As 6 áreas do mercado de trabalho mais afetadas pela crise

Com a inflação alta, o consumo em queda e os investimentos cada vez menores, muitas áreas do mercado de trabalho estão em baixa e abrem poucas oportunidades. Veja se a sua é uma delas.

As 6 áreas do mercado de trabalho mais afetadas pela crise
Saiba quais as áreas que estão em baixa e contratam poucos profissionais

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Com a economia em recessão e o desemprego a crescer no país, quem procura por novas vagas de trabalho deve estar atento para procurar em áreas que não estejam tão afetadas pela crise ecônomica. O número de vagas em geral diminuiu no país, mas algumas áreas encontram-se saturadas e o número de profissionais requisitados é cada vez menor. Com isso, somente quem tem excelentes qualificações são bem colocados no mercado de trabalho. Confira no artigo quais as áreas mais afetadas pela crise e que não vale a pena investir por agora, a não ser que sua qualificação seja alta.


 

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Áreas e profissões afetadas pela crise no Brasil

Mais pessoas à procura, menos vagas abertas e processos de contratações mais longos. Essa é a realidade que está impactando muitas áreas do mercado de trabalho neste ano. As áreas que estão em baixa e têm despedido mais do que contratado no país são aquelas relacionadas à área de turismo, marketing, imobiliária e indústria. Mas essas não são as únicas e as profissões que abrangem essas áreas são muitas. Vejas quais são as mais afetadas e que têm vagas de trabalho escassas.


 

Marketing

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Em um momento díficil da economia, é preciso cortar gastos, e as primeiras áreas a sofrerem cortes dentro das grandes empresas são as marketing, comunicação e relações públicas, e por isso estão entre áreas que estão em baixa e menos abrem vagas no país.


Profissões mais afetadas

  • Criador de sites: esses profissionais desenvolvedores de websites estão perdendo espaço para outros profissionais: os desenvolvedores de aplicativos para celular e tablet.
 
  • Analista de mídia social: é uma profissão nova e houve um boom no número de pessoas que resolveram investir nessa área. Como a oferta é grande, o mercado saturou-se rápido.
 
  • Trade marketing: esses profissionais, que elaboram estratégias e ações para desenvolvimento de consumidores finais viram as vagas retraírem pois muitas empresas uniram os setores de merchandising, vendas e marketing com intuito de economizar e reduziram postos de trabalho.
 
  • Gerente de marketing: é um cargo bem remunerado pois o profissional tem muitas responsabilidades como desenvolver estratégias, avaliar tendências de mercado, defininir os canais de comunicação, etc. As empresas estão eliminando gastos elevados e substituindo profissionais caros por outros que peçam menos dinheiro para realizar o mesmo trabalho.
 
  • Profissionais da comunicação e jornalismo: pelos mesmo motivos, cortes de gastos e profissionais que oferecem o mesmo serviço por um preço menor devido à crise.


Turismo

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A área de turismo sofre grande baixa em tempos de crise pois as pessoas cortam os gastos não essenciais nesses momentos. Quem ainda pode fazer turismo, está optando por pacotes mais baratos e dentro do Brasil, já que a alta do dólar está tornando cada vez mais difícil viajar para o exterior.


Profissões mais afetadas

  • Agente de turismo: com a criação dos sites de comparação de preços e ofertas de viagem, diminuiu a necessidade de contato com o profissional.
 
  • Guia turístico: o número de turistas brasileiros que se dispõem a pagar pelo serviço de um guia diminuiu muito. Quem ainda está viajando, costuma ir por conta própria, sem contratar instrução e busca informações sobre locais, comidas, histórias do lugar nos aplicativos de celular.

 

Imobiliária

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Em tempos de crises, poucas pessoas podem comprar imóveis. Trocar de imóvel então, fica fora de cogitação. Com pouca procura e menos movimentação no mercado, essa é uma das áreas que estão em baixa que mais reduziram o número de postos de trabalho.

