Seis dicas para lidar com a crise de água

O racionamento de água no Distrito Federal completou uma semana no dia 23 de janeiro. Confira como lidar com a crise de água e comece a mudar seus hábitos.

Seis dicas para lidar com a crise de água
Enfrente o racionamento com algumas mudanças de hábito.

Em 2014 São Paulo viveu uma das maiores crises hídricas do país. O volume útil do Sistema Cantareira esgotou, e junto à falta de previsões de chuva e o crescente aumento da população e urbanização, o estado foi forçado a racionar água à medida que os rios, lagos e nascentes apareciam cada vez mais secos.

Hoje, quem vive dias de restrição é o Distrito Federal, onde o racionamento completou uma semana no dia 23 de janeiro. O Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) informa que o corte no fornecimento não tem data prevista para acabar. Saiba como lidar com a crise de água sem sofrer com o racionamento.

O que fazer para enfrentar a crise de água no país

A responsabilidade pelo uso consciente da água é de todos. Por mais clichê que essa frase pareça é preciso lembrar que em momentos de crise de água no país todos sofrem as consequências e se veem obrigados a mudar seus hábitos e sua rotina. Vale por a mão na consciência e visualizar novas possibilidades de consumo e economia para enfrentar a crise.

Confira a seguir algumas dicas de como driblar o racionamento e a falta de água.

1. Tome banhos mais curtos

Em 2015 uma consultoria britânica revelou que os brasileiros tomam até três banhos por dia, na contramão da China, por exemplo, onde mais de 40% dos entrevistados tomam banho somente uma vez por semana.

Em pleno verão e com as temperaturas altíssimas, não dá para pedir que os banhos sejam evitados, mas é necessário avaliar a real necessidade de entrar embaixo do chuveiro mais de uma vez por dia. Afinal, segundo dermatologistas, mais de um banho diário pode prejudicar a pele, que perde sua camada de gordura protetora e fica ressacada – além, é claro, de desperdiçar água.

A solução é diminuir a quantidade de banhos e evitar passar muito tempo embaixo do chuveiro. Instalar um temporizador para chuveiro garante que o banho não demorará mais do que dez minutos, já que o mesmo corta a água caso o tempo seja ultrapassado.

2. Limpe a casa sem água

Em tempos de crise de água não dá para desperdiçar lavando a calçada, as janelas ou o chão da cozinha. Segure as pontas com produtos específicos, como limpadores multiuso para superfícies sujas, espanadores para tirar o pó, panos úmidos para limpar o chão e vassoura para limpar a garagem e a calçada.

Limpando a casa

 

3. Verifique se há vazamentos na casa

Cerca de 40% da água tratada no Brasil acaba perdida antes de chegar à população. Os motivos para isso são ligações clandestinas, redes com defeitos por falta de manutenção e vazamentos em canos.

Faça uma inspeção rigorosa pela casa para verificar se não existe nenhum vazamento de água e se o sistema hidráulico está correto. Os vazamentos não só provocam o desperdício de água como também de dinheiro – afinal, você terá que pagar por essa água que nem consome. Em tempos de racionamento é preciso ficar atento.

Como economizar água no dia a dia

4. Busque bicas na região

Usar a água de nascentes, fontes e bicas é uma solução para quem sofre com o racionamento de água. Em Salvador, por exemplo, existem 41 bicas catalogadas, segundo o Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), e durante uma crise de água em 2015 moradores de diversos bairros recorriam a elas para limpar as casas, lavar as roupas, cozinhar e até beber.

O exemplo é seguido em todo o Brasil, mas é bom ter cuidado. A água que brota dessas fontes é imprópria para consumo e deve ser usada para outros fins que não sejam cozinhar ou beber. Tomar banho, lavar as roupas, limpar a casa ou regar as plantas são algumas das opções.

Pegando Água

 

5. Colete água da chuva

Á agua da chuva, assim como a água das bicas, não é potável, mas pode ser usada para fins domésticos, como lavar o carro e a calçada. Em tempos de crise de água é fundamental aproveitar essa fonte, que pode gerar economia de 50% na conta do mês.

Instalar uma cisterna é o melhor caminho para coletar água da chuva, que será filtrada e depois disponibilizada para uso doméstico. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo criou em 2015 um manual sobre captação e uso da água da chuva para fins domésticos. Os interessados podem acessar o documento aqui.  

6. Colete água “cinza”

Captar a água da máquina para lavar o quintal ou usar um balde para coletar a água do banho e depois dar descarga. Esse tipo de água, que já foi utilizada, se chama água cinza e pode ser reaproveitada de diversas formas – desde que não envolvam consumo próprio!

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