Os países com mais desigualdade social no mundo

As 85 pessoas mais ricas do mundo possuem cerca de 50% das riquezas de todo o restante da população mundial. Conheça os dados alarmantes da desigualdade social.

Os países com mais desigualdade social no mundo
Vivemos os maiores índices de desigualdade social dos últimos 30 anos

Após uma pesquisa divulgada pela Oxfam, relatando que as 85 pessoas mais ricas do mundo possuíam cerca de 50% das riquezas de todo o restante da população mundial, todos os olhos se voltaram para a questão da desigualdade social. Em outras palavras, 1% da população mundial, com patrimônio avaliado em 760.000 dólares, possuem tanto dinheiro líquido e investido quanto os 99% restante da população.

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Os países da OCDE e os demais em desigualdade social

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A partir destes dados e pelo ranking disponibilizado com base no índice Gini, a média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) cresceu de 0,29 nos anos 80 para 0,32 entre 2011 e 2012 – quanto mais perto de zero, mais igualitário e quanto mais próximo de um, mais desigual é a nação. Isso significa que 16 dos 21 países que fazem parte da organização tiveram piora em relação a desigualdade social. Também pelos critérios Gini, três dos cinco piores índices estão nas Américas. Isso sem considerar o Brasil, que não faz parte da OCDE, mas está entre os 8 países mais desiguais do mundo de acordo com a ONU, contabilizando 0,55 pontos.

É importante lembrar, no entanto, que, assim como o Brasil, os países africanos não são membros da OCDE e neles se concentram as desigualdades sociais mais extremas do mundo, chegando a um coeficiente de até 0,7. Essa enorme disparidade entre privilegiados e o resto da humanidade está longe de acabar, tendo só aumentado desde o início da Grande Crise, em 2008.

Acesse a todos os dados da pesquisa (em inglês): In It Together: Why Less Inequality Benefits All e conheça a seguir 10 dos países (membros da OCDE) com maior desigualdade social no mundo.

1. Chile - 0,50

De acordo com o estudo divulgado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, o Chile encabeça o ranking de países com maior desigualdade social dentre as nações que fazem parte do grupo. Vários fatores contribuem para esse problema, incluindo questões com o ensino superior. Embora isso tenha melhorado nos últimos anos, a grande maioria daqueles que conseguem um emprego a nível superior, vêm das escolas mais ricas do país. Já os mais pobres vão para os colégios mais baratos e acabam por não ter as mesmas chances. Existem vários projetos de lei sobre a mesa para ajudar a melhorar o sistema de ensino, mas estão estagnados devido ao boicote vindo das universidades mais ricas. No entanto, a educação não é o único problema. Chefias oligárquicas, corrupção dos mais ricos ao sonegar impostos e encobrir ganhos e falta de restrições sobre taxas de juros de cartões de crédito fecham o ciclo de uma das maiores desigualdades sociais do mundo

2. México - 0,46

Sem muitas surpresas, o México se encontra em um dos pontos mais altos desta lista. Além da desigualdade de renda, os mexicanos estão no topo quando se fala tempo de trabalho diário, completando uma jornada de 10 horas. Ou seja, mesmo com uma quantidade exorbitante de horas trabalhadas, 10% dos mais ricos possuem cerca de 30 vezes as riquezas dos 10% mais pobres. Além da desigualdade visível, o México também enfrenta desafios quanto ao controle de cartéis e uma administração falha. Porém, a promessa do governo é a de se concentrar na pobreza a fim de estreitar essa desigualdade nos próximos anos.

3. Turquia - 0,41

Ainda entre os mais desiguais desta lista lançada pelo OECD, a Turquia foi um dos países que viu sua estabilidade despencar de uns tempos pra cá. A culpa do aumento dessa desigualdade, de acordo com analistas, vêm do mal gerenciamento de impostos, muitas vezes a favorecer os mais ricos. A exemplo, o imposto sobre as vendas parece oferecer vantagens em produtos luxuosos como pedras preciosas, as quais são possuem imposto algum. Demais questões também se tornam agravantes para a desigualdade, como a elevada taxa de desemprego e a oportunidade dificultada para mulheres acederem ao mercado de trabalho.

