Veja como usar o FGTS em seis tipos de investimentos

Confira como usar o FGTS em diferentes investimentos e fazer o dinheiro do benefício render por mais tempo. 

Veja como usar o FGTS em seis tipos de investimentos
Conheça as melhores opções para utilizar o benefício

Com a divulgação do calendário que libera o saque do FGTS de contas inativas, muita gente tem usado o dinheiro para pagar dívidas e sair do sufoco. Para quem está com as contas em dia, usar o benefício para fazer um investimento é um bom negócio, já que o rendimento do dinheiro na conta da Caixa é baixo - cerca de 3% ao ano + taxa referencial.
 
Para fazer o dinheiro render, o E-Konomista apresenta as seis ideias de como usar o FGTS, com recomendações de como investir o dinheiro sacado e as regras para utilizá-lo. 

Saiba tudo sobre o FGTS e quem pode sacar o benefício
 

1. Comprar um imóvel

A aquisição da casa própria configura como o maior sonho do brasileiro e nem todos sabem como usar o FGTS para realizar esse objetivo. Para aproveitar o benefício na compra de um imóvel é preciso se enquadrar nos seguintes pontos: 
  • Ter pelo menos três anos de carteira assinada, mesmo que em empresas e períodos diferentes;
  • Não ter financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) em nenhuma parte do país; 
  • Não ser proprietário de imóvel residencial no município onde mora, trabalha ou pretende comprar o novo e nem nos municípios límitrofes e nas regiões metropolitanas;
  • Ser titular ou coobrigado no financiamento que pretende pagar parte do valor das prestações;
  • Estar com as prestações do financiamento em dia na data que pedir como usar o FGTS.


Dar entrada num imóvel

A compra do imóvel é uma boa opção por dois aspectos: a valorização será maior que o rendimento do FGTS e, caso opte por alugá-lo, também é muito provável que o valor do aluguel seja maior que a correção do fundo de garantia.

É preciso ter em vista que qualquer investimento tem seu risco. No caso da compra do imóvel, é preciso ter consciência do risco de perder o emprego e não ter uma reserva para pagar as parcelas do financiamento.  

Estabilidade financeira é necessária para não contrair uma dívida que pode se tornar uma dor de cabeça posteriormente. 


Pagar prestações ou quitar um imóvel

Se o seu desejo é pagar prestações de um imóvel ou liquidar a dívida do financiamento que já tem, o uso do dinheiro do fundo de garantia pode ser uma boa saída.

O FGTS pode ser usado para pagar até 80% do valor da prestação, para reduzir o valor do encargo ou o prazo e para liquidar o saldo devedor.

Se você não quiser sacar todo o seu saldo para efetuar essa transação, é possível deixar parte na conta do FGTS para outros objetivos, mas o dinheiro retido continuará sujeito às mesmas regras para o saque. 


Usar o FGTS para reformar um imóvel

É possível utilizar o seu FGTS para construir, reformar ou ampliar um imóvel através da linha de crédito chamada Fimac FGTS. Com esse dinheiro é possível também instalar um hidrômetro e sistema de aquecedor solar.

O trabalhador pode comprar o material usado para a reforma no limite de R$ 20 mil e em casas avaliadas em até R$ 500 mil.
 

2. Investir em Infraestrutura

Desde 2013, a Caixa Econômica Federal permite que os trabalhadores tenham como ususar o FGTS aplicando até 30% dos recursos em um fundo de investimentos em infraestrutura.

Os investimentos do FI-FGTS em infraestrutura referem-se a ativos de empresas que se enquadram nos setores energia, rodovia, ferrovia, hidrovia, porto, aeroportos e saneamento.

Segundo a Caixa, o novo fundo estará sujeito aos riscos inerentes observados em mercado a esse tipo de aplicação financeira, tais como riscos de crédito e risco de liquidez. 
 

3. Manter uma reserva para o desemprego

Se você foi demitido e não tem em vista um emprego em imediato, uma boa saída para fazer de como usar o FGTS é mantê-lo em uma aplicação com muita liquidez, como a caderneta de poupança ou os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

Dessa forma, você poderá usar o dinheiro junto ao rendimento para para pagar as despesas fixas ou usá-lo em emergências, na falta de outra fonte de renda. Esse investimento é aconselhável, pois o dinheiro pode ser sacado a qualquer momento. 
 

4. Aplicar em renda fixa ou tesouro direto

Se o objetivo é criar uma reserva de longo prazo, é recomendável aplicar o dinheiro em títulos de renda fixa, que garantem ganhos acima da poupança atual, como os CDBs. Mas é preciso buscar taxas de administração vantajosas para não ver os rendimentos minguarem.

Outra opção no longo prazo são os papéis NTN-B do Tesouro Direto, que pagam a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mais uma taxa fixa de juros, se o papel for resgatado no dia do vencimento. A vantagem de investir no Tesouro é que não há taxa de administração e algumas corretoras não cobram taxa de custódia. 
 

5. Usar o FGTS para quitar dívidas

Se você possui uma dívida que cobra juros altos, como o cartão de crédito e o cheque especial, é vantajoso solicitar o pagamento dessa dívida com o saldo do seu FGTS. 

Mas fique atento: só terá direito ao resgate do FGTS o trabalhador que tenha comprometido 30% ou mais da sua remuneração bruta com o pagamento de empréstimos e esteja inscrito em cadastro negativo de crédito há pelo menos seis meses.

Assim o trabalhador poderá poderá sacar até 40% do saldo disponível na conta vinculada, mas o dinheiro será transferido diretamente aos credores indicados pelo empregado.
 

6. Complementar a aposentadoria

Depois de uma vida toda de trabalho, o valor recebido na aposentadoria é muito baixo e normalmente o trabalhador vê seu estilo de vida mudar radicalmente. Uma boa opção para quem pode poupar é não resgatar o valor do fundo de garantia anteriormente, e sim deixá-lo disponível para a aposentadoria como uma opção de complemento da renda mensal. 

A ideia é garantir um rendimento extra para pagar gastos elevados, como plano de saúde, que aumenta consideravelmente com a idade. Guardar a reserva para emergências também é aconselhável.     

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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