As 25 cidades mais violentas do Brasil

Saiba quais são as cidades mais violentas do Brasil, onde estão localizadas e quais são os motivos pelos quais elas estão entre os locais mais perigosos do país.
 

As 25 cidades mais violentas do Brasil
Sua cidade está entre as mais violentas do país?

A violência no país é evidente e parece cada vez maior, e segundo o “Mapa da Violência 2016 – Homicídios por Arma de Fogo” os números são mais assustadores do que aquilo que é visto na TV e nos jornais.

O número de homicídios por arma de fogo cresceu 592,8% desde 1980 até 2014, quando os dados da pesquisa foram coletados. Cerca de 85,8% das mortes por arma de fogo no país são provocadas por assassinato.

Confira o ranking das cidades mais violentas do Brasil e mais informações do relatório.

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Saiba quais são as cidades mais violentas do Brasil

O Mapa da Violência 2016 analisou os crimes cometidos entre 2012 e 2014 e mostrou que cerca de três mil municípios juntos concentram 98% dos homicídios de todo o país.

As cinco primeiras cidades colocadas no ranking fazem parte do Nordeste, região com a maior taxa de homicídios por arma de fogo: 32,8 por 100 mil habitantes.

Em primeiro lugar está o município da Mata de São João, na Bahia, com a taxa média de 102,9 mortes por 100 mil habitantes. Na última analise do estudo, feito com base de 2010 a 2012, o município ficou em quinto, com 93,1 homicídios por 100 mil habitantes.

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Em segundo lugar entre as cidades mais violentas do Brasil está o município de Murici, no Alagoas, com 100,7 homicídios por 100 mil habitantes; em terceiro, Satuba, também no Alagoas, com 95,5 homicídios por 100 mil habitantes.

A cidade de Conde, na Paraíba, está em quarto lugar com 94,4 homicídios por 100 mil habitantes. O município de Eusébio, no Ceará, está em quinto lugar com 93,4 homicídios por 100 mil habitantes.

Confira as outras 20 cidades mais violentes do Brasil que compõem o Mapa:

  • Pilar (AL): 92,5
  • Ananindeua (PA): 91,6
  • Simões Filho (ba): 91,4
  • Pojuca (ba): 87,3
  • Lauro de Freitas (BA): 85,9
  • Marechal Deodoro (AL): 85,2
  • Quixeré (AL): 85,1
  • Itabuna (BA): 81,2
  • Porto Seguro (BA): 81
  • Rio Largo (AL): 80,5
  • Santa Rita (PB): 80
  • Itaitinga (CE): 79,9
  • Arapiraca (AL): 79,7
  • Tabuleiro do Norte (CE): 78,1
  • Horizonte (CE): 77,9
  • Maceió (AL): 77,2
  • Jaguaribara (CE): 76,8
  • Fortaleza (CE): 75,3
  • Santa Cruz Cabrália (BA): 75,1
  • Macaíba (RN): 75

Sobre o relatório

O relatório que aponta as cidades mais violentas do Brasil considerou apenas cidades com mais de 10 mil habitantes e foi elaborado pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (Flacso), sob coordenação do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz.

Este é o quinto estudo sobre a letalidade das armas de fogo realizado pela instituição. O primeiro foi divulgado em junho de 2005 e analisou dados de 1980 até 2003, ano de promulgação do Estatuto do Desarmamento.

O levantamento revelou que em 1980 o número de mortes por arma de fogo no país foi de 8.710, sendo 6.104 homicídios. Em 2014, a parcela de homicídios representava 42.291 das 44.861 vitimas de disparo de arma de fogo. A estatística leva em conta as mortes por homicídio, suicídio, acidental e indeterminado.

O Nordeste concentra a maior parcela de homicídios por arma de fogo e o maior número de cidades mais violentas do Brasil. Nos outros estados, os números são bem menores:

  • Centro-Oeste: 26 por 100 mil habitantes
  • Norte: 23,1
  • Sul: 16,3
  • Sudeste: 14

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Quais são os motivos:

Ate o fim da década de 90 o maior número de homicídios se concentrava em algumas poucas grandes metrópoles, em especial nas áreas metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro e em menor escala no Recife, Vitória e Belo Horizonte. Alguns fenômenos foram apontados pelo relatório para explicar a mudança nas taxas:

  • O esgotamento do modelo de desenvolvimento econômico vigente, concentrado em poucas grandes metrópoles, que reorientou o fluxo de capitais e de mão de obra para novos locais, até então virgens em desenvolvimento;
  • A aprovação do Plano Nacional de Segurança Público, junto com um Fundo de Segurança Pública, que contribuíram para melhorar as estruturas dos aparelhos de Segurança Pública dos estados mais violentos da época;
  • Ambos os fatores, potencializados pela guerra fiscal empreendida por diversos municípios para atrair investimentos, originaram a emergência de novos polos de desenvolvimento, que atraíram investimentos e fluxos populacionais, mas também criminalidade e violência, diante da virtual ausência das instituições do Estado, fundamentalmente as da Segurança Pública.

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Elisabete Machado Elisabete Machado

Brasileira, natural de São Paulo, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e Pós-graduada em Fundamentos da Cultura e das Artes pela Universidade Estadual Paulista. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa.

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