Alzheimer: menina de 12 anos cria app para ajudar avó com a doença

A jovem Emma Yang, de 12 anos, percebeu os sinais da doença de Alzheimer na sua própria avó e desenvolveu um aplicativo para ajudar quem sofre do mal. Conheça o app. 

Alzheimer: menina de 12 anos cria app para ajudar avó com a doença
Doença acomete mais de dois milhões de pessoas por ano no Brasil

A doença de Alzheimer acomete mais de dois milhões de pessoas por ano no Brasil. Caracterizada pela degeneração e morte das células e conexões do cérebro, a memória e outras importantes funções mentais do individuo são afetadas e fazem com que, ao longo do tempo, ele não consiga mais se expressar, lembrar de informções como o nome dos filhos e fazer coisas simples, como se alimentar sozinho.  

O mal afeta não só quem o tem, mas também toda a família e amigos, que precisam ficar de olho e sofrem ao ver o ente querido não se lembrar das coisas. Mas felizmente algumas ferramentas tem ajudado no diagnóstico precoce, unindo a tecnologia com a saúde em busca de tratar a doença antes que se torne grave.

Aplicativo para Alzheimer

Emma Yang tem doze anos e sabe fazer programações em 5 linguagens diferentes, é pianista, ganhou diversas bolsas de estudos e está escrevendo um livro, além de já ter criado outros aplicativos. Apesar do vasto currículo e tão pouca idade, Yang surpreende e está na lista das 20 pessoas com menos de 20 anos mais importantes da cidade de Nova York. Agora, ela deseja mudar a vida de quem sofre de Alzheimer.

A garota criou um app para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem de Alzheimer após perceber que sua avó começara a apresentar sinais da doença.

Tudo começou quando a avó de Emma, que vive em Hong Kong, na China, apresentou sintomas típicos como esquecer telefones e endereços, datas de aniversários e até rostos de entes queridos. Então, a neta buscou na tecnologia a maneira de ajudar sua avó através do aplicativo chamado Timeless (Eterno, em português).

O Timeless é semelhante à rede social facebook, com várias adaptações para a pessoa com Alzheimer, em que ela pode acompanhar seus familiares e amigos, lembrar das datas importantes e até ver fotos.

Com tecnologia de reconhecimento facial, o aplicativo foi projetado para facilitar o uso, sem senhas ou números. Ao invés disso, ele é equipado com tecnologia de impressão digital para aumentar a autonomia do usuário ao acessá-lo.

Uma vez que o próprio usuário faz uma fotografia pelo Timeless a ferramenta compara o rosto ao de outras pessoas registradas como entes queridos e automaticamente identifica o fotografado.

Além disso, o app faz ligações e envia mensagens de texto para ajudar a pessoa com Alzheimer a se comunicar. Se o usuário fizer mais de uma ligação à mesma pessoa, a ferramenta automaticamente envia uma mensagem: “Tem certeza que quer fazer essa ligação?".

O aplicativo teve a consultoria da médica Melissa Kramps, especialista em Alzheimer no Centro médico do Weill Cornell Presbyterian de Nova Iorque, além e ter seu projeto financiado com uma bolsa pela Kairos, a plataforma que utilizou para desenvolver o aplicativo, que será testado em pessoas que sofrem do mal.

Para explicar melhor como o aplicativo funciona em detalhes, a garota montou um vídeo que pode ser visualizado abaixo:

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