Como planejar um intercâmbio: passo a passo

Quem dera fosse só fazer as malas e partir. Veja o guia do E-konomista sobre como planejar um intercâmbio e comece já.

Como planejar um intercâmbio: passo a passo
Não é fácil, não é rápido, mas sempre compensa!

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Preparar um intercâmbio não é uma tarefa fácil. Só quem sai do país e permanece um tempo fora sabe como é difícil e burocrático resolver as coisas a quilômetros de distância de casa. Para que você não tenha os problemas que muitos brasileiros têm ao sair do Brasil, preparamos um guia de como planejar um intercâmbio para que seja uma experiência positiva e livre de chateações.

Como planejar um intercâmbio: o que você deve saber

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As principais dicas são: ficar atento à moeda e às manobras internacionais, escolher o tempo de permanência de acordo com o orçamento e a disponibilidade para ficar fora, escolher um destino com base no que você vai buscar no exterior e deixar todos os documentos em dia no Brasil. Quer saber mais sobre como planejar um intercâmbio? Veja o artigo completo.

1. A escolha do destino

Primeiro, é preciso estabelecer prioridades: qual é o objetivo da viagem? Quem ainda não tem inglês e espanhol completos pode apostar em destinos que têm esses idiomas como nativos. Quem quer aprender espanhol tem a América Latina inteira à disposição ou pode se aventurar na Espanha. Entre os destinos para aprender o Espanhol na Espanha, destacam-se Madrid e Barcelona. Já para o ensino do inglês, as melhores opções são a Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Irlanda e Inglaterra. Em todos esses países, é possível aprender inglês gastando pouco, combinando o aprendizado do idioma com um trabalho. Idiomas como o francês podem ser aprendidos tanto na França e na Bélgica quanto no Canadá. Outros idiomas mais específicos podem ser aprendidos nos países de origem, com destaque também ao Mandarim, o dialeto mais popular da China.

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Por outro lado, quem quer viajar para aprender conteúdos específicos que vão além de um idioma, deve pesquisar os destinos e a excelência no ensino de acordo com a área de estudos em questão. Atualmente, muitos cursos com alta procura têm as aulas ministradas em inglês.

O QS World Ranking é um órgão que mede a excelência das universidades de acordo com 4 critérios:

  • Reputação Acadêmica
  • Reputação com Empregadores
  • Citações em papers
  • Citações em bibliografias

É possível filtrar a pesquisa no site para encontrar, por exemplo, a melhor universidade de determinado país e sua colocação no ranking mundial. Outra opção é filtrar por área de estudo. O site também divulgou recentemente as melhores cidades para estudantes em todo o mundo, levando em conta cinco critérios: ranking QS, diversidade de nacionalidades, atratividade, empregabilidade e preços.

Clique aqui para acessar o site do ranking QS e escolher a melhor universidade – e país – para estudar. 

2. Quanto tempo ficar e quando ir

Essa é uma das perguntas que pode não parecer importante quando muitas outras rondam a cabeça de um futuro intercambista. Mas, acredite ou não, você deve decidir antes de ir, quanto tempo pretende ficar fora. Sair do país sem uma data definida para voltar pode gerar alguns transtornos que você não imagina e não pode resolver de longe.

  • 1 mês: indicado para quem quer aprender um idioma ou fazer um curso de curta duração durante as férias do trabalho; cursos preparatórios para exames de proficiência de idiomas.
  • 3 meses: indicado para cursos de curta duração, com possibilidade de pedir afastamento não-remunerado do trabalho para fazer o intercâmbio; As escolas da Miami Ad School oferecem cursos em comunicação e criação publicitária com duração de três meses em diversos países – no Brasil pode ser até mais caro.
  • 6 meses: cursar um semestre de faculdade ou fazer um curso completo de curta duração; fazer um curso de idiomas; trabalhar e estudar.
  • 1 ano ou mais: fazer um curso superior – em parte ou completo; fazer um programa de Work Exchange; programas de Au Pair; intercâmbios de seis meses com estágio por mais seis meses.

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Primeiro, o intercambista deve ficar atento aos prazos de inscrição nas escolas de destino. Só assim é possível saber, mais ou menos, quando ir. O ideal é começar a preparar o intercâmbio com um ano de antecedência, para reunir informações, juntar dinheiro, deixar os documentos em dia no Brasil e preparar a documentação do visto antes que ele seja solicitado.

Fique atento à cotação da moeda no país de destino. Preparar-se com antecedência significa também aproveitar para comprar a moeda em períodos de baixa. Jamais se aventure a trocar a moeda no país de destino, via Western Union ou cartões de crédito e débito. Você ficará sempre refém da cotação atual e de a maquininha aceitar o seu cartão, mesmo que diga que é internacional. Por isso, troque a moeda, leve a maior quantidade possível consigo e/ou deposite o restante do valor em um cartão de viagem pré-pago.

3. Escolher o curso e a escola

Como mencionado, o QS World Ranking pode servir de apoio aos estudantes que procuram uma universidade de renome para estudar no exterior. Além de todas as informações disponíveis, cada universidade do site tem também informações gerais, como o número de alunos total – nacionais e estrangeiros e um pouco da história da universidade.

