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7 motivos para acreditar que não dá pra viver sem carro no Brasil

Você conseguiria viver sem carro no Brasil? Metrôs lotados, ônibus atrasados, poucas ciclovias... Confira os argumento de quem não consegue viver sem carro.

Veja argumentos que apontam que não dá pra viver sem carro no Brasil

Todos nós sabemos que viver sem carro no Brasil não é uma tarefa fácil. Por mais que os motivos para aderir essa causa sejam inúmeros, os motivos para não aderir também são muito fortes e a maioria das pessoas ainda optam por ter o seu veículo na garagem.

Por que deveríamos viver sem carro no Brasil?

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  Pela economia: um veículo além de ter um alto custo, seja na compra a vista, seja no financiamento, também impõe gastos que consomem boa parte da renda do trabalhador com combustível, manutenção, estacionamento, etc.

Confira: Quanto custa manter um carro por mês no Brasil

Pelo trânsito: não é segredo pra ninguém que o trânsito das cidades grandes é caótico pela enorme quantidade de carros que circulam nas vias diariamente. Os engarrafamentos seriam menores se as pessoas resolvessem viver sem carro no Brasil.
Pelo planeta: os carros são responsáveis por uma quantidade alta de poluentes que são lançados na atmosfera diariamente, piorando a qualidade do ar dentro das cidades.
Pela saúde: ao abrir mão de um veículo particular, teríamos duas opções: utilizar o transporte público ou andar de bicicleta. Nem é preciso citar os benefícios à saúde que a bicicleta traz, com o transporte público, a pessoa precisa caminhar alguns minutos por dia para chegar até local onde o transporte passa e o seu destino.

Mas é muito difícil viver sem carro no Brasil porque... 

1. O transporte público é deficiente

O transporte público mais utilizado no Brasil é o ônibus. Em algumas grandes cidades, o funcionamento deles é considerado razoável, mas na grande maioria os utilizadores têm razões de sobra para reclamar. Transportes lotados, ônibus que não conseguem cumprir os horários, preço alto da tarifa e os assaltos e furtos são uma triste realidade.

2. Falta metrô

Muitas cidades brasileiras precisam de metrô há muito tempo e até hoje não o têm instalados. Mesmo nas grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, a quantidade de linhas não é suficiente para atender toda a população que faz uso desse transporte, por isso nos horários de pico os metrôs ficam abarrotados. O metrô é o transporte público urbano ideal pois não enfrenta trânsito e pode transportar muitas pessoas ao mesmo tempo, mas os investimentos são altos e os governos acabam por não optar por eles. O assédio às mulheres dentro dos metrôs também têm causado muita polêmica juntamente com os furtos.

3. Faltam ciclovias

O número de ciclovias instalados nas grandes cidades ainda está muito longe do ideal. Há políticas de incentivo à criação, que já vêm sendo instalados em cidades como na grande São Paulo, mas na maior parte do país, as bicicletas não têm vez. São desrespeitadas pelos motoristas e mociclistas e usá-las para se locomover no trânsito acaba sendo um risco. As ciclovias que já existem infelizmente não são exemplares, muitas são inseguras, com pouca iluminação, com asfalto estragado, feitas sem planejamento de integração. E ainda há o risco do assalto, muitas bicicletas são roubadas e furtadas diariamente dentro do país, pois o ciclista fica ainda mais vulnerável aos assaltantes do que os motoristas.

4. Os transportes públicos só funcionam até certo horário

Na maioria das cidades brasileiras, os transportes públicos não funcionam na madrugada. Quando funcionam, são com horários muito espaçados, e ficar no ponto de ônibus esperando na madrugada é altamente não recomendado devido à violência. Fica difícil argumentar à favor do transporte público em relação ao carro, que te leva a todo lugar, a qualquer hora.

5. O custo do táxi é alto

Quem opta por não ter um veículo próprio, apesar dos poréns ainda consegue se locomover dentro da cidade. O problema é maior quando quer sair à noite, durante os fins de semana. Se vai beber, vai de táxi, certo? O problema é o custo disso. Em grandes cidades, as distâncias a percorrer de táxi são longas e o preço da corrida fica muito alto.

6. Em dias de chuva fica ainda mais complicado

É só chover que parece que o caos se instala nas cidades. O trânsito fica lento e os ônibus ficam ainda mais atrasados do que o normal. Os metrôs e os ônibus ficam ainda mais cheios, pois as pessoas que normalmente utilizam a bicicleta, a moto ou se locomovem a pé precisam utilizar o transporte público. Os taxis desaparecem! Essa é a impressão que temos ao procurar por um em dia de chuva. O que acontece na verdade é que todo mundo na hora da chuva opta pelos táxis e eles acabam sendo poucos nos dias chuvosos.

7. O conforto fala mais alto

Pode parecer bobagem, mas o conforto oferecido pelo carro é superior ao oferecido por qualquer outro tipo de veículo. Sai no horário que você quer, sem precisar ajustar o seu horário ao do transporte público. Vai a todo lugar, não é preciso pegar várias linhas ou vários tipos de condução diferentes. Vai ouvindo a música que quiser, ou mesmo curtindo o seu silêncio. Se está chovendo, você sai da porta de casa e pode deixar o carro parado perto de onde vai, andando pouco embaixo do guarda-chuva (que são pouco eficientes). Enfim, o conforto acaba falando mais alto à maioria dos brasileiros, que apesar dos pesares, preferem ter um carro à optar pelos transporte público.
 

Daria para viver sem carro no Brasil, se fosse como em...

  • Amsterdã: onde as ciclovias são espalhadas por todos os lados e as bicicletas são as rainhas do trânsito, têm preferência absoluta de sua população mesmo em dias de chuva e neve.
  • Londres: a capital inglesa possui um dos maiores e mais eficientes metrôs do mundo, que interligam a cidade inteira. Andar de metrô nas cidades inglesas é hábito da população, é vantajoso e todas as classes sociais optam por esse meio de transporte.
  • Paris: semelhante ao caso de Londres, Paris possui uma rede de transportes eficientes apesar de ainda não ter ciclovias suficientes – mas já em via de implantação, em 5 anos a cidade irá triplicar o número de ciclovias na cidade luz. Os parisienses já começam a querer transformar a cidade na Amsterdã da França.
  • Barcelona: os espanhois da linda cidade da Catalunha estão travando uma verdadeira briga com os carros no centro da cidade. Anda em processo de aprovação a proibição da circulação de carros no centro, onde só seria permitido o trânsito de ônibus, táxis, bicicletas, e também por metro e a pé. O sistema chamado “bici”, de aluguéis de bicicletas funcionam muito bem e é fácil se locomover na cidade com transportes públicos integrados.

Esses são bons exemplos de como é possível viver sem carro em uma grande cidade, com uma população gigante e mesmo assim possuir um transporte coletivo de qualidade e eficiência para toda a população. O transporte público não deveria ser a opção somente de quem não pode comprar um carro, deveria ser uma opção para todos que acreditam dá pra viver sem carro no Brasil, independente de sua condição financeira.
 

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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.