Por que os carros antigos eram mais resistentes e perigosos?

O perigo nas colisões de carros antigos está justamente na vulnerabilidade do motorista e o carona, os primeiros a serem atingidos em caso de impacto frontal.

 

Por que os carros antigos eram mais resistentes e perigosos?
Teste revelou a verdade sobre a resistência dos carros antigos

Contra a força não há resistência, diz uma conhecida expressão popular, embora possa se dizer com mais propriedade o contrário. Um bom exemplo disso está nos carros de passeio modernos, menos fortes em termos de materiais empregados em sua construção, mas muito mais seguros e resistentes contra impactos, se comparados com os carros antigos, notadamente os das décadas anteriores às de 1990.

Foi nessa década que importantes medidas começaram a ser implementadas pelas montadoras no Brasil, como o primeiro carro fabricado com freios ABS de série, o Santana da Volkswagen. Nesse mesmo período, surgiu por aqui um outro modelo pioneiro, o Fiat Tipo, que lançou o airbag, hoje item de segurança obrigatório em todos os veículos automotores em quatro ou mais rodas.

Os carros modernos são mais fracos?

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Os aficionados por carros das gerações mais antigas não cansam de exaltar as virtudes dos seus modelos preferidos, destacando principalmente uma suposta maior resistência dos materiais. Não é difícil ouvir um fã de carros mais conservador dizer que os carros de hoje são fracos, feitos de plástico e outros comentários depreciativos.

Em parte eles estão certos, já que de fato o material empregado nos carros atuais são mais refinados, e, em vez de solda, as partes são unidas com a utilização de adesivos desenvolvidos especificamente para essa finalidade. Além disso, a lataria dos carros atuais precisou mudar totalmente sua concepção em termos de tecnologia. Se antes o escopo era o uso do aço em forma mais bruta, hoje a nanotecnologia engloba a borracha, alumínio e os plásticos como aditivos para garantir não apenas resistência, como também menos peso e menor impacto ambiental.

Teste revela diferenças entre modelo de 1959 e 2009 no quesito segurança

Não se pode deixar de considerar que a segurança em um carro não depende apenas da dureza do material utilizado em sua fabricação. Se antes era essa a única forma de garantir veículos mais seguros, com o tempo foi-se avançando na percepção de que é necessário desenvolver não apenas carros com materiais fortes, mas que contemplem uma conjuntura de fatores que os tornem seguros graças às técnicas envolvidas nas linhas de montagem.

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O Instituto de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos ao completar 50 anos, realizou um teste de colisão entre um Bel Air 1959 e um Chevrolet Malibu 2009. Com os carros postos em rota de impacto e com os respectivos habitáculos paralelos a 40 km/h, o resultado foi uma clara evidência de que, hoje, os carros são muito mais seguros. Enquanto o Malibu teve apenas sua frente seriamente destruída, o Bel Air 1959 apresentou riscos muito maiores ao motorista, uma vez que não ofereceu nenhum tipo de proteção no habitáculo. Até a roda dianteira acabou invadindo o espaço do motorista, colocando em xeque a suposta segurança proporcionada por sua estrutura mais forte e pesada.

Dessa forma, fica comprovado que os carros atuais, ao serem fabricados com métodos de engenharia que visam a segurança dos ocupantes, são de fato superiores aos modelos antigos, mesmo que toda a “couraça” que era utilizada na sua fabricação fosse mais dura e forte.

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Julio Benck Julio Benck

Jornalista em permanente formação, entende que toda profissão tem sua arte e uma beleza característica, é só saber encontrar.

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