4. Estados Unidos - 0,40

Difícil imaginar a terra do Tio Sam nesta lista, mas os EUA não têm visto tamanha disparidade de renda desde 1928. E os números não são otimistas: de 2009 a 2012, o 1% que concentra os mais ricos do país alegaram ter recuperado cerca de 95% de seus ganhos após a crise. Contudo, os outros 99% viram suas rendas aumentarem em 0,4%, enquanto classes mais ricas cresceram 30%. A realidade é que, mesmo com a economia se mostrando quase totalmente recuperada de uma crise mundial, os mais pobres não estão com tanta facilidade em se reerguerem quanto esse 1%.

5. Israel - 0,36

Pode não ser o mais afetado, mas Israel enfrenta uma situação bastante delicada. O principal ponto é que a desigualdade social no país não se limita apenas entre ricos e pobres, mas entre árabes, judeus e, claro, mulheres. Entre os árabes, é fato que mais da metade de todas as famílias são classificadas como pobres. E a nível de Israel como um todo, 20% têm o mesmo título. Nas mãos de magnatas que monopolizam grande parte das riquezas do país, o parlamento, após diversos manifestos populares, votou por quebrar estes aglomerados. Mas, por enquanto, a nova lei não saiu do papel.
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6. Portugal - 0,34

Portugal, onde a diferença entre ricos e pobres diminuiu, ainda assim continua entre os países desenvolvidos da Europa mais desiguais e com maiores níveis de pobreza de acordo com a OECD. O país realizou progressos relacionados à desigualdade social, mas que foram postos a baixo pela crise econômica. Porém, grande parte do problema no país se dá pela falta de profissionais qualificados. Mesmo com altas taxas de desemprego, as posições que exigem maior especialização, ainda estão vagas.

7. Reino Unido - 0,34

Com o coeficiente Gini mais alto dos últimos 30 anos, o Reino Unido também entra na lista dos países com maior desigualdade social no mundo. Na verdade, os 10% dos britânicos mais ricos não viram grandes aumentos de rendimento na última década. Porém, isso significa que, ajustando para a inflação, os 10% mais pobres estão ainda mais pobres que há dez anos atrás. Os mais ricos agora controlam 31% da renda, enquanto os 10% mais pobres, ficam com pouco mais de 1% das riquezas do país.

8. Espanha - 0,33

No período que antecedeu a crise, a desigualdade espanhola era bastante estável, mas disparou após 2008. Ainda com dificuldades para retomar a estabilidade, a Espanha reagiu com uma leve recuperação recente, mas continua sob alerta. A razão de tal disparo na desigualdade social pode ser resumida em dois pontos: o elevado índice de desemprego e os ajustes fiscais que afetam diversos setores como seguro-desemprego, educação e a falta de investimentos.

9. Grécia - 0,33

Durante muitos anos, a desigualdade social esteve em declínio para os gregos, porém, com a grande Crise Mundial, tudo pareceu desabar novamente. Com um aumento exponencial de desempregados, o país também sofreu com sonegação e falsas estatísticas sobre ganhos, levando a uma avalanche de erros difíceis de consertar e a empréstimos e dívidas para saldar. Atrás somente do México no que se diz respeito a horas de trabalho, os gregos são os que mais estão sentindo o peso da crise e tendo dificuldades para se reerguerem.

10. Japão - 0,33

Conhecido como um país de pessoas de classe média em sua maioria, o Japão sofreu um encolhimento desta classe nas últimas décadas, chegando ao dobro dos demais países membros da OCDE. Um dos principais motivos para essa desigualdade é o desemprego. A falta de estabilidade e o aumento de trabalhos temporários responde por parte da discrepância social. Uma vez que a classe média passou a diminuir, casos de depressão, suicídio e violência doméstica foram relatados, fazendo cada vez mais vítimas de uma economia desleal.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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