Como funciona airbag?

Os airbags acionam sozinhos? Precisa usar o cinto de segurança? Airbag pode machucar? Confira como funciona airbag e tudo o que você precisa saber sobre esse equipamento

Como funciona airbag?
Saiba como funciona airbag e os mitos e verdades sobre o equipamento

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Desde o ano passado, todos os carros 0km produzidos no Brasil são obrigados a vir com airbag e freios ABS de fábrica. A medida visa trazer mais segurança para o trânsito brasileiro.  Mas você sabe como funciona airbag? Há muitas dúvidas e mitos sobre esse equipamento, o certo é que, aliado ao cinto de segurança, ele pode salvar vidas


 

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Como funciona airbag?

Ao inflar rapidamente, o airbag protege os passageiros do veículo do impacto com o volante ou o painel do carro, amenizando os possíveis ferimentos que possam ser causados com a colisão.


O sistema de um airbag é composto basicamente de 3 partes:
 

1- um módulo de airbag (bolsa de ar)

2- uma unidade de diagnóstico

3- um sensor de desaceleração brusca

 

  • O equipamento é acionado da seguinte maneira: o sensor é ativado com a diminuição brusca da velocidade - quando a velocidade varia pelo menos 20 quilômetros por hora em um curto espaço de tempo - como em uma colisão. Ele não é acionado em uma frenagem, mesmo que brusca, pois a diminuição da velocidade é gradativa.
 
  • Acionado, é enviado um sensor elétrico ao gerador de gás que inicia dentro do airbag uma reação química com componentes como o nitrato de potássio e nitreto de sódio – os componentes podem dependendo da marca, mas causam o mesmo efeito. Os compostos oxidam, formando nitrogênio, gás que se expande a uma velocidade de aproximadamente 300 quilômetros por hora e infla a bolsa em cerca de 30 milésimos de segundo.
 
  • Segundos após o impacto, o airbag começa a esvaziar. Ele possui pequenos orifícios posicionados na parte de trás e lateral da bolsa de ar para que o esvaziamento seja feito e não sufoque o passageiro.
 

Para perceber a diferença da quantidade de impacto que os passageiros sofrem com e sem o airbag, observe esses vídeos , que mostram os efeitos de proteção do equipamento.

 

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Teste de airbags

O teste foi feito com o um Volkswagen Gol Trend 1.6 nos dois vídeos.

 


Teste de impacto do Gol COM AIRBAG



Teste de impacto do Gol SEM AIRBAG


 

Pó branco do Airbag

Quando o airbag é acionado, é comum pessoas descreverem que uma nuvem de pó branco invade o carro. O pó branco nada mais é do que talco, para evitar que as dobras do saco de nylon grudem e dificultem a abertura em caso de acidente. A quantidade de pó não é muita, mas pode demorar a baixar, o que algumas vezes pode assustar os passageiros que não sabem da existência desse talco.


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  • É preciso usar o cinto e estar com a postura correta
 

O airbag é um equipamento auxiliar de segurança que só funciona de maneira eficaz se os passageiros estiverem utilizando o cinto de segurança e sentados em postura correta dentro do veículo.  Para o motorista, é preciso estar a uma distância média de 25 centímetros do volante, com os braços na posição aprendida da autoescola – na semelhança do relógio apontando 10 pras 2h, levemente flexionados. Para o passageiro, o procedimento é semelhante, nem com o banco deitado demais nem muito próximo do vidro. Colocar os pés no painel, nem pensar.


O uso do cinto de segurança é essencial para a eficácia do airbag, sem ele, o choque contra o equipamento pode ser brusco demais e ferir o condutor ou passageiro. E é preciso também que ele esteja bem localizado, passando pelo ombro do passageiro, nunca perto demais do pescoço – pois há o risco de se sufocar quando o airbag dispara – nem passando pelo braço, o que pode causar um deslocamento da clavícula.


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O airbag  pode machucar os passageiros?

