Cigarro eletrônico vale a pena para a saúde e para o bolso?

O cigarro eletrônico é um dispositivo que converte em vapor a nicotina diluída. O produto tem sido vendido como alternativa para deixar a dependência do cigarro.

Cigarro eletrônico vale a pena para a saúde e para o bolso?
Conheça os prós e contras do dispositivo

​Criado em 2003 por um farmacêutico chinês chamado Hon Lik, o cigarro eletrônico foi inventado como uma forma menos nociva de consumir a nicotina, sem que o tabaco fosse queimado. O aparelho funciona com o uso de refis, com ou sem nicotina em sua solução. Há opções de sabores como chocolate, menta e morango.

​Apesar de muito usado como uma técnica para parar de fumar, os especialistas negam essa comprovação. E a venda do produto é proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, justamente por não haver provas consistentes de seu uso ser seguro. No entanto, ele pode ser facilmente obtido em outros países em que sua venda é autorizada, como nos Estados Unidos.

Quanto custa manter o hábito do cigarro eletrônico?

Um cigarro eletrônico pode facilmente chegar a preços entre R$ 50,00 até R$ 1.200,00, e um maço de cigarros fabricado no Brasil custa em média R$ 7,00. Sendo assim, o usuário que consome diariamente um maço, no fim do mês o gasto será de R$ 210. Já se o fumante consome dois maços por dia, ele vai precisar desembolsar R$ 420 mensais.

​Se comparado ao cigarro comum, o uso do cigarro eletrônico pode ser mais vantajoso, já que o aparelho é recarregável (baterias e cartuchos). No mercado há aparelhos com bateria entre 500 mAh e 1000 mAh, que normalmente duram entre 8 a 12 horas de uso, e os cartuchos custam a partir de R$ 20,00 e equivalem a 20 cigarros tradicionais.

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Marcas

Conheça algumas das marcas do mercado e seus preços:

​Kanger eVod (US$ 40) - É um dos mais vendidos no mundo porque é bem completo. O kit contém duas baterias, duas piteiras e cinco Kanger Protanak Atomizers (onde fica a resistência que aquece o liquido e o transforma em vapor).

​V2 Descartável (US$ 15) - Esta marca de e-cigs é conhcida por unir qualidade e facilidade. O modelo descartável vem em duas opções: uma com sabor de menta e outra chamada de rich tobacco, que seria um sabor de tabaco artificial.

​eGo Twist (US$ 70) – Pioneiro no mercado e um dos mais famosos, esse modelo possui design diferenciado que separa a piteira da bateria.

​BluCig (US$ 10) – Também descartável, o BluCig é famoso pelos seus sabores diferenciados.

​v2-Ecig-battery - Esse cigarro recarregável produz bastante vapor e funciona com um esquema de cartuchos.

Cigarro eletrônico faz mal?

Não existem estudos conclusivos sobre os efeitos do cigarro eletrônico. De acordo com uma pesquisa realizada na Grécia com 30 voluntários em apenas cinco minutos fumando um desses dispositivos já há redução do fluxo de ar dos pulmões. E muitos usuários relatem sintomas como dores de garganta ou falta de ar ao usarem alguns desses dispositivos.

​Pesquisadores da Universidade dos Estados Unidos constataram que quando o cigarro eletrônico aquece o líquido a alta tensão (5 volts) se produz uma taxa de formaldeído mais elevada que a do cigarro comum, fazendo com que usuário inale diariamente o equivalente a três mililitros deste líquido, o que pode aumentar de 5 a 15 vezes o risco de câncer, em longo prazo.

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​Em relação à colaboração do dispositivo para quem busca cessar o vício ao cigarro comum, a discussão é ainda mais complexa. Uma análise feita pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos) mostrou que em um grupo de 861 voluntários que estavam tentando parar sozinhos, 13,8% deles tiveram sucesso em deixar o tabagismo. Já o segundo grupo, que recorria ao cigarro eletrônico, era composto de 88 voluntários, e 10,2% deles conseguiriam êxito em parar com o cigarro comum.

​E uma pesquisa, realizada no Reino Unido, analisou dados de 6 mil fumantes e constatou que um quinto deles conseguiu parar com a ajuda de cigarros eletrônicos. O índice foi 60% maior do que o atingido por aqueles que não usaram os aparelhos.

​Porém, uma revisão de 44 estudos publicada em maio de 2014 pelo Centro de Produtos do Tabaco da FDA concluiu que falta material que mostre o real impacto do cigarro eletrônico na saúde de seus usuários.

Obs.: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a ajuda médica. Para mais informações procure um profissional.

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