter seu próprio veículo e difícil voltar a andar a pé, muitos se afundam em dívidas. Carro dá despesa sempre, é preciso verificar se o seu orçamento cabe os gastos que implicam manter um veículo e ver se há a necessidade de comprá-lo naquele momento.

6. Nunca pensar em fazer investimentos

Em par com o primeiro erro listado – não pensar no futuro – muitos jovens nunca sequer pensaram em fazer um investimento do seu próprio dinheiro. É mais comum vermos um jovem que ganhou um dinheirinho a mais torrá-lo num dia só do que pensar em investir para ter retorno financeiro. Investir é uma das formas mais eficaz de se construir riqueza e há fundos de investimento e títulos públicos que são bem mais rentáveis do que a caderneta de poupança. Vale a pena investir o excedente e planejar um rendimento futuro.

7. Não ter um plano de saúde

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Na cabeça dos jovens, eles nunca irão ficar doentes. Acham que pela condição de ser jovem, uma doença não poderá afetá-lo. Mas infelizmente doença não escolhe idade,  e imprevistos – como acidentes – também não. Não se pode ignorar a possibilidade de uma urgência médica e os planos de saúde para os mais jovens são mais baratos. Por isso, vale a pena contar com o imprevisto para não ter que depender do Sistema Único de Saúde (SUS) – que infelizmente é precário – ou ter que desembolsar uma quantia de dinheiro assustadora com um tratamento particular.

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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