Como o airbag precisa abrir muito depressa para que os passageiros não entrem em contato com o volante e painel, o impacto brusco com a bolsa de ar pode causar pequenos hematomas ou queimaduras leves. Alguns passageiros que tiveram o airbag acionado durante uma colisão reportaram ferimentos, outros não. O impacto com o airbag nunca é agradável, mas ele pode ser ainda mais intenso se o motorista e passageiro não estiverem bem posicionados, ou estiverem sem o cinto de segurança. Ainda que haja pequenas lesões, elas são muito inferiores às que seriam causadas pela colisão caso o airbag não estivesse presente no veículo.


Para tentar melhorar o sistema, algumas empresas já desenvolvem airbags que conseguem interpretar o quanto devem encher a partir do o peso do passageiro. Outro artifício dos fabricantes é fazer a tampa do compartimento da bolsa com encaixe na parte superior, para que, no momento em que o saco de nylon encher, a proteção seja arremessada em direção ao teto, e não para cima do passageiro.


Existe o mito de que pessoas baixinhas e pessoas que usam óculos podem se ferir com maior gravidade com os airbags. Os especialistas garantem que não, a proteção é a mesma.


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Há airbags para diferentes locais do carro

Os airbags que são obrigatórios vir nos carros novos no Brasil são somente o do motorista e do passageiro que vai no banco da frente. Segundo especialista, ainda é pouco, pois os que estão atrás sofrem grande impacto e ainda existe uma “mania” de não se usar o cinto de segurança nos bancos detrás, deixando os passageiros ainda mais vulneráveis.


Mas já há airbags opcionais - ou de fábrica nos carros esportivos e importados - que protegem as mais diversas áreas do carro do contato com os passageiros, nos bancos da frente e de trás.


Para os bancos da frente, os airbags mais comuns são os do volante, do painel, os laterais (que evita que o passageiro bata a cabeça nos vidros) e também o airbag do joelho.  Para os bancos detrás, as bolsas podem estar instaladas no encosto dos assentos frontais, nas laterais das portas e ainda na parte central do assento traseiro, para evitar que os passageiros batam entre si no caso de um capotamento ou colisão lateral.


Os mais recentes são: o airbag tipo cortina, que ficam instalados na tampa do porta malas. Esse modelo serve para impedir que os estilhaços do vidro traseiro atinjam os ocupantes dos bancos de trás. O cinto inflável, indicado para os passageiros do banco de trás, que ajuda a distribuir a força dos impactos e reduzir os movimentos entre o ombro e a cabeça. E ainda há o airbag para o pedestre, em que a bolsa fica posicionada abaixo do capô, inflando quando detecta um atropelamento, para evitar o choque direto da cabeça da vítima com o pára-brisa do veículo.


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Se o airbag abriu, tem que trocar

O sistema só pode ser acionado uma vez, se foi acionado é preciso ir à manutenção para trocar todo o sistema. É preciso também ficar atento se ele não precisa de reparos, mesmo sem entrar em funcionamento. Em média, as montadoras pedem para substituí-lo a cada dez anos. Um indicativo de que é preciso levar à revisão é se a luz do painel referente ao airbag continuar acesa com o carro em andamento. O normal é que ela acenda e apague quando se liga o carro.
 

Trânsito violento

Tornar a presença do airbag como obrigatória é uma medida para tentar amenizar o número de mortes e ferimentos graves decorrentes de acidentes automobilísticos no país. Atualmente, o Brasil é um dos países que mais contabilizam mortes no trânsito – são cerca de 35 mil por ano, ou 17,5 a cada 100 mil habitantes, de acordo com o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária). As causas desses acidentes fatais são muitas, mas as principais apontadas pelo Cesvi são: o mau comportamento dos motoristas brasileiros, a baixa qualidade de nossa malha rodoviária e, também, a frágil segurança de nossos automóveis.


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E a presença de airbag pode diminuir esse número? Pode sim.

Um estudo realizado em 2008 apontou que se todos os carros envolvidos em acidente no Brasil entre 2001 e 2007 tivessem airbag, 3.426 vidas poderiam ter sido poupadas e 71.047 dos que ficaram feridos nesse período, poderiam não ter se machucado, ou se machucado com menor gravidade. Isso significaria uma economia de mais ou menos R$ 2,2 bilhões para a saúde pública.
 

 

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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