Vale a pena assumir dívida de financiamento?

Sabia que dá para assumir a dívida de financiamento de bens feitos por terceiros? Mas, fique atento e faça isso de forma segura.

Vale a pena assumir dívida de financiamento?
Saiba se é vantajoso pagar dívida de financiamento de terceiros.

Assumir a dívida de financiamento é permitido, mas é também um golpe muito comum. Pode ser um ótimo negócio para quem compra um ágio de um bem financiado, mas é preciso ter o cuidado de fazer tudo dentro da lei, para não acabar levando uma rasteira e perdendo dinheiro.

De uma forma bem resumida, financiamentos são uma forma de conseguir adquirir um bem com o pagamento em parcelas, muitas vezes a perder de vista e acrescidas de juros. E, justamente por demorar muito tempo, muita coisa pode acontecer com o comprador, e o mesmo concluir que já não quer mais aquele bem, ou não pode mais pagar as prestações, e optar pela venda. Essa venda será feita através de uma transferência para uma pessoa (física ou jurídica), que assumirá a dívida do financiamento.

Como assumir dívida de financiamento

Assumir dívida de imóveis

O primeiro passo é ir até o banco onde o financiamento foi feito, com os documentos necessários em mãos (RG, CPF, um comprovante de renda atualizado, comprovante de endereço, contracheque, Imposto de Renda e extrato de movimentação bancária dos últimos três meses). Haverá uma análise de crédito, então essa venda pode ou não ser aprovada. É importante lembrar que podem existir uma série de condições para a venda do financiamento, tais como: nenhuma parcela em atraso e determinado período de tempo até ser permitida a venda (há também financiamentos que não permitem a venda da dívida). Verifique todas essas informações.

Taxas ao comprador: Quem assumiu a dívida do financiamento de um imóvel deve pagar o Imposto sobre Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI), o registro no cartório e a taxa de transferência, que varia em cada banco.

Cuidados a serem tomados: Não assuma a dívida de um financiamento sem que o credor saiba, ou seja: não faça o famoso “contrato de gaveta”. Essa operação, além de ilegal, dá brecha para uma série de golpes. Verifique que toda a documentação necessária agora se encontra no seu nome. Isso é benéfico para o vendedor do financiamento, que não corre o risco de ficar com o nome sujo pela falta de pagamento do outro, e do comprador, que terá a segurança de um imóvel no seu nome.

Assumir dívida de veículos

As regras de transferência da dívida são as mesmas do caso de imóveis, pois são as condições do banco. Na hora de apresentar os documentos para a análise de crédito, é preciso ter em mãos também o Certificado de Registro do Veículo (CRV) e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Taxas ao comprador: Há uma taxa de transferência da dívida do veículo, que pode chegar a R$ 600. Outra taxa (que varia conforme o estado) de transferência do veículo, que deve ser paga diretamente no DETRAN.

Taxas ao vendedor: Eventuais multas sofridas pelo veículo enquanto ele estava com o antigo dono e IPVA devem ser quitadas pelo vendedor antes da formalização da venda.

Saiba quais são os principais golpes aplicados em venda de carro.

Cuidados a serem tomados: os mesmos cuidados na hora de comprar um carro usado: certifique-se de que o veículo não possui nenhuma multa ou IPVA atrasado. E, nunca, jamais, compre um carro que não ficará em seu nome. Por mais taxas e burocracias que apareça, o caminho da legalidade poupa muitas dores de cabeça futuras.

Em ambos os casos, não faça nenhum pagamento sem que toda a parte burocrática no banco e nas instituições competentes estejam encaminhadas.

Nem todo o bem em financiamento pode ser vendido

Se o contrato do bem financiado é feito no modelo de alienação fiduciária, o financiamento não pode ser assumido por outra pessoa. Nesse caso, o veículo ou imóvel só pode ser transferido para terceiro quando o pagamento das parcelas é concluído. Isso porque nessa modalidade de financiamento, o bem está com você, mas só será seu após a quitação da dívida.
 

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