Amigos largam empregos em SP para viajar de moto pelas Américas

Duas motos, dois amigos e uma aventura pela frente. Você teria coragem de largar tudo e viver uma experiência dessas? Se inspire nesta história. 

Amigos largam empregos em SP para viajar de moto pelas Américas
Plano é conhecer 17 países em um ano. Você teria coragem?

Glauber e Fábio se conhecem desde os 9 anos de idade, hoje ambos têm 27 e uma mesma paixão: motos. Enquanto o primeiro é projetista de instrumentação formado pela Universidade de São Paulo, o segundo era estudante de engenharia civil. Com emprego garantido, mas infelizes com o cenário em que se encontravam, como descrevem, "reclamar da vida já era algo comum". 

Em 2008, Glauber começou a pegar gosto por viajar de moto pelo Brasil. Acabou se entusiasmando com vídeos sobre viagens pelas Américas, até que um dia, junto com o amigo de infância, ao qual por vezes o chama de "Batata", pensou: "por que não"? 

Daí à concretização da viagem foram 2 anos de planejamento e no dia 15 de janeiro de 2015 os dois já erguiam o primeiro acampamento na Fortaleza de Santa Teresa, no Uruguai. Seria apenas o início do plano de cruzar 17 países dos continentes americanos. 

O plano



 
Segundo explicaram por e-mail, uma vez que já estavam no Chile e respondiam quando conseguiam internet, a rota que traçaram foi baseada na "famosa Rodovia Panamericana, que liga o Ushuaia, na Argentina, até Fairbanks, no Alaska". Rodovia essa que de fato não existe, é apenas um conceito de trajeto de 48 mil quilômetros de extensão pela costa oeste das Américas. No entanto, eles afirmam que não se prendem à rota e por vezes fazem outros caminhos, retornando ao plano inicial posteriormente. Até agora os motoqueiros já passaram por Uruguai, Argentina e Chile e seguem para os próximos destinos da lista: 
 
  • Peru
  • Bolívia
  • Equador
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Panamá
  • Costa Rica
  • Nicarágua
  • El Salvador
  • Honduras
  • Guatemala
  • México
  • Estados Unidos
  • Canadá
 
E por falar em moto, nada de garupa, cada um segue na sua. Glauber numa Yamaha Tenere 250cc e Fábio numa Honda Xre 300cc. Para justificar a escolha do transporte, eles afirmam que ir de moto permite uma certa liberdade e assim não dependem só de carona. Mas viajar de moto também tem suas dificuldades, como o clima. Glauber relembra "um vento lateral" que os teria deslocado um metro na estrada na Patagônia argentina e os limitado a seguir na velocidade de 60 km/h e claro, enfatiza, “com muito frio”. Além disso, eles relatam ter dificuldade para achar peças para as motos em certas cidades e daí o arrependimento de não ter levado peças reservas. 

 

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De onde vem o dinheiro 

Há também outro fator crucial na viagem dos amigos motoqueiros: e dinheiro para o combustível e para todas as outras despesas? Quando perguntado sobre o assunto, Glauber conta que saíu do Brasil com não muito mais que 3 mil reais e que antes mesmo de começar tudo isso o plano era “arrumar uns bicos pela estrada". 
 
No entanto, o aventureiro teve a ideia de imprimir as fotos que foi tirando ao longo da viagem no tamanho 10x15 e tentar vendê-las. No Brasil vendeu algumas unidades por 5 reais com a ajuda de uma gráfica da região do ABC, na grande São Paulo, que agora imprime também painéis, canecas e outros produtos da viagem e assim ele pode distribuir pelo Brasil. Com alguns ajustes no valor, afirma ter vendido bastante também na Argentina e que pretende continuar assim nos próximos destinos. Já o amigo Fábio toca outros projetos, como a venda de camisetas na internet junto a grupos de motoqueiros. 
 
Veja o site com as fotos de Glauber que se tornam postais. 
 
Postais para venda

Uma ajudinha essencial

Mas o dinheiro arrecadado não é suficiente para muito mais que comer e por gasolina nas motos e aí que os amigos contam com a ajuda das pessoas que encontram pelo caminho para se hospedar em suas casas, receber descontos em hotéis ou até mesmo na esperança de que cedam uma espécie de abrigo improvisado em postos de gasolina, ondem aproveitam também para oferecer seus produtos. É nesse aspecto que os amigos Glauber e Fábio afirmam ter aprendido mais na estrada: conhecer pessoas e dar importância a elas. 
 
 


 

Vai virar livro

Além de muitas imagens bonitas, os amigos já colecionam algumas histórias de apertos que passaram e como saíram deles (um caso engraçado é que eles relatam terem feito o que chamam de "festa da caipirinha" numa cidade, o que agradou alguns locais e rendeu um convite para ficarem hospedados por lá mais uns dias). 
 
A ideia é que a viagem dure em torno de um ano e vire um livro e dvd intitulados "Jornada 9 de julho", uma homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, que visou o fim da ditadura Vargas e que parece ter inspirado a jornada de Glauber e Fábio de alguma forma. Já que pegou gosto pela fotografia, agora Glauber sonha também com uma edição fotográfica da publicação. 

 

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Nataly Lima Nataly Lima

Formada em comunicação pela PUC-SP e mestre em jornalismo pela Universidade do Porto, Nataly tem focado seu trabalho em editorias como cultura, tecnologia, marketing digital e turismo. Em 2015 fundou o site Já Fez as Malas, sobre intercâmbio e viagens internacionais para brasileiros.

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