Carros elétricos: será que vale a pena?

Os motivos por que a tecnologia dos carros elétricos ainda não consegue ser bem difundida no Brasil. Veja preços e comparativos. 

Carros elétricos: será que vale a pena?
Carros elétricos são mais econômicos e sustentáveis, mas. vale a pena comprar um?



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Os carros elétricos são uma aposta de grandes montadoras como o futuro do automobilismo. Carros silenciosos, que trarão uma economia significativa em combustível para o bolso do motorista e que são capazes de reduzir em até 90% os gases do efeito estufa. Por esse lado, esses veículos só parecem ter vantagens, certo?  No entanto, ter um carro elétrico no Brasil nos dias de hoje é completamente inviável. Confira o porquê.


 

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Custo do carro elétrico

Os carros elétricos são mais caros do que os carros de combustível líquido em todo lugar do mundo. Mas aqui no Brasil, os preços chegam a ser absurdos. Isso porque as taxas que envolvem a produção de um carro aqui no Brasil são muito altas – o que torna os elétricos bem mais caros aqui do que em diversos outros países, mesmo quando comparamos modelos idênticos.


Os carros elétricos são considerados produtos de nicho, aqueles que são produzidos em menor número, até então. Se os carros comuns a combustível líquido – que são produzidos em larga escala e com isso conseguem baratear os custos – ainda custam muito caro no país, os produtos de nicho custam ainda mais.


 
 

Problema de abastecimento

Para se ter um carro elétrico é preciso que as cidades ofereçam infraestrutura suficiente para abastecer esses veículos. Seriam necessários postos de combustível que ofereçam a opção de recarregar os veículos elétricos, algo que é inexistente no país até então.
 

Além disso, para manter é um carro elétrico é preciso que você tenha um gerador de energia doméstico, para recarregar a bateria em casa. Uma das poucas desvantagens do carro elétrico frente aos veículos comuns é o tempo que se demora para carregar. As empresas estão investindo cada dia mais na possibilidade de um carregamento mais rápido, mas nos dias de hoje, para completar a carga de um elétrico é preciso entre 6 e 8 horas. Outra desvantagem: a bateria não dura tanto tempo, o que impede o veículo de fazer viagens longas.
 

Como ninguém pode ficar todo esse tempo parado num posto de combustível esperando recarregar, o ideal é ter uma bateria extra dentro do carro. Mas aí novamente os custos de importação tornam a tarefa quase impossível. Uma bateria extra para um carro elétrico popular no Brasil custaria em torno de R$ 100 mil.

 


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Peças e manutenção

Como o Brasil ainda não produz carros elétricos, a manutenção e compra de peças desse tipo de veículo no país também é inviável.  Sem a presença de assistências técnicas autorizadas no Brasil, caso o seu carro tenha algum defeito ou sofra algum dano como uma batida, repor peças e mandar à manutenção se tornariam uma verdadeira dor de cabeça com custo altíssimo.


 

Incentivo ao etanol prejudica mercado dos elétricos

Essa é a opinião de um dos maiores empresários do ramo automotivo, Sérgio Habib,  que é presidente do grupo SHC, empresa responsável pela importação oficial dos carros chineses da JAC e dos ingleses da Aston Martin. Segundo ele, o incentivo fiscal ao etanol prejudica o desenvolvimento dos carros elétricos no país assim como o incentivo à produção de petróleo barra o desenvolvimento dessa tecnologia nos EUA.  Os combustíveis que são ‘apadrinhados’ pelos governos impedem o desenvolvimento desse nicho de carros muito mais sustentáveis.
 

 

Os carros elétricos no Brasil

Apesar da inviabilidade do uso do carro elétrico, já chegam no Brasil veículos importados híbridos – que se movem tanto com combustível elétrico ou líquido. Verifique as marcas, modelos e preços disponíveis:
 

  • BMW i3 – custa a partir de R$ 221.950, chegou em setembro de 2014 como primeiro elétrico vendido no varejo no país.
 
  • BMW i8 - superesportivo híbrido de R$ 799.950, usa um motor 3-cilindros turbo de 1,5 litro no eixo traseiro, combinado com outro elétrico na dianteira.
 
  • Ford Fusion Hybrid - custa R$ 142 mil para combinar um motor 2.0 Duratec a outro elétrico.
 
  • Lexus CT 200h - Híbrido não-plugável parte de R$ 127 mil e compartilha quase todo o conjunto mecânico com o Toyota Prius.
 
  • Mitsubishi i-MiEV - Também alimentado por baterias de íon-lítio, o pequenino elétrico gera meros 64 cv de potência, porém impressionantes 18,4 kgfm de torque; valor estimado para o mercado brasileiro seria R$ 200 mil.
 
  • Mitsubishi Outlander PHEV Híbrido – custa R$ 190 mil, permite recargas na tomada e cobra R$0,03 por quilômetro rodado.
 
  • Nissan Leaf - Usado por frotas de táxis em São Paulo e Rio de Janeiro, o rende bons 108 cv e tem autonomia de pouco mais de 130 quilômetros; preço sem incentivos pode chegar a R$ 250 mil.
 
  • Renault Twizy - Montado na usina de Itaipu, para servir de transporte interno aos funcionários, o estranho e divertido elétrico Renault Twizy leva até dois passageiros com autonomia de 80 km/h; não sairia por menos de R$ 200 mil na concessionária.
 
  • Renault Zoe - Vendido a frotas de empresas de energia e órgãos públicos, Renault Zoe é elétrico também acima dos R$ 200 mil.
 
  • Toyota Prius - Veículo de propulsão alternativa mais popular do mundo, Toyota Prius cobra R$ 114.350 no Brasil; motor 1.8 a gasolina age em convergência com um elétrico não-plugável, rendendo combinados 136 cv.



Como se pode perceber, nada de preços populares por enquanto.


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Carros elétricos no exterior

Na Europa, Ásia e Estados Unidos os carros elétricos já começam a ganhar as ruas. Mas em relação aos preços, eles ainda não saem barato mesmo nos países onde ter um elétrico é viável. Nos Eua,  um Volkswagen Golf, por exemplo, custa perto dos US$ 22 mil na versão comum e cerca de US$ 35 mil na versão elétrica. Esses US$ 13 mil de diferença é que fazem os carros sem emissão de poluentes se tornarem um mercado de nicho.


 

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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