Por que não fazer o pagamento mínimo do cartão de crédito

Optar pelo pagamento mínimo do cartão de crédito pode levar suas finanças à um caminho sem volta. Saiba como é calculada a fatura do mês seguinte.

Por que não fazer o pagamento mínimo do cartão de crédito
Faça contas antes de optar pelo pagamento mínimo do cartão de crédito.

O pagamento mínimo do cartão de crédito é a opção de pagar um valor proporcional à totalidade da fatura. Quando se escolhe pagar o valor mínimo, o restante que ficou por pagar é financiado para a próxima fatura. 

Se você tiver compras parceladas para pagar no mês seguinte, o valor será acumulado na mesma parcela e isso poderá levar à necessidade de, novamente, recorrer ao pagamento mínimo do cartão de crédito - dando início ao conhecido "efeito bola de neve". 

O Banco Central do Brasil, através da Circular 3512 de 2010, determinou que o valor mínimo da fatura de cartão de crédito a ser pago mensalmente não pode ser inferior a 15% do total. Quanto menor for o valor do mínimo, mais alto será o valor financiado para o outro mês e, consequentemente, maiores serão os juros. Pagar o mínimo do cartão de crédito não é uma boa ideia e sempre que puder, evite.

Pagamento mínimo do cartão de crédito não compensa

Para conseguir ter uma percepção do quanto a opção pelo pagamento mínimo poderá aumentar a dívida inicial, imagine que tem um saldo devedor de R$ 1.500 e veja como são feitos os cálculos:

  • Neste exemplo, o valor mínimo estipulado será de 20% do valor da fatura, o os juros rotativos cobrados pelo cartão de crédito serão de 10% por mês.
  • Do valor total de R$1.500, seria feito o pagamento mínimo de R$300 e o restante do valor que financiado para o próximo mês seria de R$1.200.
  • A este valor remanescente, seriam acrescentados os encargos pelo atraso no pagamento da dívida financiada:
                        R$ 1.200 X 10% (valor da dívida  X juro do rotativo) = R$120
                        R$ 1.200 X 2% (Valor da dívida X multa por atraso) = R$24
                        R$ 1.200 X 1% ( Valor da dívida X juros de mora) = R$12
                                             Total dos encargos: R$156 
 
  • No mês seguinte a dívida seria os R$1.200 que não foram pagos no mês anterior, mais o total de encargos gerados sobre este valor - R$156. A fatura teria um valor total de R$1.356. Se novamente optar por pagar o mínimo da fatura, o valor restante será financiado para o mês seguinte e estará sujeita aos mesmos encargos.
  • Se além deste valor, ainda houver novos gastos com o cartão, ou compras parceladas, ainda mais difícil será de conseguir quitar a dívida porque os valores irão somar-se um ao outro, e a situação pode ficar incontrolável. 

Parcelamento do valor total da fatura do cartão de crédito

Se vir que não consegue pagar o valor integral, opte por fazer o parcelamento da fatura em vez de pagar o mínimo. Os juros para parcelar são inferiores aos juros do financiamento do valor restante de um pagamento mínimo.

Como evitar o acúmulo da dívida no cartão de crédito?

1. Faça as contas, e só depois faça compras: Lembre-se que se o valor total da fatura é superior ao que você pode pagar este mês, provavelmente o mesmo irá acontecer nos meses seguintes.

2. Não comprometa todo o salário: Se todo o seu orçamento mensal for para pagar o cartão de crédito, siginifica que todo o limite do cartão será novamente utilizado. O que implica que no próximo mês aconteça exatamente a mesma coisa, e assim, a dívida não acaba.

3. Se o valor da compra for alto, parcele: É melhor ter a certeza de que irá conseguir pagar o valor integral da fatura todos os meses, do que optar pelo pagamento mínimo do valor.

4. Estipule um valor mensal para gastos com cartão de crédito e não ultrapasse: Tente não utilizar o valor integral do seu limite de crédito.

5. Pagar a vista é a melhor opção: Tente não usar o cartão de crédito no dia-a-dia. Guarde-o para situações que em que realmente haja necessidade - assistência médica, viagens, conserto do carro e etc. 

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Poliana Oliveira Poliana Oliveira

Nasceu em Brasília, cresceu em Goiânia e vive há oito anos em Portugal. Formada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Trabalha na área de Marketing Digital. Adora cães, cinema, dança e viagens.

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