Veja os setores e empresas que mais demitiram em 2016

O ano de 2016 começou com números negativos de crescimento da economia, empurrado por um 2015 de economia instável. Veja as empresas que mais demitiram:

Veja os setores e empresas que mais demitiram em 2016
Saiba quais áreas e empresas mais demitiram no início deste ano

O ano de 2015 foi difícil para a economia brasileira. Em crise, grande parte dos setores da economia mais demitiram do que contrataram e o ano passado fechou no vermelho, com  taxa de desemprego em 6.9%. Agora em 2016, a taxa subiu para 7.6% no mês de janeiro, pois as demissões não diminuíram e as contratações estão em baixa. Veja na matéria os setores e empresas que mais demitiram nos últimos 6 meses.

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Demissões não diminuíram – setores e empresas que mais demitiram no Brasil

O balanço do desemprego em 2015 foi o pior desde 2002 segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram, no total, 1.54 milhão de postos de trabalhos fechados – valor semelhante ao número de postos de trabalho criados ao longo dos anos de 2013 e 2014.

Os setores que mais demitiram em 2015

 Indústria (608 mil demissões)
Construção Civil (416 mil demissões)
 Serviços (276 mil demissões)
Comércio (218 mil demissões)

A agricultura foi o único setor com saldo positivo de criação de vagas. Em 2015, o setor contratou 9,8 mil pessoas. O Ministro do Trabalho, Miguel Rosseto, admitiu que foi um ano bem pior do que o esperado pelo governo em relação aos empregos, mas que o déficit de 2015 não foi suficiente para reverter as conquistas obtidas no passado recente.

Para 2016, as projeções não são animadoras. Segundo os especialistas, o processo de demissão deve se alastrar com maior força para os setores de comércio e serviço ao longo deste ano. De acordo com a estimativa da RC Consultores, esses segmentos podem demitir 2 milhões de empregados no país, já que o processo de demissão nesses setores tardou a começar mas pode durar muito tempo. O potencial de estrago na economia brasileira ao afetar esses setores pode ser alarmante.

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As empresas que mais demitiram em 2016 foram:

Muitas empresas não divulgam os números das demissões que ocorrem nos quadros de funcionários, por ser um dado sensível,  e muitas delas estão colocando trabalhadores em lay off para evitar demissões em massa. Veja os números de demissões publicados por grandes empresas brasileiras nos últimos 6 meses:

  • Usiminas – empresa demitiu 4 mil funcionários em Cubatão, SP, em janeiro de 2016.

  • Petrobras – programa de demissão voluntária. Segundo a empresa, 7.634 funcionários já aderiram ao plano de desligamento, dos quais 5.784 já deixaram a empresa e 1.350 vão sair até junho de 2017.

  • Shell – a empresa confirmou em fevereiro que pretende continuar com plano de demissões que começou no ano passado, e que até o fim de 2016 serão no total 10 mil funcionários demitidos.

  • GM – a General Motors despediu 517 funcionários em janeiro de 2016, e afirmou em fevereiro que deve demitir mais 1.5 mil empregados ainda esse ano.  

  • CSN – a Companhia Siderúrgica Nacional anunciou plano de demissões de 950 funcionários. Desses, 230 já foram demitidos.

  • Johnson & Johnson – anunciou em janeiro que irá demitir 3 mil funcionários em 2016 e 2017.

  • Phillips – a fábrica de monitores da Phillips em Jundiaí irá fechar as portas e despedir, até abril, 320 pessoas.

  • Grupo BGT - anunciou em janeiro que irá ter que demitir cerca de 25% do seu quadro de funcionários, o que representa 375 trabalhadores.

  • Yahoo – confirmou em fevereiro que irá diminuir o número de funcionários em 15% ao longo de 2016.

  • Cartec – a metalúrgica despediu 10% do seus funcionários em janeiro de 2016.

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As cidades que mais demitiram:

O desemprego acometeu todo o país em 2015, mas em algumas cidades os números foram mais expressivos, confira:

1. São Paulo (SP) - 139.133 funcionários demitidos
2. Rio de Janeiro (RJ) - 82.705
3. Belo Horizonte (MG) - 68.432
4. Recife (PE) - 38.031
5. Manaus (AM) - 37.169

Os primeiros meses de 2016 – não temos boas notícias

Segundo a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), os números de 2016 confirmam as previsões dos especialistas.  Dos 22 setores da economia avaliados, 17 tiveram aumento do desemprego, 3 apresentaram crescimento e 2 estabilidade. O setor de produtos alimentícios criou 4.287 vagas, o maior saldo positivo. Contribuiu para isso o segmento de açúcar e álcool, que não contratava desde junho de 2015 e admitiu 3.578 trabalhadores em fevereiro. Os setores de calçados/couro e derivados de petróleo/biocombustível foram outros que ajudaram a segurar a economia. Mas, ainda na linha das empresas que mais demitiram, a perda mais elevada foi em metalurgia (-4.502 vagas, variação negativa de 7,5%).

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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