Bati o carro, e agora?

Quando um acidente de trânsito é provocado, por imprudência, negligência ou imperícia, é comum o desespero externado na famigerada frase “bati o carro”.

Bati o carro, e agora?
Dizer “bati o carro” não ajuda na hora de um acidente

Colidir no trânsito, não importa se na cidade ou na estrada, pode levar motoristas, principalmente os inexperientes, a perder a calma. Desespero, afobação e tentativas precipitadas de socorrer vítimas não resolvem. “Bati o carro, e agora?” é a maior dúvida quando se provoca um acidente ou quando o envolvimento em um é involuntário.

Acidentes automobilísticos foram responsáveis por 43.075 mortes no Brasil em 2014, de acordo com o Ministério da Saúde. Uma estatística alarmante e que chama a atenção para a falta de formação e educação de boa parte dos motoristas brasileiros.

Meu Deus, bati o carro!

Para quem já sofreu um acidente de trânsito, essa certamente foi a primeira frase que veio à cabeça após a colisão. Reagir com espanto e uma certa atonia é normal num primeiro momento, mas, após a estupefação inicial, é hora de respirar fundo, manter a calma e agir com frieza. Afinal, pode haver vidas em jogo, e salvá-las dependerá da presteza de quem está consciente na hora.

Não há estatísticas sobre quantos motoristas se desesperam na hora de um acidente ou que exclamam “bati o carro”, mas, em compensação, fontes seguras garantem que a rapidez do socorro médico tem relação direta com o sucesso no atendimento às vítimas de trânsito. Portanto, antes de mais nada, o motorista que provoca um acidente e permanece consciente precisa assumir sua responsabilidade e prestar atendimento o mais rápido possível.

Vítimas, carros e trânsito: o que fazer

Em relação às vítimas, o procedimento padrão é imediatamente ligar para 193 (Bombeiros) e verificar o estado de consciência da vítima que esteja impossibilitada de se mexer. Não se deve tirar um acidentado do lugar em nenhuma hipótese, a não ser que um perigo maior o ameace na sua posição. Não se deve dar água tampouco mover algum de seus membros. No máximo, deve-se tentar conversar para mantê-lo consiciente até a chegada do socorro médico.

Recebi uma multa injustamente, como recorrer?

Se não há vítimas, o procedimento indicado é, primeiramente, liberar a via, retirando os carros envolvidos da pista, se possível. Não é necessário manter tudo no mesmo lugar, a Polícia só precisa comparecer para fazer o registro, e nada mais, isso se não houver entendimento entre os motoristas na hora.

Deve-se ter bastante atenção e, claro, honestidade para assumir eventuais erros que levem a causar um acidente. A melhor solução sempre é a que se baseia num acordo justo para todas as partes envolvidas. Caso seja difícil avaliar quem causou a colisão, aí sim, deve-se fazer o registro de ocorrência para posterior investigação pelas autoridades e pelas seguradoras, caso algum dos motoristas tenha um seguro contratado. Bom senso e transparência certamente são mais úteis que a simples e inócua observação “bati o carro”.

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