Ciência Sem Fronteiras dará bolsas em qualquer área

Mas para conseguir, estudante de pós-graduação deve ser selecionado por universidade renomada

Ciência Sem Fronteiras dará bolsas em qualquer área
O programa dará ênfase à concessão de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado

Desde quando foi criado, em 2011, o programa Ciência sem Fronteira, de financiamento de estudos para alunos brasileiros no exterior, estava restrito às áreas de exatas e biomédicas. Agora, o programa passará também a atender alunos de pós-graduação de todos os cursos, inclusive da área de humanas e artes. Mas para isso, o estudante deverá ter sido selecionado por universidades internacionais renomadas.

O novo formato do Ciência sem Fronteiras será lançado em 2017. De acordo com o governo, ainda não foi determinado o número de beneficiários que serão atendidos pelo Programa, já que isso depende do orçamento a ser aprovado para o Ministério da Educação.

Outra mudança é que agora os estudantes poderão pleitear também bolsas de mestrado, o que não era possível anteriormente. "Não haverá limitação por país, universidades e/ou cursos, mas será exigida excelência da instituição de destino. O programa contemplará todas as áreas do conhecimento", explicou a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação responsável pelo novo formato do programa.

Neste novo formato, o programa dará ênfase à concessão de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Antes, os alunos de graduação eram os maiores beneficiados e foram excluídos desse novo Ciência sem Fronteiras. Em 2011, por exemplo, foram mais de 92 mil bolsas concedidas, cerca de 79% destinadas aos alunos da graduação. O Ministério da Educação considerou alto o custo de R$ 3,2 bilhões para atender 35 mil bolsistas de graduação em 2015.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Mendonça Filho, ministro da Educação, afirmou que "o intercâmbio de graduação é absolutamente inconsistente do ponto de vista técnico". Disse também que o financiamento de cursos de pós-graduação "é bem-vindo e necessário". O Ciência sem Fronteiras também estuda oferecer aos melhores alunos do Ensino Médio da rede pública a chance de fazer cursos de línguas de curta duração no exterior, durante as férias.

Principais destinos

Os principais destinos dos estudantes brasileiros que receberam bolsas por meio do Ciência sem Fronteiras foram Estados Unidos, Canadá, França, Austrália e Alemanha. O Programa, lançado em 2011, no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, destinou quase 80% das bolsas a alunos da graduação.

Na época de seu lançamento, a previsão era conceder 101 mil bolsas de estudo no exterior, sendo 75 mil a serem financiadas pela União e 26 mil pela iniciativa privada. Foram concedidas 92 mil bolsas, com um investimento de cerca de R$ 12 bilhões. As áreas com maior número de estudantes beneficiados foram engenharia, biologia, ciências da saúde e a indústria criativa.

Foto: Reprodução Pexels

Veja também:

Gostou? Compartilhe!
Michelle Monte Mor Michelle Monte Mor

Formada em Comunicação Social e em Mídias Digitais. Escreve sobre o setor automotivo desde 2004. Não larga o smartphone e vive conectada às redes sociais. Adora viajar e dirigir.

Receba mais informações como esta!

Receba a nossa newsletter

Ao submeter os seus dados receberá a newsletter, ofertas e publicidade enviado por e-konomista.com.br e pelos nossos Parceiros e aceita os Termos e Condições e a Política de Privacidade. Os dados submetidos serão compartilhados com os nossos Parceiros.

Enviar