Por que o Brasil deve terminar o ano com muito mais desempregados do que começou

Enquanto países severamente afetados pela crise financeira mundial se reerguem, o Brasil cava um buraco ainda mais fundo relacionado à indústria e comércio.

Por que o Brasil deve terminar o ano com muito mais desempregados do que começou
Veja como a crise financeira afetou a indústria, o comércio e o bolso do brasileiro

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Enquanto alguns países severamente afetados pela crise financeira mundial estão se reerguendo, o Brasil - que aparentemente passaria ileso pela quebra geral em 2008 – cava um buraco ainda mais fundo e comandado por escândalos no cenário político, reajustes fiscais e uma população perdendo gradativamente seu poder de compra, tornando este um país que perde drasticamente sua competitividade.

A crise na indústria e seu reflexo à população

Nos últimos anos, o povo brasileiro vêm assistindo de mãos atadas ao declínio da indústria no país. Diante dos altos custos para manter a produtividade em ritmo acelerado, o governo lançou o Plano Brasil Maior a fim de impulsionar a inovação e ajudar a competitividade da indústria. No entanto, os efeitos deste plano só viriam a longo prazo, enquanto a solução era necessária de imediato, frente a hiper concorrência internacional. Por fim, a desvalorização do real e a disparada da moeda americana tornaram as chances de retomada da indústria ainda mais pessimistas.

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Até o fim deste ano o Brasil deve perder, em média, 1,4 milhão de postos formais de trabalho, resultado ainda bastante semelhante ao saldo negativo de 2015, o qual contabilizou uma perda de 1,6 milhão. Diante desta previsão, a indústria será responsável por 558 mil postos a menos, entrando para um dos setores com as maiores baixas. De acordo com especialistas, o quadro só tem previsão de melhora a partir de 2017.

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Com tantos cortes em produção e contratações na indústria, a reação em cadeia assola os demais segmentos ainda fragilizados pela crise, como o comércio. Tal fato gera baixa no poder de compra e, consequentemente, estagna a indústria e reduz o quadro de funcionários, voltando ao início do ciclo.

Garantia a curto prazo

Com a incerteza de seu sustento, tanto a indústria quanto o comércio têm recorrido a contratos temporários de seus funcionários ao invés de efetivações, as quais tiveram uma queda de 36% em 2015 - medida essa que foi aplicada inclusive a níveis hierárquicos que costumavam ser fixos. A título de comparação, as efetivações em 2015 foram de apenas 6% enquanto o nível histórico é de 15%.

No entanto, estes temporários demonstraram uma média de pagamento 30% maior que nos anos anteriores, característica que deve se manter neste ano. Em 2013, no comércio, o teto salarial dos temporários era de R$ 975; já em 2015 esse valor subiu para R$ 1.320. Na indústria, a diferença dos três anos foi de R$ 465, passando de R$ 1.225 para R$ 1.690.

Diante da corda bamba vivida pela economia brasileira, este deve ser o cenário do varejo e da indústria por, pelo menos, mais dois anos. Cabe ao empresário ou empregado inovar, empreender de forma criativa ou encontrar saídas eficazes para investir em segmentos menos afetados pela crise atual.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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