 

Profissões mais afetadas

  • Corretor de imóveis: o mercado está saturado, há excesso de profissionais e a pouca procura por imóveis faz com que só os melhores se destaquem e mantenham suas vagas. A menor acessibilidade ao crédito imobiliário que a população tem vivenciado também dificulta o trabalho do corretor imobiliário.
 
  • Arquiteto e decorador: pelo mesmo motivo dos corretores de imóveis: pouca procura. E o trabalho do arquiteto e decorador não é considerado como um item essencial, então sofreram muitos cortes de vagas.

 

Engenharias

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Uma das áreas mais promissoras até pouco tempo atrás aparece agora entre as áreas que estão em baixa e ofertam menos vagas. O engenheiro é essencial em momentos de crescimento do país, agora com a recessão, muitos cortes de postos de trabalho foram feitos e a oferta de profissionais está alta, já que muita gente apostou nessa carreira.


Profissões mais afetadas

  • Engenheiro de desenvolvimento de produto: esse profissional é especializado em desenvolver novos produtos para as empresas, mas nesse momento o investimento em novas tecnologias caiu muito e áreas técnicas de engenharia não estão em crescimento.
 
  • Engenheiro civil: demanda em queda constante e maior dificuldade na liberação de crédito para o setor. Sem crédito, as empreiterias não podem contratar.
 
  • Engenheiro de vendas: com um cenário de baixo investimento e cortes de orçamento, o investimento em um profissional de estratégia é considerado um luxo que as empresas não podem arcar.
 
  • Engenheiro de produção: as empresas estão utilizando engenheiros de outras áreas para fazer o serviço do engenheiro de produção. É comum ver engenheiros mecânicos e químicos fazendo o trabalho dos engenheiros de produção, e trabalhando em jornada dupla.

 

Indústria

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Reduções de incentivos fiscais, queda no consumo e escândalos envolvendo as áreas de petróleo e gás geraram dificuldades no setor fabril.

 

Profissões mais afetadas

  • Profissionais de Logística fabril interna (abastecimento de linhas produtivas): pelas oportunidades de ganhos na cadeia de distribuição, muitas vezes as empresas deixam para um segundo momento a otimização da logística interna fabril, além de ser uma área com baixa rotatividade.
 
  • Operadores de manutenção fabril: não há novas fábricas e também não existem grandes investimentos na troca de máquinas.
 
  • Funcionários das indústrias de óleo, gás e veículos: escândalos de corrupção na Petrobras e envolvimento de empreiteiras nas denúncias da Operação Lava Jato e aumento do IPI para veículos. Além dessas mudanças de cenário, houve uma projeção de demanda nesses segmentos que pode ter sido superestimada e hoje, com a queda do consumo, saturou-se.

 

Analistas e gerentes

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São cargos bem remunerados, que visam o crescimento das empresas e emprega fundos para o futuro. O mercado está em retração e não pensa em crescimento nesse momento, por isso o trabalho dos analistas e gerentes está escasso.

 

Profissões mais afetadas

  • Analista de investimentos: número de investidores e valor dos investimentos caiu muito, profissionais não têm onde trabalhar.
 
  • Analista de suporte e help desk: muitos perderam as vagas por automatização desse tipo de serviço.
 
  • Gerente e vendedor de varejo: a estagnação da economia, a alta dos juros e a inflação prejudicaram o poder de compra dos brasileiros e provocaram queda nas vendas.
 
  • Gerente de projetos: não há vagas pelo congelamento dos novos projetos devido à crise financeira.

 

  • Gerente de projetos, infraestrutura, gestor de ativos, gerente de expansão e gerente de engenharias: profissões voltadas para o investimento, que anda baixo no mercado.
 
 
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Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Ana Luiza Fernandes é brasileira, natural de Minas Gerais, formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e hoje cursa Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, Portugal. Possui trabalhos na área de Jornalismo Cultural, Fotografia, Documentário e Assessoria de Imprensa e é apaixonada pela profissão desde criança.

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