Carros bons que são pouco vendidos

O público não costuma perdoar veículos que sejam reajustados com preços acima da média ou que não apresentem bom custo benefício, mesmo que sejam carros bons.

Carros bons que são pouco vendidos
Conheça carros bons que fracassaram

O mercado automotivo é implacável com os veículos que deixam de atender os requisitos procurados pelos consumidores. Há carros bons, alguns excelentes, mas que apresentam desempenho ruim nas vendas. Se os carros mais emplacados se destacam por apresentar um mix de vantagens e equilíbrio na relação custo benefício, outros modelos fracassam por não conseguir superar certos entraves, mesmo que sejam ótimos veículos.

Numa releitura dos 10 modelos que poderiam, mas nunca foram sucesso de vendas, um fator em comum chama a atenção: o preço. Esse é o principal fator de atração para que um carro se mantenha entre os mais vendidos. Obviamente, não se trata apenas disso, cada caso tem uma peculiaridade que explica seus pífios resultados no comércio. Confira:

Carros bons, vendas, nem tanto

Esses modelos têm tudo que os carros mais vendidos têm, mas, em algum quesito, eles acabam perdendo. Mesmo sendo carros bons, jamais conseguiram, na maioria dos casos, serem líderes em emplacamentos.

Volkswagen Up! (R$ 44.290)

Lançado em 2014 com pompa e circunstância pela Volkswagen, o Up! era a aposta da montadora para se tornar uma espécie de Fusca, ou seja, um carro sucesso de vendas, barato e amado pelos brasileiros. De fato, em relação a seu principal concorrente, o Gol, o Up! apresentava, quando foi lançado, diversas vantagens comparativas, algumas permanecem, como o motor de três cilindros 1.0 bem mais econômico. Hoje, o Gol é o sétimo carro mais emplacado do Brasil, enquanto o Up! ocupa uma modesta décima terceira posição. Pouco para quem pretende ser o mais querido do Brasil.

Kia Picanto (R$ 40.026)

No caso do Picanto não é difícil perceber o que o levou a ser um fracasso comercial retumbante. De nada adiantou o pioneirismo em motores 1.0 de três cilindros, pois nunca deixou de ser importado, o que encarece o seu preço, se comparado a modelos similares. Talvez a falta de itens de série como vidros elétricos traseiros, computador de bordo e retrovisores com regulagem elétrica também ajude a entender porque o Picanto não esteja nem entre os 50 mais vendidos.

Ford Focus Fastback (R$ 91.990)

Embora o Focus hatch seja um dos bons carros que fazem valer sua condição também nas vendas - 45° mais vendido - o mesmo não acontece com sua versão sedã. Chamado pela Ford de fastback, o Focus sedã jamais agradou ao público e pelo jeito isso não deve mudar, ainda mais com o preço não muito convidativo.

Hyundai i30 (R$ 85.990)

Eis um ótimo exemplo de um dos carros bons que tinha tudo para deslanchar, mas por ter tido seu preço reajustado na hora errada, na segunda geração, perdeu o bonde. Outra mudança para lá de infeliz foi ter mudado o motor 2.0 para um 1.6, passando de 145cv para minguados 128cv. Quando resolveu voltar a um motor mais potente, passando a ser 1.8 com 150cv, era tarde: o i30 já havia caído em desgraça. Hoje, o carro é bastante criticado pelo seu custo benefício ruim, já que apresenta-se como premium sem entregar o que promete.

Honda Accord (R$ 156.300)

No caso do Honda Accord, não é difícil identificar porque perde feio para o seu principal concorrente, o Ford Fusion. Enquanto o Accord tem preço na casa dos 150 mil, o Fusion é vendido a R$ 108.400. Nem a mudança na matriz de importação - agora vem dos Estados Unidos, ao invés do Japão - fez com que a polpuda diferença de preços diminuísse.

Peugeot 208 (R$ 48.190)

Os carros de montadoras francesas, mesmo sendo carros bons, carregam má reputação por causa do pós venda problemático. Isso gera desconfiança entre os consumidores, mesmo que o 208 seja um carro super bem equipado com itens de série. E olha que o carrinho é econômico: chega a apresentar consumo de 21km/l de gasolina rodando na cidade.

Volkswagen Amarok (R$ 98.460)

Assim como o Volkswagen Up!, a Amarok foi lançada em 2011 com bastante expectativa, já que vinha equipada com uma série de itens bastante tecnológicos, como o moderno câmbio ZF, ar condicionado digital, som MP3 com Bluetooth, controle de estabilidade (ESP), sistema de assistência em descidas e computador de bordo com tela LCD centralizado no painel. Mesmo assim, os preços sempre acima da concorrência não deixaram a Amarok sair do atoleiro.

Peugeot 2008 (R$ 68.590)

A pecha de mau atendimento no pós venda da Peugeot também não poderia deixar de acompanhar o seu SUV compacto. Enquanto seus principais concorrentes, o Honda HR-V e o Jeep Renegade estão entre os dez carros mais vendidos do Brasil, o 2008 aparece lá na distante 37ª posição.

Citroen C4 Lounge (R$ 69.990)

A má fama da Peugeot acompanha a também francesa Citroen, e com o sedã médio C4 a coisa não é diferente. Mesmo com robusto motor 2.0 de 166cv, o C4 não é páreo para o Civic, que está entre os 50 mais vendidos do Brasil. No segmento, outra lavada: enquanto o Civic é o segundo mais vendido, o C4 Lounge ocupa apenas a nona posição.

Ford Ranger (R$ 99.500)

O mercado de pickups grandes têm quatro modelos brigando pelo posto de mais vendida do segmento, já que estão na casa das cinco cifras em número de unidades emplacadas em 2016. A Ranger, embora conte com diversos itens de segurança e conforto exclusivos, está longe de superar a Fiat Toro (24.347 emplacamentos), Toyota Hilux (22.519 emplacamentos) e Chevrolet S-10 (15.676 emplacamentos). A pickup da Ford, com suas 10.307 unidades vendidas até agosto, vai comendo poeira.

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Julio Benck Julio Benck

Jornalista em permanente formação, entende que toda profissão tem sua arte e uma beleza característica, é só saber encontrar.

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