Compro um carro agora ou espero a crise melhorar?

Em tempos de desemprego recorde, instabilidade econômica, pouca grana no bolso, e poucas ofertas de crédito, comprar um carro novo é uma decisão que precisa ser muito bem pensada.

Compro um carro agora ou espero a crise melhorar?
Com a recessão econômica, comprar um carro novo pode ter que esperar

A escalada da recessão econômica e todas as crises políticas de 2016, pode ter que fazer o sonho de comprar um carro zero ser adiado mais um pouco. Talvez seja uma boa opção revisar o orçamento. A a escolha por um modelo seminovo ainda é uma forma de se ter um veículo com as mesmas qualidades de um zero quilômetro, mas com preço muito mais em conta.

Crise econômica à parte, continua valendo a dica de sempre, vale mais poupar e dar uma boa entrada num carro ou comprar um carro zero à vista, do que se submeter às taxas de financeiras. Com ou sem crise, apenas na compra à vista o consumidor pode negociar desconto no valor final, que pode ser superior a 5% do valor do carro.


Venda de seminovos aumentou

O próprio comportamento do consumidor ajuda a entender um pouco qual tipo de compra se mostra mais vantajosa. Prova disso é que, entre junho e julho, o setor automotivo registrou aumento na venda de seminovos de 8,5%, enquanto para os veículos novos, o aumento foi de apenas 3%. A escolha por um carro seminovo revela-se mais econômica pelo preço final do veículo, sempre mais em conta em relação a um zero quilômetro. Alguns seminovos podem ser encontrados praticamente em estado de novo, inclusive até com garantia de fábrica, dependendo do modelo.

Os indicadores da economia também não recomendam comprar um carro novo, principalmente à prazo, já que não há perspectiva de recuperação num curto prazo. Estamos falando de uma inflação acumulada entre 6% e 13%, dependendo do índice adotado, e de desemprego recorde de 11,6%, que coloca o Brasil na sétima posição entre os países com maior percentual de desempregados do mundo.

O ideal é se capitalizar antes de comprar

Em tempos de economia pouco aquecida, embora haja montadoras que oferecem descontos e promoções, dificilmente elas se revelam vantajosas para quem pretende comprar um carro novo financiado. Isso porque em muitos dos casos é exigido um valor mais elevado como entrada, para aí sim, a isenção de taxas ou desconto oferecido poder ser repassada ao consumidor.

Portanto, o mais prudente, na atual conjuntura, é optar por um veículo seminovo cujo preço caiba no bolso, com custo de manutenção reduzido, e, de preferência, pago à vista. Financiamento de veículos, atualmente, é o barato que pode sair muito caro.

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