Veja como abrir uma loja virtual e quais são as melhores áreas de 2016

Já pensou em ter um e-commerce? Esse setor tem apresentado um grande crescimento no país. Saiba quais são as melhores áreas para investir e como fazer para abrir uma loja virtual.

Veja como abrir uma loja virtual e quais são as melhores áreas de 2016
Saiba quais são as áreas mais promissoras para abrir uma loja virtual no Brasil

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Mesmo em tempos de crise, o comércio virtual vai de vento em popa no Brasil.  No último mês de novembro, os e-commerces brasileiros bateram recorde em vendas e provam que estão evoluindo ano a ano em diversos setores. Conheça quais são as melhores áreas para abrir uma loja virtual no ano que vem e quais são os primeiros passos para entrar nesse mercado.

Segundo dados recolhidos pela empresa E-bit, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro no mês de novembro de 2015 fechou em mais de 3 bilhões de reais, um aumento de 44% em relação ao mesmo período do ano passado. Além dos consumidores já estarem se habituando a fazer compras na internet, a Black Friday impulsionou muito as vendas. Só na sexta feira, 27, foram realizados 2,7 milhões de pedidos, um aumento de 38% frente a 2014, o que gerou lucro de 1.6 bilhão de reais.

Como abrir uma loja virtual e as áreas mais promissoras para 2016

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De acordo com Pedro Guasti, cofundador da E-bit, apesar do mercado brasileiro de e-commerce ser muito vasto, as áreas mais promissoras que empreendedores podem apostar no bom rendimento para o ano que vem são as 5 que mais venderam no primeiro semestre de 2015. Elas representam quase 60% do total de 49,4 milhões de pedidos realizados no período. Veja quais são elas:

1. Moda e acessórios

O setor que mais vendeu nos primeiros 6 meses desse ano foi o de itens de moda e acessórios, o que correspondeu a 15% total dos pedidos no comércio eletrônico. E isso tem uma explicação lógica: a entrada de lojas de moda já conhecidas pelos consumidores como a Renner, a Marisa e a Hering, por exemplo, fez com que muitas pessoas optassem pela praticidade da loja virtual visto que já conhecem a qualidade do produto e confiam na entrega. Nos Estados Unidos, onde o e-commerce já é forte há muitos anos, o setor de moda e acessório também está entre os campeões de venda, e agora o Brasil vem seguindo esse tendência.  O que tem se destacado nesse setor são lojas virtuais que alugam vestidos ou bolsas de grife por um tempo determinado e também aquelas que levam até a casa das clientes uma grande quantidade de roupas, elas provam em casa e devolvem somente as que não forem comprar. Um processo parecido com o que as “sacoleiras” fazem, só que de forma mais prática,  já que o cliente escolhe as peças que vai receber em casa.

O setor de moda e acessórios é alimentado principalmente pelas mulheres, 58% dos clientes do setor são do sexo feminino e têm entre 25 e 44 anos. Os itens mais vendidos de moda e acessórios nas lojas virtuais no primeiro semestre de 2015 foram os sapatos femininos, seguidos por tênis, vestidos e sandálias femininas.

2. Eletrodomésticos

Os eletrodomésticos sempre estiveram nas primeiras colocações dos maiores volumes de venda no comércio eletrônico. Eles eram os campeões entre 2010 e 2012, e desde 2013 estão em segundo lugar na porcentagem de vendas realizadas. No primeiro semestre desse ano foram responsáveis por 13% do número de vendas online. Entretanto, como são produtos de maior valor agregado do que os de itens de moda, são aqueles que têm o maior volume financeiro em lucros neste ano.

Segundo a pesquisa da E-bit, isso acontece devido ao perfil do consumidor brasileiro de eletrodomésticos. Eles são pessoas com mais de 40 anos que utilizam a internet para fazer pesquisa de preço. Como as lojas virtuais têm promoções tentadoras e prazos mais longos para pagar, esses consumidores acabam realizando a compra online.  Esse é um setor estável e promissor para abrir uma loja virtual em 2016.

