Desemprego tem maior taxa desde 2012

Número de pessoas sem trabalho chegou a 12 milhões no Brasil, segundo dados do IBGE. Setores mais atingidos são a agricultura e a indústria geral

Desemprego tem maior taxa desde 2012
Com carteira assinada são 34,2 milhões de trabalhadores

Contas públicas com resultado ruim e desemprego em alta. A economia do Brasil não anda muito bem. No dia 30 de agosto, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o desemprego ficou em 11,8% em junho, julho e agosto. Este número é o maior da série da Pnad, que teve início no primeiro trimestre de 2012.

Entre março e maio, a taxa ficou em 11,2%. No mesmo período do ano passado, o número era de 8,7%. De junho a agosto deste ano, o Brasil somava 12 milhões de pessoas desempregadas. Este número representa uma alta de 5,1% sobre o trimestre de março a maio de 2016 e de 36,6% diante do mesmo período de 2015.

O número de pessoas ocupadas somou 90,1 milhões. Em comparação ao trimestre anterior, o contingente recuou 0,8% e em relação ao mesmo trimestre de 2015, diminuiu 2,2%. “O contingente de pessoas ocupadas continua em queda em ambos os períodos de comparação. Nós voltamos ao patamar de 2013. E em um ano, esse contingente perdeu cerca de 2 milhões de trabalhadores”, explicou Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.

Com carteira assinada são 34,2 milhões de trabalhadores. O número continua igual ao trimestre de março a maio de 2016. “No período recente você não vê nenhum sinal de recuperação da população ocupada. A perda da carteira de trabalho assinada foi o primeiro sinal que a crise mostrou. E o que ela provoca? As pessoas que perderam emprego estavam trabalhando por conta própria. A informalidade, que estava dando fôlego à crise, meio que perdeu a força”, disse.

Cimar Azeredo revelou o número de pessoas que trabalham por conta própria teve queda de 732 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior. “E a agricultura, a indústria geral e a construção, somados, perderam 483 mil pessoas no trimestre.”

Os dados do IBGE também mostram que o número de trabalhadores domésticos diminuiu 2,5% em relação ao trimestre de março a maio ao atingir 6,1 milhões de pessoas. Já o número daqueles que trabalham no setor público cresceu 1,6% sobre o trimestre anterior e chegou a 11,4 milhões de pessoas. A Pnad coleta informações em 15.756 setores em 3.464 municípios e 211 mil domicílios.

Foto: Divulgação EBC

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Michelle Monte Mor Michelle Monte Mor

Formada em Comunicação Social e em Mídias Digitais. Escreve sobre o setor automotivo desde 2004. Não larga o smartphone e vive conectada às redes sociais. Adora viajar e dirigir.

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