Em relação aos cursos de idiomas, o aluno deverá dar preferência às turmas pequenas – só assim é possível aprender de verdade. Vale fazer uma busca no site Education Stars para verificar a qualidade da escola de idiomas. Muitas vezes, se o futuro intercambista faz uma pesquisa pelas escolas, as maiores redes – e mais caras – sempre terão destaque no Google. E isso não significa que têm a maior qualidade.

Fazendo a pesquisa por Top 10: Language Schools (internat), é possível verificar as 10 melhores escolas sob a perspectiva dos alunos, em diferentes países do mundo. Além disso, vale também perguntar para quem já fez um intercâmbio sobre o que achou da escola de idiomas.

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4. Vistos e outros procedimentos

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Antes de falar a respeito do visto, existem alguns pormenores que merecem destaque. Para não ter dores de cabeça na hora de se inscrever para a escola e tirar o visto, fique atento aos seguintes pormenores e já tire esses obstáculos do seu caminho:

  • Estado de conservação do seu RG: faça já uma segunda via e circule com a antiga, se estiver em bom estado. Acredite, você não vai querer perder duas semanas para tirar um novo RG no momento em que precisar enviar a documentação para o visto
  • Validade do passaporte/Tirar passaporte: já deixe tudo marcado na Polícia Federal e tire o passaporte o quanto antes
  • Deixar uma procuração com alguém de confiança: deixe uma procuração de Plenos Poderes redigida e autenticada em um cartório no Brasil com alguém de sua confiança. A procuração servirá para que esta pessoa te represente durante a sua ausência e é aceita pelos bancos, faculdades e outros órgãos

Por precaução, eis aqui os documentos que você deve levar consigo:

  • CNH (válida por 6 meses na Europa e EUA), aproveite para verificar a data de vencimento e solicitar outra via
  • Certidão de Nascimento de inteiro teor traduzida e autenticada no cartório e no consulado do país de destino
  • RG 
  • Cópia do passaporte

Verifique o site do consulado do país de destino para saber que documentos são obrigatórios para tirar o visto. Comprovante de que tem condições para se sustentar durante o intercâmbio, antecedentes criminais, declaração de IR, RG e passaporte costumam figurar em todos os pedidos de visto para os mais variados países.

É importante lembrar que você jamais deve sair do seu país sem ele. A maioria dos países da Europa e os EUA não concedem visto nem autorização de residência para quem deixou o visto no país de origem. Não é possível retirá-lo em outro consulado: os países exigem que o visto seja retirado pessoalmente no consulado onde foi feito. Mesmo que ele tenha sido emitido e aprovado no país de origem, é impossível conseguir emitir a AR sem o visto para períodos inferiores a um ano. Não acredite nos sites que dizem ser possível, porque não é. Veja aqui quais são os países que os brasileiros podem entrar sem visto.

Quando chegar

Chegando no país de destino, dê um pulinho no consulado do Brasil e faça a sua carteirinha de afiliado. Não esperamos que nada de mau aconteça mas, se acontecer, é muito mais fácil que a sua família entre em contato com você – e que o consulado entre em contato com a sua família.

Depois de adquirir o visto, lembre-se de agendar dia e hora para comparecer ao serviço de estrangeiros do país de destino. É aí que o seu visto é transformado em Autorização de Residência e você recebe um cartãozinho que servirá como documento de identidade, substituindo o passaporte.

5. Quanto vai custar

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O custo não vai depender só do período que você escolheu para ficar fora. Nós, brasileiros, também somos reféns da oscilação do câmbio e, ultimamente, o real tem perdido muito valor. Além do custo do visto, seguro-viagem e passagens aéreas, que você já terá pago no Brasil, existem outros gastos que o intercambista terá no país de destino.

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O Expatistan é um site que calcula os custos de vida ao redor do mundo. Lá, você pode fazer comparações entre os países e saber os preços dos bens básicos – e também do aluguel em diferentes cidades do mundo. Para ter uma média do quanto irá gastar durante o seu período de intercâmbio, visite o site do Expatistan e conheça mais.

Para ter uma média dos valores de aluguéis de quartos em diferentes partes do globo, a sugestão é acessar o site EasyQuarto ou EasyRoomate e verificar os preços médios na cidade em que pretende viver. Quem vai para a Europa também pode contar com o Uniplaces, presente em alguns países, para escolher um quarto individual ou compartilhado ou flat, exclusivamente dedicado a estudantes. No site, é possível reservar o quarto pelo período que pretende ficar e ainda sair do Brasil com o primeiro mês do aluguel pago. Veja aqui como encontrar lugar para morar em 20 países.

Aproveite para conferir os itens mais caros dos preparativos de um intercâmbio e aqueles que são os itens mais caros durante o intercâmbio.

Desejamos boa sorte – e boa viagem e esperamos ter ajudado nas dicas de como planejar um intercâmbio.

Aprenda inglês com quem sabe de verdade e seja professor.


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Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

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