Como funciona o intercâmbio: entenda como é a experiência de viver fora

Afinal, o que é e como funciona o intercâmbio? Depois de ler este post, já vai querer começar a planejar o seu.

Como funciona o intercâmbio: entenda como é a experiência de viver fora
Fique por dentro do que é um intercâmbio e escolha a sua modalidade preferida

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Muita gente fala que quer fazer um intercâmbio – e muitos outros, de fato, fazem. Porém, existem tantas modalidades de intercâmbio que fica até difícil saber qual é a definição disso. É estudar? É trabalhar? Ou tudo ao mesmo tempo? Afinal, como funciona? O E-konomista vai se aventurar a responder a essas perguntas e explicar como funciona o intercâmbio.

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Intercâmbio: um mundo de oportunidades

Quem quer estudar ou aprender algo novo está cheio de chances, o tempo inteiro, ao redor do mundo. Duvida? Veja o infinito de opções que um intercâmbio oferece e entenda como é a experiência.

O que é intercâmbio?

O intercâmbio é o que o intercambista quer que seja e envolve quatro fatores: o que fazer, onde fazer, tempo e dinheiro. Basta reunir os seus objetivos e estabelecer quanto tempo quer passar fora e onde e quanto pretende gastar. Dependendo desses fatores, é escolhida a modalidade ideal, que pode ser:

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Fator 1: qual é o seu objetivo?

  • Estudar entre um e quatro semestres em uma universidade estrangeira: em qualquer lugar do mundo;
  • Fazer um ano de High School: programas disponíveis nos Estados Unidos;
  • Fazer um curso de extensão: em qualquer lugar do mundo;
  • Estudar um idioma: em qualquer lugar do mundo;
  • Estudar um idioma e praticar uma atividade (esporte, culinária, workshops etc.): especialmente América Latina, Europa e Estados Unidos;
  • Estudar um idioma e ter um emprego em meio-período para arcar com pequenas despesas: Irlanda, Austrália e Canadá;
  • Fazer um estágio não-remunerado em uma empresa estrangeira: Estados Unidos e Canadá
  • Programa Au Pair: Geralmente na Holanda, França, Estados Unidos, Inglaterra e Espanha. A variedade de países vai depender da agência contratada para intermediar o processo.
  • Tudo o que envolve uma troca de conhecimentos em que há o deslocamento de uma pessoa pode ser considerado um intercâmbio.

Fator 2: quanto tempo pretende passar fora?

Em relação ao tempo, poderá variar de 2 semanas a 2 anos. Os cursos de idiomas e de extensão podem ser feitos em menos de um mês, como também podem ter duração de até 1 ano se combinado com o trabalho.

Já os intercâmbios entre universidades costumam durar entre 4 meses (1 semestre letivo) e dois anos e os programas de Au Pair exigem disponibilidade de 1 ano, prorrogável por mais 1. Nos programas de Au Pair, algumas famílias podem ser generosas e pagarem uma passagem de volta ao Brasil durante o período de férias.

Como mencionado, os fatores tempo, dinheiro e objetivos estão interligados. O tempo que o intercambista vai passar fora sempre vai depender destes dois outros fatores.

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Fator 3: “quer pagar quanto? ”

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Outro item importante é decidir quanto vai querer investir num intercâmbio. Isso também vai depender do tempo que quer ficar, da cotação da moeda e se vai viajar em alta temporada ou não. Basicamente, o que o viajante deve ter em mente é:

  • Preço do curso
  • Preço das passagens
  • Cotação da moeda estrangeira e previsões
  • Custo de vida no país de destino (ver o site Expatistan)
  • Valor mensal do aluguel (pesquisar em imobiliárias do país especializadas em intercâmbio. Sugestão para muitos destinos na Europa: Uniplaces)
  • Custo do seguro-viagem, quando não houver acordo PB4 entre os países
  • Custo com visto e documentação (ver no site do Consulado do país de destino)

Existem outros custos menores que, quando somados, acabam por virar uma bola de neve e atropelam alguns planos. Algumas dessas despesas se concentram mais na chegada, quando tudo é novo: tirar um passe de transportes públicos, pagar a caução do aluguel, comprar um chip de celular e escolher um plano, comprar uma mala de viagem e outras despesas com roupas de frio em países onde o inverno é mais severo são algumas coisas que o viajante deve levar em consideração na hora de planejar o orçamento.

Por experiência própria, a sugestão é que o planejamento das despesas seja o mais pessimista possível com os gastos, considerando também subidas severas do câmbio. Um planejamento pessimista vai te assegurar de não passar nenhum aperto na viagem e, consequentemente, uma experiência muito mais rica e otimista. Não adianta nada ser otimista nos planos e depois ser acometido por surpresas no meio do caminho. Outra dica: jamais saia do país sem o visto, quando for exigido pelo país de destino.

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Como fazer de graça

Existe mais de uma maneira de fazer um intercâmbio de graça, mas isso vai exigir que alguns pagamentos sejam feitos antes. É o caso das modalidades Work and Study, disponíveis geralmente na Austrália e Irlanda: o estudante alia o curso de idiomas a um trabalho de meio-período e arca com as despesas durante o período de intercâmbio, que sai quase de graça.

Os programas de Au Pair, especialmente para candidatas do sexo feminino, também são uma boa opção: o investimento é de cerca de R$ 1.300 com agências especializadas. A família que recebe a Au Pair arca com todas as despesas de estadia, já que ela vive na casa e, às vezes, até mesmo com cuidados pessoais. A passagem aérea também fica por conta da família e há um pagamento semanal de cerca de U$ 200.

Uma alternativa para quem não pode arcar com os custos do intercâmbio é procurar bolsas de estudos. Essas bolsas estão disponíveis, especialmente, para os estudantes universitários, mas é possível encontrá-las também em cursos de idiomas. A seguir, alguns programas de bolsas e dicas de sites que você deve conhecer antes de fazer intercâmbio:

  • Santander Universidades: há o programa especial Ibero-Americano (Portugal, Espanha e América Latina) e os programas destinados a outros países, até mesmo à China;
  • Ciência sem Fronteiras: para alunos de cursos de Exatas e Biológicas;
  • Campus France: site do governo francês que contém todas as informações para interessados em estudar na França – idiomas ou universidade;
  • Fundação Estudar: ficar atento às datas de inscrição – costumam ser sete etapas com entrevistas e dinâmicas de grupo;

Outras bolsas de estudos podem ser verificadas diretamente com a instituição de ensino e normalmente ficam disponíveis no site. Quem escolher fazer intercâmbio pela universidade pode verificar também as bolsas da própria instituição brasileira, mas é importante estar atento aos prazos para inscrição, que costumam ocorrer no início e no meio do ano, sempre para o semestre seguinte.

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Gabriela Ventura Gabriela Ventura

Natural de São Paulo, estudante de Publicidade e Propaganda na USP. Não tem hobbies fixos nem rotina, é apaixonada pelo imprevisto. Foi fazer intercâmbio em Lisboa e... estendeu a estadia por tempo indeterminado.

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