Maioria das pessoas acredita que o comportamento da mulher no trabalho é ditado pelos hormônios

Em pesquisa sobre a disparidade salarial entre gêneros, a maioria das pessoas acredita que comportamento da mulher no trabalho é ditado pelos hormônios

Maioria das pessoas acredita que o comportamento da mulher no trabalho é ditado pelos hormônios
Abismo salarial, limitações e regras diferenciadas para mulheres. Até quando?

Em pesquisa recentemente publicada pelo site Expert Market, a igualdade de gênero no ambiente de trabalho mais uma vez dá um passo rumo ao retrocesso. Nela, tanto homens quanto mulheres disseram acreditar honestamente que o comportamento da mulher no trabalho é ditado pelos hormônios. Mesmo que haja muito o que evoluir, 2015 chegou ao seu fim como um destaque positivo para a conquista da igualdade de gêneros.

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A luta pela igualdade de gênero

As mulheres, mesmo que em passos lentos, estão reduzindo essa distância salarial entre os homens, se destacando cada vez mais como executivas e mudando suas atitudes no ambiente de trabalho para melhor. No entanto, os dados obtidos a partir da pesquisa da Expert Market surpreendem:

  • 54% das pessoas acreditam que o comportamento feminino no trabalho é, em grande parte do tempo, ditado pelos hormônios;
  • 63% das pessoas não acham que exista uma disparidade entre homens e mulheres quando o assunto é salário;
  • 14% das pessoas acham correto que as mulheres sejam menos remuneradas que os homens;
  • 50% dos entrevistados acham que existem diferenças entre os homens e as mulheres relacionadas às capacidades de cada um no ambiente de trabalho;
  • 37% dos contratantes consideram o fato de que uma mulher pode ter um bebê ao decidir se devem ou não emprega-las.

Grace Garland, a responsável pela pesquisa ao Expert Market, também deu sua opinião sobre o resultado: “A pesquisa mostra, essencialmente, uma opinião conflitante entre os entrevistados. Ao mesmo tempo que alguns dizem achar que não há muita discriminação de gênero, acreditam em estereótipos prejudiciais como, por exemplo, o fato de mulheres serem ditadas pelos seus hormônios. Pode ser inofensivo dizer essas coisas, mas quando essas mesmas pessoas estão fazendo suas próprias decisões sobre quem contratar ou demitir, esse pensamento pode influenciar em quem eles escolherão para uma função ou como interagem com seus colegas.

As cidades onde as mulheres ganham mais

Gritantes 63% das pessoas entrevistadas não acreditam na disparidade de salários entre os gêneros, o que é um tanto quanto curioso. Por isso, nos dois últimos meses, duas grandes organizações internacionais – Eurostat e o World Economic Forum – reuniram dados para mostrar publicamente o quão real essa diferença de remuneração é.

A Eurostat mostrou que existem apenas duas regiões em todo do território europeu onde as mulheres ganham mais ou igual aos homens, enquanto a World Economic Forum afirmou que serão necessários mais 100 anos de evolução mundial até que as mulheres ganhem o mesmo que seus colegas homens.

As regiões destacadas pela Eurostat foram as regiões da Sicilia e Sardenha, na Itália e as cidades de Cracóvia e Varsóvia, na Polônia. Estes locais apresentaram uma média salarial feminina de 0 a 11% superior a dos homens.

Enquanto as mulheres ganham mais que os homens apenas em um pequeno número de cidades na Europa, os sinais que esse abismo salarial está diminuindo são positivos. Na Itália, por exemplo, existem outras três regiões onde as mulheres não ganham mais que os homens, mas estão em segundo lugar quanto a igualdade, remunerando-as de 0 a 10% menos que os homens.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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