6 atletas paralímpicos que você precisa conhecer

Foram traumas, preconceitos e vidas inteiras marcadas por limitações. Mas para esses atletas paralímpicos a superação marcou o início de uma nova vida.

6 atletas paralímpicos que você precisa conhecer
Conheça algumas história de coragem e superação para chegar entre os melhores.

Muito mais que atletas paralímpicos, os nomes que fazem parte desse grande evento de superação são heróis e exemplos de que a vida continua. Para estes e tantos outros, não há limites para quem tem um sonho.

A história de superação de grandes atletas paralímpicos

Representado por 285 atletas paralímpicos, os Jogos Rio 2016 será resumido por um time de vencedores merecedores do ouro apenas por alcançar esse ápice em seus sonhos pessoais. Isso não se aplica somente ao esporte, nossos superatletas tiveram de encarar dificuldades, preconceitos, traumas e reviravoltas em suas vidas para chegarem onde estão.

1. Daniel Dias (Natação)

Nascido em 1988, na cidade de Campinas, os pais de Daniel o receberam com a notícia de que o bebê não possuía pés ou mãos. Sua superação teve então início logo aos primeiros anos de vida, quando precisou passar por uma cirurgia que o permitiria fazer o uso de próteses, e então começar a andar.

Mesmo com suas limitações, Dias aprendeu a tocar bateria e sempre foi fascinado por esportes, mesmo quebrando todas as próteses enquanto jogava bola. Entretanto, aos 16 anos conheceu a natação e em oito aulas já nadava em quatro estilos diferentes.

Considerado um dos maiores atletas paralímpicos do Brasil, Daniel coleciona um total de 15 medalhas, 14 títulos e 6 recordes mundiais na modalidade. E atualmente, com o intuito de inserir jovens com necessidades especiais ao esporte, Daniel é idealizador do projeto Nadando Com Daniel Dias.

2. Terezinha Guilhermina (Atletismo)

Aos 37 anos, Terezinha é um exemplo de superação e conquista, sem nunca abrir mão do sorriso e da autoestima. Especializada nas corridas de 100, 200 e 400 metros rasos, a velocista sofre de uma deficiência congênita, chamada de retinose pigmentar, responsável por tirar-lhe a pouca visão que tinha.

De origem humilde, entrar no atletismo não foi uma tarefa fácil, pois não possuía condições para comprar um tênis adequado. Por consequência, entrou na natação contra sua vontade, pois o que tinha era um maiô de banho.

Assim que sua irmã conseguiu lhe calçar os pés, Terezinha decolou. Sempre abusando das cores nos cabelos, na maquiagem e nas máscaras que utiliza durante as corridas, a atleta frisa que seu mundo é colorido e é dessa maneira que deseja ser vista. Em jogos paralímpicos, já conquistou três medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze, sendo sua primeira competição em Atenas no ano de 2004.

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3. Luis Carlos Cardoso da Silva (Paracanoagem)

Em um drama relativamente recente, Luis Carlos se tornou um dos maiores atletas paraolímpicos do país após ter de recomeçar sua vida sem mais poder fazer o que amava, dançar.

Até o final do ano de 2009, Cardoso era um dançarino profissional, quando se viu paraplégico devido o alojamento de um parasita em sua medula. A partir daí, aliado ao baque decorrente da morte de sua mãe, o atleta encontrou na canoagem uma nova motivação para sorrir e recuperou a vontade de viver.

O processo de reabilitação através do esporte se tornou paixão e descobriu-se um talento, o qual já rendeu medalhas no Campeonato Brasileiro e Jogos Parapan-americanos. No Rio 2016, Luis Carlos terá sua chance de estrear em grande estilo na modalidade.

4. Jovane Guissone (Esgrima)

Nascido em 1983 e com o sonho de ser um militar, a história de Jovane o fez mais uma vítima da violência quando, em 2004, reagiu a um assalto e um tiro fez com que perdesse o movimento das pernas.

Após 20 dias em coma e dois meses de UTI, Guissone teve seu pulmão, baço e duas costelas perfuradas pelo projétil, que se alojou na coluna. A cirurgia era delicada e ainda corria o risco de deixa-lo tetraplégico. Findo seu sofrimento em uma cama de hospital, Jovane passou mais dois anos em fisioterapia e lutou contra a vergonha de sair de casa em uma cadeira de rodas.

Foi então que, por indicação de amigos, resolveu treinar basquete em 2007. Um ano depois, foi apresentado à esgrima, onde começaram as competições, conquistas e um novo sentido para a vida. Líder do ranking mundial de esgrima sobre cadeira de rodas, Guissone é promessa para o Rio 2016.

5. Lia Maria Soares (Basquete em cadeira de rodas)

Vítima de atropelamento aos 25 anos, a paraense Lia Maria Soares perdeu metade de sua perna direita devido ao acidente. Atualmente, aos 29 e atuante no time de basquete em cadeira de rodas, Lia já acumula títulos como o bronze no Parapan de Toronto, ouro e cestinha no Campeonato Brasileiro em Recife, além de ser considerada a melhor paratleta em sua modalidade pelo Prêmio Paralímpico.

6. Alan Fonteles (Atletismo)

Aos 24 anos de idade, Fonteles é uma das promessas de sucesso nas Paralimpíadas Rio 2016. Sua trajetória de vida se deu início logo aos 21 dias de vida onde, devido a uma falha congênita que não permitiu o correto desenvolvimento de suas pernas, as teve amputadas dos joelhos para baixo.

Sem que essa condição o impedisse de seguir o seu coração, Alan começou a demonstrar interesse pelo esporte logo aos 8 anos de idade. Aos 13, já era Campeão Brasileiro nos 100 metros rasos.

Medalhista de ouro paralímpico em Londres e prata em Pequim, Alan Fonteles é mais um dos atletas paraolímpicos com histórias onde apenas o céu é o limite.

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Heloísa von Ah Heloísa von Ah

Formada em Comunicação em Computação Gráfica e Design de Games, é apaixonada pela profissão que exerce. Uma aficionada por tecnologia, gatos e cinema underground.

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