Dinheiro mofa? 6 coisas que acontecem quando suas economias ficam na poupança

A poupança é um dos investimentos mais populares do Brasil, mas nem por isso é a mais vantajosa e que traz mais retorno. Saiba quais as vantagens e desvantagens dessa aplicação. 

Dinheiro mofa? 6 coisas que acontecem quando suas economias ficam na poupança
Saiba se a poupança é a melhor opção de investimento para você

Se você é do tipo prevenido com certeza guarda – ou já cogitou guardar – uma determinada quantia de dinheiro por mês na poupança. Um dos investimentos mais populares e simples do Brasil, a poupança é também uma fonte de controvérsia, já que seu baixo rendimento e perdas com a inflação constantemente são vistos como desvantagens por quem está habituado ao mercado econômico.

Dinheiro na poupança: vantagens e desvantagens

Uma pesquisa realizada em 2015 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com 804 pessoas nas 27 capitais mostrou o grau de educação financeira e como o brasileiro lida com o dinheiro.

A poupança foi apontada como principal meio de investimento para 69,5% dos entrevistados, dos quais 56,1% dão como principal motivo a segurança e desejo de evitar uma futura perda financeira. Outros motivos incluem a aposentadoria (21,5%), aquisição da casa própria (21,2%) e reserva financeira (19,5%).

O que pode acontecer caso você invista seu dinheiro na poupança é:
 

1 – Você cria o hábito de poupar

Entre os entrevistados pela pesquisa, 32,2% fazem investimento mensal na caderneta, com uma média de R$ 418 investidos. Para quem não tem o costume de guardar dinheiro, a poupança programada – na qual o cliente escolhe um dia do mês para um depósito automático – ajuda a criar o hábito e evitar aquela velha desculpa de “não sobrou dinheiro esse mês”.

Assim você também aprende a lidar com uma determinada quantia mensal sem incluir esse débito automático, e com o tempo pode ir aumentando o valor do investimento.

2 – Você não paga tarifas e fica isento de imposto de renda

Transações bancárias, pagamentos e a aplicação na caderneta não são cobradas, o que faz com que a poupança seja um investimento de baixo risco – ao contrário das ações, por exemplo.

Além disso, os rendimentos gerados pela poupança são isentos de declaração do Imposto de Renda. A não ser que você tenha mais de R$ 50 mil não é necessário se preocupar com isso – mas caso tenha mais de R$ 50 mil a poupança não é vantajosa para você. Já vamos explicar o porque.

3 – Você cria um fundo de emergência e não deixa o dinheiro parado

Ao aplicar o dinheiro na poupança você terá um rendimento fixo mensal de 0,5% ao mês e 7% ao ano. É muito? Não mesmo, e dependendo do valor investido você receberá menos de R$ 1 em juros, mas já é melhor do que guardar embaixo do colchão.

Além disso, no caso de uma demissão futura, você terá uma reserva financeira para se garantir durante algum tempo. E nessas horas o pouco de dinheiro a mais já faz toda diferença para fechar as contas.

4 – Você vai ter perdas significativas com a inflação

Enquanto a taxa de rendimento da poupança está em 7% a inflação anual está na casa dos 9%. Isso significa que caso deixe o dinheiro aplicado você não terá um ganho real e ainda vai perder cerca de 2%. Você deixa de ter poder de compra e nem por isso terá um ganho maior.

5 – Você terá baixo retorno de investimento

As cadernetas de poupança não são voltadas para quem deseja acumular altos valores, e por isso é praticamente impossível você fazer dinheiro com ela. As taxas de juros são tão baixas que a inflação faz seu dinheiro perder valor.

Além disso, para o investimento compensar você precisa deixar pelo menos um mês o valor aplicado, já que ele só será remunerado no dia do aniversário. Por exemplo, se você aplicar R$ 200 dia 28 de setembro só ganhará com a taxa de juros no dia 28 do mês seguinte. Caso precise resgatar o dinheiro alguns dias antes não receberá nada de juros.

6 – Você não verá seu dinheiro crescer

Se o seu desejo é fazer dinheiro em cima de dinheiro, a poupança não é para você. Invista em títulos, ações, imóveis ou compra de dólares, que valem muito mais a pena e tem taxa de retorno maior, apesar dos riscos. O movimento nas contas poupança é pouco significativo.

Poupança x Outros investimentos

Quem deseja investir na poupança deve avaliar se esse meio é o que mais se encaixa em suas necessidades e objetivos. Conhecer outros tipos de investimento pode ajudar a evitar dores de cabeça.

Se a intenção é criar o hábito de poupar, economizar dinheiro para uma situação ou evento a curto prazo (como uma viagem, por exemplo) ou a falta de dinheiro para investir em um fundo de emergência com liquidez de no máximo 15 dias, a poupança é ideal para você e com certeza será melhor do que manter o dinheiro na conta parado.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, frisa que a opção é boa para quem tem valores baixos a serem investidos ou quer ganhos a curto prazo. “É preciso ponderar que a poupança oferece um retorno menor. Mesmo que ofereça maior liquidez e mais segurança, perde-se na comparação com outros investimentos”, frisa.

Se a ideia é investir em algo que dê retorno futuro e faça com que o investidor ganhe dinheiro, dê preferência a ações, compra de dólares e imóveis. Apesar dos riscos maiores o retorno vale a pena caso você tenha uma boa quantidade de dinheiro a investir, e mesmo que tenha pouco pode começar de baixo.

O administrador Hildebrando Antônio é contrário à poupança e garante que vale mais a pena investir em ações do que na caderneta. “Existem hoje uma série de aplicações com rendimentos maiores que a poupança e a mesma segurança. Tendo liquidez diária essas aplicações compensam muito e o investidor pode aplicar seu dinheiro pelo tempo que desejar. Mesmo pagando impostos seu dinheiro será remunerado”, afirma.

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