3. Telefonia e celulares

Este setor apresentou uma contradição: a empresa de consultoria IDC Brasil apontou que a venda de celulares em geral no Brasil caiu 23% nos primeiros 9 meses de 2015. Entretanto, no comércio online, este setor apresentou crescimento de 54% no número de pedidos em relação ao ano passado e foi responsável por 11% do total de vendas. A explicação é semelhante à do sucesso dos eletrodomésticos: melhores precos e maiores prazos para pagar no comércio online. No ranking do faturamento, telefonia e celulares são a segunda maior categoria, com 18% do total.

4. Cosméticos, perfumaria, cuidados pessoais e saúde

Itens de higiene, beleza e saúde também apresentaram bom volume de venda nos primeiros 6 meses de 2015. Apesar de ter caído duas posições no ranking em relação a 2014, ainda foi responsável por 11% do total de vendas no período. O mercado ainda é considerado promissor principalmente para produtos de nicho. Dentro desse setor, micro setores tiveram destaque como produtos específicos para beleza e saúde masculina e cosméticos, perfumaria e cuidados pessoais feitos com matéria-prima orgânica. As lojas virtuais são ideais para esse tipo de mercado, já que são pequenos demais para entrar numa grande loja física, mas como o volume de vendas tem aumentado, mostra-se promissor para abrir uma loja virtual no ano que vem.

5. Livros e assinatura de revistas

O comércio de livros e revistas também teve destaque no volume de vendas do primeiro semestre, sendo responsável por pouco mais de 8% das vendas online brasileiras. Segundo os especialistas do E-bit, esse mercado é forte porque não dá margem ao: “não gostei”, “é diferente da imagem” ou “não me serviu”. Os livros e revistas são produtos que chegam exatamente iguais ao que parece na internet e os consumidores ficam satisfeitos com a compra. E quando ficam satisfeitos, voltam a comprar, se tornam clientes fiéis e ainda indicam a amigos. Esse perfil do consumidor de livros torna o mercado promissor a continuar a crescer no ano que vem.

Passo a passo para ter o seu negócio virtual

Confira os primeiros passos para abrir uma loja virtual no próximo ano e se aventurar nesse mercado que vem enfrentando a crise e crescendo ano após ano.

1º Passo – Planejamento

Para abrir uma loja virtual é necessário ter tanto planejamento como se você fosse abrir as portas de uma loja física. É preciso analisar o mercado, verificar o público consumidor e analisar a concorrência. Os nichos de mercado são aqueles que mais prometem crescimento no próximo ano, tenha em mente que você não vai abrir uma loja virtual para brigar com as grandes empresas que possuem lojas físicas no mesmo setor do seu produto, foque em vender  o que os seus concorrentes não têm.

2º Passo – Escolha da Plataforma de e-commerce

Ter a sua loja hospedada em uma boa plataforma é um passo importante para o sucesso do seu negócio e também uma forma de evitar dores de cabeça no futuro caso o seu negócio prospere. Veja os 3 principais tipos de plataformas disponíveis para abrir uma loja virtual:

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Plataformas Open Source – São plataformas gratuitas de e-commerce desenvolvidas por comunidades de programadores que não cobram taxas de utilização. São interessantes para quem está começando e não tem muito dinheiro inicial para investir, mas são limitadas e se o seu negócio crescer, pode ser necessário trocar de plataforma (e assim informar a todos os clientes que o endereço do site mudou).

Plataformas SaaS – São as mais utilizadas atualmente pelas lojas virtuais brasileiras. São plataforma desenvolvidas por empresas especializadas que oferecem estes sistemas para uso mediante ao pagamento de uma mensalidade ou qualquer outro tipo de taxa, como participação sobre as vendas. São aquelas que têm um sistema desenvolvido e colocam o layout com a marca da sua loja, te ensinam como utilizá-lo e se algum problema acontecer, você pode chamá-los para manutenção.

Plataformas Exclusivas – São sistemas de e-commerce criados exclusivamente para uma determinada empresa visando satisfazer necessidades específicas. Devido ao seu alto custo, é uma modalidade que vem aos poucos desaparecendo.

3º Passo – Formas de pagamento

Essas são as 3 principais formas de receber pagamentos online:

Intermediadores de pagamento: essa é a forma mais indicada para quem está começando um negócio – são simples de utilizar, são seguros e ainda assumem riscos em caso de fraudes. Os intermediadores  cobram uma taxa fixa por transação mais um variável sobre o valor da venda.

