Como funciona o seguro residencial

Um patrimônio tão caro quanto uma casa precisa de uma garantia caso algo ocorra. Saiba o que é o seguro residencial e porque ele é importante.

Como funciona o seguro residencial
Entenda a importância do seguro residencial na proteção da sua casa

O desejo de proteger o patrimônio contra eventuais acidentes motiva muitas pessoas a aderirem ao seguro residencial, uma opção não tão usual quanto o seguro de carros, mas que vem crescendo no Brasil. Segundo estimativas do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo – Sincor, a projeção de crescimento desse tipo de seguro em 2016 é de 9%.

Segundo Eduardo Lemes, diretor regional de Sorocaba do Sincor-SP em entrevista ao site da Fenacor, uma das motivações para esse aumento na procura e adesão é que as pessoas entendem que quanto mais difícil adquirir um bem, mais difícil será sua reposição em caso de infortúnio.

O que é o seguro residencial?

O seguro residencial oferece um conjunto de seguros conjugados ou agrupados em uma apólice, que garante a cobertura dos prejuízos em caso de danos incertos e imprevisíveis. É destinado a residências individuais, sejam elas casas ou apartamentos que sirvam de moradia, veraneio ou estejam vazias, e engloba entre suas garantias básicas a cobertura de danos ao imóvel causados por incêndio, queda de raio e explosão.

É possível contratar coberturas adicionais mais abrangentes, que contemplem proteção contra roubos, furtos e arrombamentos, danos elétricos, cobertura de vidros, alagamentos, inundações e até danos a terceiros dentro de casa. Existem também as opções de ressarcimento de prejuízos causados a outras pessoas involuntariamente e associação do seguro residencial ao seguro de vida ou ao de acidentes pessoais.

O contrato feito com a seguradora é anual e inclui uma apólice com especificações sobre os documentos exigidos para cada tipo de cobertura, valores a serem pagos para a seguradora e procedimentos para receber a indenização em caso de dano. Se algo acontecer, o segurado deve reportar imediatamente o corretor de seguros e a seguradora, apresentar o aviso de sinistro e o pedido de indenização.

Como funciona o seguro residencial?

Uma apólice padrão inclui reconstrução da moradia, reposição ou reparo dos pertences pessoais, despesas adicionais (como gastos com hotel caso o segurado não possa ficar em casa) e responsabilidade civil familiar.

Existem os riscos cobertos, que são previstos e descritos na cobertura e cujos prejuízos serão cobertos pela segurados, e os riscos excluídos, que só receberão indenização caso haja cobertura especifica, como em casos de queimadas em zonas rurais, erupção vulcânica, rebelião ou até roubo e furto.

O cálculo é feito pensando no valor de reconstrução do imóvel e tendo como base o quanto o segurado declarou que vale sua residência. É recomendado se informar sobre quanto vale o metro quadrado do bairro e acrescentar um valor tendo em vista o padrão da construção com a ajuda de um especialista.

O site Tudo Sobre Seguros explica que o cálculo quando há perda total do imóvel e pertences leva em conta o custo de reconstrução ao preço do dia e local do dano, diminuindo a depreciação pelo uso, idade e estado de conservação do imóvel.

Quando houver necessidade de reconstrução sem destruição total, o segurado será indenizado até o valor máximo que contratou para cada cobertura. Quanto maior o Limite Máximo de Indenização, maior será o valor a ser pago pela seguradora, seguindo o laudo técnico de valor de construção e de metro quadrado da localização do imóvel. A indenização, nesse caso, não inclui o custo do terreno.

Se o segurado optar pela cobertura básica, não será cobrada franquia. As coberturas adicionais costumam cobrar um valor ou percentual que representa a parte do prejuízo que o segurado deverá arcar em caso de dano. Se o valor do prejuízo for abaixo da franquia, a seguradora não paga.

O custo médio anual é de cerca de R$ 250 para uma cobertura estimada em R$ 200 mil. É importante frisar que o seguro residencial não é sobre valorização imobiliária e sim sobre reposição do bem danificado.

Quem deve contratar o seguro residencial?

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) aponta que dos cerca de 68 milhões de residências brasileiras, apenas 9,1 milhões contratam o seguro residencial – cerca de 13,3% -, mesmo com o valor mais em conta do que o do seguro de um automóvel.

Dados da Protecta Seguradora também apontam que os principais casos de acionamento de seguro residencial no país são por danos elétricos (38%), roubo (27%) e vendaval (13%).

Pessoas que vivem em áreas de risco, como bairros perigosos ou áreas rurais próximas a locais que possam pegar fogo, devem cogitar contratar o seguro para evitar futuras dores de cabeça.

Leia também:

Gostou? Compartilhe!
Receba mais informações como esta!

Receba a nossa newsletter

Ao submeter os seus dados receberá a newsletter, ofertas e publicidade enviado por e-konomista.com.br e pelos nossos Parceiros e aceita os Termos e Condições e a Política de Privacidade. Os dados submetidos serão compartilhados com os nossos Parceiros.

Enviar