Como se preparar para o ENEM: os métodos mais eficazes

Veja como se preparar para o ENEM esse ano. Dicas de métodos de estudos, os métodos com maior e menor relevância e o que a prova cobra.

Como se preparar para o ENEM: os métodos mais eficazes
Saiba bons métodos de estudo e dicas para se sair bem na prova

Na hora de estudar para o vestibular, toda informação é pouca. Mas a tarefa mais difícil é filtrar toda essa informação e desenvolver uma rotina de estudos capaz de abranger tudo o que pede a prova. Falamos mais especificamente do Exame Nacional do Ensino Médio. A preparação pode começar no começo ou no meio do ano. Vamos explicar como funciona a prova e como se preparar para o ENEM em 2016.

Como se preparar para o ENEM: estrutura da prova

O nosso Ensino Fundamental serve, como diz o próprio nome, para fundamentar todos os conceitos que serão aprofundados no Ensino Médio. O ENEM serve tanto para aferir o desempenho dos alunos e das escolas, quanto como processo de aprovação – parcial ou integral – em faculdades, pelo ProUni ou pelo SiSU. A prova do ENEM condensa todo esse conhecimento em 4 áreas, divididas em 180 questões e em dois dias de prova:

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  • Linguagens, códigos e suas tecnologias: Gramática e interpretação de texto, língua estrangeira moderna, artes, literatura, educação física e tecnologias da informação.
  • Matemática e suas tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas tecnologias: Química, Física e Biologia;
  • Ciências Humanas e suas tecnologias: História, Geografia, Filosofia, Sociologia e conhecimentos gerais.

O aluno vai ser avaliado de acordo com quatro critérios, em todas as áreas do conhecimento: dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentação e elaborar propostas. As questões são baseadas nesses parâmetros e a redação é corrigida também com base neles. Agora que já entendeu como é a estrutura da prova, saiba como se preparar para o ENEM esse ano.

Psicólogos americanos desenvolveram um estudo sobre a eficácia dos métodos de estudos e os classificaram entre utilidade baixa, moderada e alta. Isso vai servir como guia para que você saiba ao que dar prioridade na hora de decidir como se preparar para o ENEM durante esse ano.

  • Utilidade baixa: reler os textos sucessivamente, associar imagens e textos, associações mnemônicas (de memória), grifar textos e fazer resumos;
  • Utilidade moderada: estudar conteúdos intercalados, explicar o conteúdo para si mesmo e elaborar perguntas;
  • Utilidade alta: prática distribuída de estudos e realização de testes práticos.

É claro que o método de aprendizado vai variar de acordo com o aluno. Alguns podem se sentir mais confortáveis e confiantes com a elaboração de resumos. No entanto, dar prioridade à organização dos estudos com tempo – e sem estudar às vésperas – e realizar testes para medir os conhecimentos são as melhores formas de como se preparar para o ENEM esse ano. Por quê?

Faça um cursinho ou adquira o material de estudo

Organizar uma rotina de estudos pela compra de apostilas e material de apoio é uma boa solução para seguir uma ordem cronológica de revisão dos conteúdos, já que elas já foram elaboradas didaticamente pensando nesse quesito. Outra questão é o tempo disponível para estudos: quem trabalha deve dedicar um tempo durante todo o ano e os cursinhos oferecem descontos no período noturno. Já quem está livre o dia todo ou só estuda o Ensino Médio, pode optar por um cursinho pré-vestibular à tarde desde maio.

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Realize testes e simulados

Se você não tem a oportunidade e o tempo de fazer cursinho, procure material de apoio na internet para estudar e realizar simulados online. Hoje, já é possível encontrar opções gratuitas. Nas bancas, também há publicações dedicadas a simulados e conteúdos do ENEM.

A realização dos testes faz com que o aluno saiba quais foram os seus erros e onde pode melhorar. Diferentemente de fazer um resumo ou explicar a si mesmo o conteúdo, é só o teste que é capaz de auferir o seu nível de conhecimento. Por isso, além de ter uma rotina de estudos definida, procure sempre realizar simulados e observar a sua evolução e onde pode fazer melhor.

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Não se pressione

Existe muita pressão da família e até de nós conosco mesmos enquanto estudamos para realizar uma prova importante. Você deve relaxar. Se começar a estudar antes do fim do primeiro semestre e tiver uma rotina definida, vai sobrar tempo para o lazer com os amigos e com a família. Quanto maior a pressão, menor a probabilidade de afixar os conteúdos na memória a longo prazo.

Faça resumos, mas não decore

Embora os resumos não sejam muito indicados como a única forma de estudo, isso não significa que sejam inúteis. Pelo contrário: ao organizar a sua rotina, comece fazendo resumos do conteúdo e dos pontos principais. Quando precisar voltar ao assunto, você poderá usar os resumos como apoio na sua organização. Uma boa solução é fazer fichamentos: a cada capítulo que concluir, fiche a leitura destacando os principais pontos sem copiar o texto ou decorar o conteúdo, ok?

Atualize-se

Além das nossas competências básicas e do que aprendemos na escola, o ENEM vai nos confrontar com questões atuais e especialmente as polêmicas e assuntos que não necessariamente são notícias explícitas, mas fazem parte do contexto social do Brasil e do mundo. O tema da redação de 2015 foi o feminismo, por exemplo. Desde o começo do ano, procure anotar os assuntos mais discutidos do mês e fazer um panorama resumido das questões sociais e econômicas do país e do mundo sendo imparcial. Quanto mais recorrentes forem os temas, mais preparado você estará para a prova.

Escreva e reescreva

Como mencionado, o ENEM vai avaliar a capacidade do aluno de dominar linguagens (ortografia, gramática), compreender fenômenos (estar atualizado, interpretar e redigir a respeito do que foi pedido), enfrentar situações-problema e propor soluções. Sempre que escrever uma redação, avalie se atingiu todos esses quesitos. A conclusão é a parte onde você apresentará uma proposta de intervenção para atenuar o problema. Por isso, capriche.

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Saia para estudar

Não vale sentar no sofá da sala em frente à TV quando for começar a estudar. Uma maneira de aguçar os nossos processos mnemônicos é alterar o local de estudo de vez em quando. Vale visitar uma biblioteca, um centro cultural, na sua escola, numa faculdade ou num parque. Todos esses locais costumam ter um ambiente de estudos aberto ao público e com clima agradável. Mas por que mudar os ares? Quando estudamos em um local diferente, estamos menos expostos a menos estímulos que possam desviar a nossa atenção. E, quando nos lembramos do local onde estávamos enquanto víamos aquele tema, temos mais facilidade em lembrar todo o conteúdo que foi aprendido em um ambiente diferente de casa.

Coma bem

É cientificamente comprovado que uma boa alimentação e nutrição adequadas auxiliam no processo de aprendizagem dos seres humanos, sem distinção de idades. Sempre que ficamos sem comer, a fome faz com que o organismo não nos deixe pensar com clareza, nos deixa impacientes e prejudica os processos cognitivos do cérebro. Com pouca energia, o primeiro gasto “supérfluo” que o nosso organismo corta é a capacidade de aprender. Por isso, enquanto estuda e quando realiza as provas, tenha sempre à mão água e alimentos que forneçam energia – o chocolate é uma boa pedida.

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Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

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