Gateways de pagamento: são soluções de pagamento mais profissionais e mais baratas do que os intermediadores de pagamento, já que cobram apenas uma taxa fixa por transação. Além disso, garantem conexões mais estáveis com as redes de adquirência (como Cielo e Redecard). No entanto, o empresário tem mais responsabilidades, pois eles não assumem riscos, então é preciso contratar um outro sistema anti-fraude e também precisará lidar com a adquirente na negociação por adiantamento de recebíveis e taxas.

Integrante direta com a adquirente: essa solução de pagamento é indicada para lojas virtuais que já têm experiência de mercado, que têm uma equipe para ficar por conta do site e que entenda de segurança de compras online. Ela é uma opção onde você não tem que pagar taxas fixas por transação, pois tem que negociar as taxas diretamente com o fornecedor. Pode ser uma opção que dê menos despesa para o negócio, mas que precisa de ter experiência em comércio online.

4º Passo – Sistema de segurança

Outro passo muito importante é a segurança da sua loja virtual. Você precisa garantir aos seus clientes que eles terão segurança ao informar seus dados pessoais e bancários para realizar compras no seu site. Os consumidores de e-commerce estão sempre à procura dos selos de segurança nos sites antes de realizar as compras. Existem dois tipos de segurança fundamentais em todo e-commerce:

SSL (Secure Socket Layer) – esse sistema de segurança é destinado à proteção dos dados pessoais fornecidos em cadastro pelo seu cliente para realizar a compra tal como nome, documentos (RG ou CPF), endereço, telefone etc. Muitas empresas de transações online, como a Cielo, por exemplo, exigem que você utilize um SSL.

Scan de Aplicação e IP – o sistema de segurança Scan de Aplicação e IP é destinado à proteção dos dados bancários do cliente. Ele busca vulnerabilidades no seu site que permitiriam que uma pessoa mal intencionada consiga acessar os dados do seu cliente dentro do site, nos cadastros. Dessa forma, o Scan encontra essas falhas e as aponta para sua equipe de desenvolvimento corrigir.

Por mais que os sistemas de segurança gerem custos fixos, eles são necessários e vitais para a manutenção e crescimento do seu negócio. Pode ter certeza que a segurança oferecida no seu site vai atrair mais clientes. E, se por acaso você não colocar mecanismos de segurança e algum cliente for lesado, o tamanho do prejuízo pode ser tão grande que pode comprometer o seu negócio. É melhor prevenir do que remediar.

5º Passo – Marketing da loja virtual

Não adianta você oferecer um produto com diferencial no mercado, colocar o site em uma boa plataforma, oferecer as melhores formas de pagamento e segurança ao cliente se ninguém sabe da existência da sua loja virtual. É preciso divulgá-la e isso também envolve custos. Mas você pode utilizar de vários meios online que não consomem muito dinheiro e dão resultados rápidos como:

Redes sociais – forma barata e eficaz de divulgar o seu negócio. Procure saber como utilizar o Facebook de forma profissional

Google Adwords - ferramenta de anúncios do Google que dá notoriedade ao seu site quando as pessoas buscam por produtos que são vendidos em sua loja virtual.

Ferramentas de aumento de conversão – Não adianta muita gente visitar o seu site se ninguém comprar nada. Existem ferramentas que ajudam a fazer dos visitantes do seu site o seu cliente.

Email marketing - o email marketing é um dos melhores canais de vendas de toda loja virtual. No cadastro, você pega o email das pessoas que já fizeram compras no seu site e passa a informá-las sobre novos produtos e promoções. É muito eficaz pois você vai ter o endereço eletrônico de alguém que já se interessa pelo seu produto. Existem ferramentas que podem te auxiliar na gestão da lista de emails.

6º Logística

Se você for ao site do Reclame Aqui vai perceber que o maior número de reclamações das pessoas a cerca de lojas virtuais é quanto à logística. Produto que não chega, que chega atrasado, que chega quebrado, que chega o produto errado. Portanto, esse é o calcanhar de Aquiles de muitas empresas que têm potencial para ser grandes mas que pecam na hora de entregar os seus produtos. O uso do serviço dos Correios e transportadoras é a solução mais comum. Se você for optar por uma transportadora, é aconselhável que feche contrato com uma empresa que já tenha tradição no segmento, para evitar problemas que podem acabam com a reputação do seu negócio.

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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