Como funciona o desconto em folha de pagamento? Tire suas dúvidas

Saiba qual tipo de desconto em folha de pagamento é voluntário e quais são os obrigatórios. Veja qual é o limite mensal quando se trata de descontos voluntários

Como funciona o desconto em folha de pagamento? Tire suas dúvidas
Veja a diferença entre o desconto em folha de pagamento obrigatório e voluntário

Todo trabalhador de carteira assinada tem descontos obrigatórios mensais a fazer e os principais são o Imposto de Renda e o INSS. Qualquer outro tipo de desconto em folha de pagamento tem um limite máximo e devem ser autorizados pelo empregado.

Há diferença entre os descontos obrigatórios e os de consignação voluntária.O Imposto de Renda, o INSS e a contribuição sindical são obrigatórios. Já os empréstimos bancários com desconto em folha de pagamento, vale-transporte, plano de saúde e outros, devem ser autorizados pelo empregado.

Como funciona e qual é o valor do desconto em folha de pagamento

INSS - A contribuição previdenciária também é um desconto mensal obrigatório e a alíquota do varia entre 8% e 11% de acordo com a faixa salarial do contribuinte. Para saber em qual faixa salarial se enquadra veja a tabela do INSS 2016 no site da Previdência Social.

Imposto de Renda - É um desconto mensal obrigatório e varia conforme a alíquota correspondente à faixa salarial. Veja na tabela de Imposto de Renda 2016 qual a faixa salarial em que se enquadra antes de fazer as contas. O cálculo do IR é feito sobre o valor da remuneração já com o INSS descontado.

Contribuição Sindical - É um desconto obrigatório pago apenas uma vez por ano e deve ser pago por todos os trabalhadores de carteira assinada, independentemente de ser, ou não, afiliado ao Sindicato.

Vale-transporte - O funcionário que opta por receber o vale-transporte da empresa, pode ser descontado mensalmente. Esse não é um desconto obrigatório e fica a critério da empresa descontar ou não, mas o limite máximo do desconto em folha de pagamento é de 6% sobre o valor do salário líquido (depois de já terem sido feitos os descontos obrigatórios).

Plano de Saúde, convênios com farmácia e supermercados, empréstimo bancário, entre outros - Descontos desse tipo não são obrigatórios, porque dependem da autorização do empregado. Portanto, assim como no caso de quem recebe vale-transporte, o empregado que opta por ter esses benefícios pode ter uma percentagem de desconto em folha de pagamento.

Cálculo do desconto em folha de pagamento

O primeiro desconto a ser calculado é o INSS, pois apenas depois de obter o valor do salário com desconto é que se considera o valor para o cálculo do Imposto de Renda. Depois de todos os descontos obrigatórios feitos, obtem-se o valor do salário líquido.

Calcula-se o valor do INSS, de acordo com a alíquota correspondente à faixa salarial, que pode variar entre 8% e 11% sobre o salário bruto.

O próximo passo é calcular o Imposto de Renda, para isso deve ser considerada a alíquota correspondente à faixa salarial em que o trabalhador se enquadra. As alíquotas variam entre 7,5% e 27,5% sobre o salário já com o INSS descontado. É importante lembrar de diminuir R$ 189,59 por cada dependente.

O valor que sobra depois dos descontos obrigatórios é considerado o salário líquido. Todo desconto em folha de pagamento que seja facultativo deve incidir sobre a remuneração líquida. Este valor é que deve ser considerado quando se estabelece o limite máximo de descontos decorrentes de consignações voluntárias.

Limite de desconto em folha de pagamento

As consignações voluntárias somadas nunca podem comprometer mais do que 40% do salário líquido do empregado. Para esta conta entram os descontos de empréstimos bancários, vale-transporte, plano de saúde e todos os outros descontos que não sejam obrigatórios. Sendo que os empréstimos bancários não devem exceder os 30% do salário líquido. Esse limite máximo existe para que o trabalhador possa contar com pelo menos 60% do seu salário líquido.

Quanto aos descontos obrigatórios do INSS e Imposto de Renda, o máximo que se pode descontar é aquilo que está previsto por Lei, de acordo com as tabelas anuais vigentes.


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Poliana Oliveira Poliana Oliveira

Nasceu em Brasília, cresceu em Goiânia e vive há oito anos em Portugal. Formada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Trabalha na área de Marketing Digital. Adora cães, cinema, dança e viagens.

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